Grupo Soma (SOMA3): XP corta preço-alvo citando resultados mais fracos do que esperado

No entanto, equipe da corretora manteve recomendação de compra citando valuations atrativos e boa execução da companhia

Vitor Azevedo

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A XP Investimentos cortou o preço-alvo do Grupo Soma (SOMA3) de R$ 14 para R$ 11 em relatório divulgado nesta segunda-feira (18), citando resultados mais fracos do que o esperado no segundo trimestre e um “discurso mais cauteloso” da própria empresa. Contudo, o time da corretora, liderado por Danniela Eiger, manteve a recomendação para os papéis em compra.

Ao final da sessão, as ações de Soma fecharam com queda de 1,45%, cotadas a R$ 7,48. Na máxima da sessão, bateram nos R$ 7,65 e, na mínima, nos R$ 7,44.

Entre abril e junho deste ano, a mesma equipe havia definido o resultado do Grupo Soma como “em linha com o esperado”, mas com margem bruta vindo pressionada ao não se levar em conta a Hering – marca adquirida pelo grupo em 2021. Segundo os especialistas, base de comparação difícil, aumento de impostos (DIFAL e PIS/Cofins) e menores subvenções foram os casos para o recuo da margem.

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“Atualizamos, então, nosso modelo após um segundo trimestre mais fraco e um discurso mais cauteloso da empresa. Ajustamos também nossas estimativas para refletir suposições mais conservadoras”, escreve a equipe da XP.

“Reduzimos nossas estimativas de Ebitda [Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês] ajustado e lucro líquido em 8% e 21% para 2023, respectivamente, e em 23% e 48% em 2024”, completa a corretora.

O Ebitda total previsto para 2023 fica agora em R$ 840 milhões, ante R$ 912 milhões anteriormente, e o para 2024, em R$ 997 milhões, ante R$ 1,25 bilhão no passado. Para o lucro líquido as novas projeções são de R$ 383 milhões neste ano, frente a R$ 499 milhões do passado, e de R$ 425 milhões em 2024, frente R$ 812 milhões do consenso antigo.

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A opção de manter a recomendação de compra, do outro lado, se dá pelo fato de alguns valuations das marcas do Grupo Soma estarem descontados.

“Acreditamos que Grupo Soma Brasil, Farm Global e Hering devem ser negociados em múltiplos diferentes, dada a maturidade e o perfil de risco e crescimento de cada uma”, aponta o time. “De acordo com nossa análise, os preços atuais refletem aproximadamente metade do valor de Farm Global, enquanto tanto Farm Global quanto Hering estão sendo negligenciados ao se olhar para um horizonte mais longo prazo.”

Fora isso, para a XP, os níveis atuais pressupõem que o Grupo Soma está sendo negociado com um desconto de pelo menos 10% em relação a seus pares em todos os negócios. “Consideramos injusto, dado que a empresa conseguiu entregar o processo de transformação da Hering apesar dos desafios macro, enquanto Farm Global continua entregando resultados sólidos apesar do fraco cenário macro”, destacam.

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