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Governo reforça que não vai intervir em preços da Petrobras, Azul divulga dados de dezembro e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta terça-feira (7)

A Caixa Seguridade Participações e a seguradora Tokio Marine assinaram ontem acordo para criar uma nova empresa que atuará em seguros habitacionais e residenciais. A Tokio Marine fará aporte de R$ 1,5 bilhão na joint-venture e terá o controle da companhia, com 50,01% das ações ordinárias.

Já a incorporadora e construtora MRV comunicou que recebeu um importante apoio de uma das acionistas, a Dynamo do Rio de Janeiro, para aprovar no próximo dia 31 um dos planos da empresa, a aquisição da empresa imobiliária americana AHS Residential. Através desta companhia, a MRV pretende explorar o mercado de aluguéis residenciais nos Estados Unidos. Petrobras, Cemig e Azul também são destaque:

Petrobras (PETR3;PETR4)

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou ontem (6), após se reunir com o presidente Jair Bolsonaro, que o governo federal estuda formas de compensar uma eventual alta no preço dos combustíveis, caso a crise envolvendo Estados Unidos e Irã impacte com mais força o preço internacional do petróleo.

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“Temos que criar, talvez, mecanismos compensatórios que compensem esse aumento sem alterar o equilíbrio econômico do país. Que isso não gere inflação, mas também não frustre expectativa de receitas”, adiantou o ministro em coletiva de imprensa, ao lado do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e do diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Décio Odone.

Uma proposta apresentada pelo próprio presidente da República é a possibilidade do estados reduzirem a alíquota do ICMS sobre combustíveis, um imposto estadual, que tem forte impacto na formação do preço final nos postos.

O presidente voltou a dizer que não adotará nenhuma política de controle de preços. “Não existe interferência do governo. Não sou intervencionista, e essa política está muito bem conduzida pelo nosso ministro, almirante Bento”.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, por sua vez, disse não ter sido pressionado pelo governo para reduzir o preço dos combustíveis.

Azul (AZUL4)

A aérea Azul comunicou que a demanda total por assentos em seus voos em dezembro subiu 27,2% ante mesmo mês de 2018, enquanto a oferta de capacidade subiu 26,5%, com a taxa de ocupação 0,5 ponto percentual, a 83,5%.

Já com relação aos voos domésticos, a demanda subiu 25,7% no mês passado, ao passo que a oferta evoluiu 24,3%, fazendo o nível de ocupação das aeronaves subir 1 ponto percentual, para 82,3%.

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Nas rotas internacionais, a procura por assentos subiu 31,1%, enquanto a oferta teve evolução de 32,8%, fazendo a taxa de ocupação recuar 1,1 ponto percentual, para 86,9%.

MRV (MRVE3)

A construtora e incorporadora MRV informou ao mercado que recebeu uma carta da sua acionista Dynamo Administração de Recursos, do Rio de Janeiro, na qual a empresa manifesta apoio ao plano da MRV para a sua proposta reformulada de investimentos na empresa americana AHS Residential.

A proposta apresentada no ano passado foi rechaçada por alguns acionistas da MRV, que prometeu levar em conta várias sugestões antes de reformulá-la. Agora, a MRV pretende apresentar novamente aos acionistas a proposta para investir nos Estados Unidos, em Assembleia Geral que será realizada no dia 31 de janeiro, na sede da empresa em Belo Horizonte (MG).

Cemig (CMIG4) e Taesa (TAEE11)

Segundo informações do Valor, a estatal mineira Cemig começou a contratar bancos para dar início a seus processos de desinvestimentos de subsidiárias e participações. Segundo o jornal, a empresa contratou o Bank of America para a venda de sua fatia na Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa). A Cemig tem 21,68% da Taesa – na atual cotação, essa participação vale R$ 2,3 bilhões.

Cesp (CESP6)

O Itaú BBA reduziu sua recomendação dos papéis da geradora e distribuidora energética paulista Cesp de outperform para neutra, mas manteve seu preço-alvo de R$ 34,00 para as ações em 2020.

A corretora começou a cobrir a Cesp em outubro do ano passado, quando os papéis tinham 11% de alta; atualmente, a alta em direção ao preço-alvo é menor, de 6%. Como fatores positivos, o Itaú  BBA destaca que a CESP tem forte geração de fluxo de caixa e encaminha bem a disputa judicial Três Irmãos, com potencial para anunciar dividendos mais altos aos acionistas no futuro.

Sanepar (SAPR11)

O Bradesco BBI elevou a recomendação das ações da Sanepar, empresa de saneamento e abastecimento de água do Paraná, de neutra para compra.

O BBI prevê um preço-alvo de R$ 124 para a ação da empresa paranaense – atualmente o papel da Sanepar custa R$ 96. Segundo o BBI, com a aprovação do novo marco do saneamento pela Câmara dos Deputados, no final do ano passado, novas perspectivas se abrem para o setor.

“Embora a privatização ainda não esteja no horizonte da Sanepar, nós notamos uma recente redução nos riscos da empresa. O Tribunal de Contas do Estado confirmou o reajuste de 12,1% nas tarifas de 2019, que havia sido bloqueado e foi permitido. O BBI também ressalta o “estrito controle de custos” na empresa e uma margem Ebitda 10% superior para o período 2019/20.

Log-in (LOGN3

A Corretora Itaú BBA incluiu as ações da Log-In na sua cobertura com a recomendação “outperform” que recomenda compra, com um preço-alvo de R$ 30 por ação para 2020. Segundo o Itaú BBA, a empresa de logística “reestruturou sua dívida, capitalizou-se e melhorou sua capacidade emissão, começando a melhorar sua operação”. O preço-alvo de R$ 30 implica uma valorização de 22% no papel neste ano.

CCR (CCRO3)

A Controladoria-Geral do Estado do Paraná (CGE/PR) publicou resolução que suspende temporariamente, em caráter cautelar, o direito da Rodonorte, controlada pela CCR, de participar de novas licitações e de celebrar novos contratos com o governo estadual.

Em Fato Relevante, a CCR diz que mesmo com a decisão restrita à Rodonorte e ao Estado do Paraná, a companhia vai adotar as medidas cabíveis.

Cosan (CSAN3)

A Cosan comunicou ontem ao mercado que antecipou o pagamento da sua segunda emissão de debêntures simples, no valor total projetado de R$ 1,73 bilhão. Os papéis poderão ser resgatados em 16 de janeiro – o resgate é facultativo.

PetroRio (PRIO3

A Petro Rio comunicou ontem à CVM que suas ações entraram no índice IBXX, composto pelas cem empresas mais negociadas na B3. Segundo a petrolífera carioca, a empresa agora passa a ser listada em sete índices da Bolsa de Valores de São Paulo, o que aumenta sua visibilidade com os investidores.

Caixa Seguridade

A Caixa Seguridade Participações informou ontem ao mercado que assinou um acordo de associação com a seguradora Tokio Marine para formar uma nova empresa, que explorará, no prazo de 20 anos, seguros residenciais e habitacionais da rede de distribuição da Caixa Econômica Federal. A Caixa informou que terá uma participação de 75% no capital total da nova empresa, com 49,99% das ações ordinárias e 100% das preferenciais. A Tokio terá 50,01% das ações ordinárias, o que representará 255 do capital total. A Tokio subscreverá um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, que será aportado pela Caixa na nova empresa. Segundo a Caixa, a reestruturação de seu setor de seguros faz parte da nova governança do banco estatal.

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(Com Agência Estado e Agência Brasil)