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Gafisa troca comando do Conselho; Buffett de olho na IRB, novo risco de rompimento de barragem da Vale e mais notícias

Confira os destaques do mercado na sessão desta segunda-feira (18)

SÃO PAULO – Em dia de feriado nos EUA, o noticiário corporativo brasileiro é movimentado, com atenção para a troca do Conselho de Administração da Gafisa, Ambev tendo a recomendação reduzida pelo Santander, Buffett de olho em fatia da IRB e mais destaques. Confira no que ficar de olho nesta segunda-feira (18):

Ambev (ABEV3)

A ação da Ambev foi rebaixada de compra para manutenção pelo Santander com preço-alvo de R$ 19,50. 

Gafisa (GFSA3

 A Gafisa anunciou que a Planner atingiu fatia de 18,45% das ações ordinárias, após o leilão em que a GWI reduziu sua participação de 50,17% para 7,7% das ordinárias e deixou o bloco de controle da companhia.

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Além disso, houve mudanças no conselho de administração. No lugar de Mu Hak You à frente da presidência do conselho assumiu o ex-diretor presidente do Pão de Açúcar Augusto Marques da Cruz Filho, que é presidente do conselho da BR Distribuidora, vice-presidente do conselho da BRF e conselheiro da JSL e da General Shopping. A vaga de Thiago You passou a ser ocupada por Oscar Segall, um dos fundadores da Klabin Segall. 

Vale (VALE3)

Por determinação do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 170 moradores que vivem nos arredores da Mina Mar Azul em Nova Lima, a 45 quilômetros de Belo Horizonte (MG), foram retirados da região. As barragens B3 e B4 pertencem à empresa Vale, que alegou que estão desativadas.

Ainda no radar da mineradora, o Ministério de Minas e Energia definiu, por recomendação da Agência Nacional de Mineração, uma série de medidas de precaução de acidentes nas cerca de mil barragens existentes no país, começando neste ano e prosseguindo até 2021. A medida inclui a extinção ou descaracterização das barragens chamadas “a montante” até 15 de agosto de 2021.

BRF (BRFS3)

A BRF comunicou que a Comissão de Ética Pública concluiu pela inexistência de conflito de interesse no exercício imediato do cargo de Diretor Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores pelo Ivan de Souza Monteiro. Assim, ele está desimpedido para exercer o referido cargo e sua posse está programada para ocorrer no dia 11 de março de 2019.

IRB (IRBR3)

A Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, pode ficar com uma fatia relevante das ações do IRB Brasil Re colocadas à venda pela Caixa, segundo o Valor.

A resseguradora anunciou  uma oferta pública restrita para vender ações detidas pelo Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEduc), gerido pela Caixa. Os papéis representam 8,9% do capital do IRB e movimentaria cerca de R$ 2,5 bilhões com base na cotação de quinta-feira. 

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A Berkshire negocia a compra de uma parcela grande das ações incluídas na oferta, embora a proporção ainda não esteja definida, segundo disse uma fonte ao jornal. O tamanho da participação começará a ficar mais claro nesta semana, quando serão realizados encontros para apresentar a operação a investidores no Brasil e no exterior.

Cosan (CSAN3)

A Cosan divulgou comunicado negando que esteja em qualquer tipo de tratativas ou negociações com o Previ (Caixa de Previdência dos Empregados do Banco do Brasil (BBAS3) para comprar fatia do fundo de previdência na Vale.

As informações foram publicadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, que apontou também que Rubens Ometto, dono e presidente do conselho de administração da Cosan, negocia com a Previ para comprar sua fatia na Litel. O fundo de pensão é dono de 80% da Litel, que, por sua vez, possui 21% da Vale. A informação também foi publicada pelo colunista. 

AES Tietê (TIET11)

 A ação da AES Tietê Energia foi rebaixada de neutra para venda devido ao valuation pouco atraente e o risco de diluição por potencial capitalização caso a companhia adquira o complexo eólico Alto Sertão III da Renova, segundo o analista do UBS, Marcelo Sá, em relatório. Como o histórico de alocação de capital da companhia é fraco, o UBS acredita que os investidores veem como negativa a potencial capitalização.

Alpargatas (ALPA4)

A Alpargatas reportou no quarto trimestre de 2018 um lucro líquido atribuído aos sócios da empresa controladora de R$ 93,3 milhões, 97,9% superior frente o mesmo período de 2017, em meio ao crescimento de vendas no Brasil e no mercado internacional e a ganhos com variação cambial.

A receita líquida subiu 8,75% no período, para R$ 1,2 bilhão enquanto que, no Brasil, a receita líquida teve alta de 12,9%, para R$ 944,9 milhões. 

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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