Futuros de NY sobem antes de dados de emprego e com petróleo no radar

Payroll pode oferecer novas pistas sobre a trajetória das taxas de juros do Federal Reserve (Fed)

Felipe Moreira

Uma televisão transmite notícias sobre tarifas no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), em Nova York, EUA, em 7 de abril.
Fotógrafo: Michael Nagle/Bloomberg
Uma televisão transmite notícias sobre tarifas no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), em Nova York, EUA, em 7 de abril. Fotógrafo: Michael Nagle/Bloomberg

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Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta sexta-feira (6), impulsionados pelos esforços dos EUA para atenuar o impacto da alta do preço do petróleo relacionada à guerra em curso no Oriente Médio. O mercado também aguarda a divulgação do relatório de empregos dos EUA (payroll), que pode oferecer novas pistas sobre a trajetória das taxas de juros do Federal Reserve (Fed).

A expectativa consenso da Reuters é de que a maior economia do mundo tenha criado 59 mil empregos em fevereiro, após uma aceleração de 130 mil em janeiro, enquanto a taxa de desemprego deve se manter estável em 4,3%.

Estados Unidos

As tarifas do presidente Donald Trump voltaram às manchetes após a notícia de que um juiz federal determinou que seu governo deve iniciar o processo de reembolso de até US$ 130 bilhões em tarifas que foram anuladas pela Suprema Corte.

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Veja o desempenho dos mercados futuros:

Ásia-Pacífico

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos, enquanto as preocupações com o petróleo em decorrência do conflito no Irã manteve os investidores apreensivos.

Europa

Os mercados europeus operam em alta, devido a um leve desaceleração nos preços do petróleo, visto que o governo americano considera intervir no mercado futuro para conter a alta.

O conflito no Oriente Médio já dura sete dias e continua a se ampliar. Trump incentivou as forças curdas no Iraque a lançarem ataques contra o Irã, enquanto o Azerbaijão alertou que retaliaria caso fosse alvo de mísseis iranianos.

Commodities

Os preços do petróleo opera em alta, apesar do governo dos EUA considerar uma possível intervenção no mercado futuro para conter a alta dos preços e conceder isenções às refinarias indianas para comprar petróleo russo, a fim de aliviar as restrições de oferta decorrentes da guerra no Oriente Médio.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, com Pequim ampliando as restrições à compra de algumas cargas marítimas da grande fornecedora BHP, o que gerou preocupações com a oferta, superando a queda na demanda.

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Bitcoin

(Com Reuters e Bloomberg)

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