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Fibria vê lucro subir 365% em 2016; resultado de Cielo e 2 dividendos agitam o radar

Confira os principais destaques do noticiário corporativo da noite desta segunda-feira (30)

SÃO PAULO – No noticiário corporativo da noite desta segunda-feira (30) ganha destaque a temporada de resultados do quarto trimestre de 2016, que começa a ganhar força com os balanços da Cielo e da Fibria. Além disso, a própria Cielo anunciou o pagamento de dividendos, assim como a MRV. Atenção também para a Oi, que ganhou mais um tempo para divulgar seu plano alternativo de recuperação judicial. Confira os destaques:

Cielo (CIEL3)
A Cielo, maior empresa de meios eletrônicos de pagamentos do país, informou que teve lucro líquido de R$ 1,064 bilhão no quarto trimestre, uma alta de 18,3% ante o mesmo período de 2015. Já o resultado da companhia medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação, na sigla em inglês), somou R$ 1,396 bilhão de outubro a dezembro, aumento de 5% na comparação ano a ano. A receita, por sua vez, atingiu R$ 3,120 bilhões, alta de 2,1% ante os R$ 3,056 bilhões do fim de 2015.

No anualizado, a companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,275 bilhões, uma alta de 14,4% ante os R$ 3,736 bilhões do ano anterior, com a receita avançando 10,6% e passando de R$ 11,122 bilhões para R$ 12,300 bilhões. Já o Ebitda, teve avanço mais tímido, de 5,8%, atingindo R$ 5,535 bilhões em 2016, com margem Ebitda de 45% – queda de 2,1 pontos percentuais sobre 2015.

Além do balanço, a companhia informou que seu conselho irá deliberar sobre o pagamento de R$ 376.929.784,20 em dividendos, o que representa o valor bruto por ação de R$ 0,166794741. O valor irá se juntar à distribuição efetivada no dia 30 de setembro de 2016 no montante de R$ 612.365.322,90 e à distribuição de juros sobre capital próprio deliberada em 28 de dezembro de 2016 no montante de R$ 247.800.000,00,

A companhia ressaltou que o valor a ser pago por ação é “estimado e poderá sofrer alterações em razão de negociações com ações em tesouraria pela companhia, incluindo alienações para o cumprimento do programa de opções e ações restritas da companhia”. O valor bruto definitivo será informado no dia 15 de março de 2017. Terão direito ao dividendo os acionistas da companhia em 15 de março, com o pagamento ocorrendo em 31 de março.

Fibria (FIBR3)
A Fibria reverteu o lucro líquido de R$ 910 milhões do quarto trimestre de 2015 e registrou um prejuízo líquido de R$ 92 milhões nos três últimos meses do ano passado. O resultado foi impactado tanto pelo lado operacional, com queda do preço da celulose em dólar e desvalorização da moeda norte-americana, quanto por piora na linha financeira.

A receita líquida da companhia ficou em R$ 2,53 bilhões no trimestre, queda de 15% na comparação anual. A queda de receitas foi resultado de redução do preço médio líquido da celulose em dólar de 18% e desvalorização do dólar médio de 14%, parcialmente compensado pelo maior volume vendido. Já o Ebitda ajustado recuou 50% em um ano, para R$ 804 milhões. A margem Ebitda, por sua vez, caiu 18 pontos percentuais na comparação anual, para 36%.

Apesar do prejuízo no fim do ano, no acumulado de 2016, a Fibria registrou um lucro de R$ 1,66 bilhão, o que representa um avanço de 365% ante os R$ 357 milhões do ano anterior. A receita líquida, por sua vez, teve queda de 5%, passando de R$ 10,08 bilhões para R$ 9,62 bilhões. Já o Ebitda ajustado recuou 30%, atingindo R$ 3,74 bilhões em 2016 – ante R$ 5,34 bilhões um ano antes.

MRV Engenharia (MRVE3)
Os acionistas da MRV Engenharia aprovaram o pagamento de dividendos intermediários em caráter extraordinário, no montante aproximado de R$ 150 milhões, o que representa R$ 0,34 por ação. O pagamento será feito com base na posição acionária de 3 de março, com o pagamento ocorrendo em 30 de março.

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Oi (OIBR4)
A operadora de telecomunicações Oi informou ter recebido da Orascom correspondência que propõe estender a validade de sugestões para um plano alternativo de recuperação judicial da companhia até 28 de fevereiro. No comunicado, a Oi informou que segue se reunindo regularmente com demais credores e potenciais investidores para discutir sugestões de melhora de plano de recuperação judicial.