Destaques da Bolsa

Fibria sobe 4%, B2W dispara 53% em 7 dias e small cap salta até 9% com re-IPO; veja os destaques do dia

Confira os principais destaques da bolsa desta segunda-feira

Confira os principais destaques da bolsa desta segunda-feira:

Vale (VALE3, R$ 32,12, +1,74%; VALE5, R$ 29,87, +1,81%)
As ações da Vale e Bradespar (BRAP4, R$ 24,57, +2,50%) – holding que detém participação na mineradora – avançam nesta segunda-feira embaladas pela alta do minério de ferro. Acompanham também o dia positivo as siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 11,32, +1,25%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,44, +0,93%), CSN (CSNA3, R$ 8,24, +1,23%) e Usiminas (USIM5, R$ 6,09, +1,00%). 

Hoje, os contratos futuros da commodity negociados na bolsa chinesa de Dalian subiram 6,62%, a 596 iuanes, enquanto o minério à vista negociado no porto de Qingdao avançou 2,40%, a US$ 79,81 a tonelada. 

O minério de ferro subiu pelo terceiro pregão no porto de Qingdao, após alta também do futuro do metal levar preço ao nível mais elevado desde 21 de março em Dalian em meio às perspectivas de oferta e demanda da China. “Enquanto os estoques portuários ainda estão elevados, há um aperto na oferta de certos produtos importantes”, segundo a Xangai Cifco Futures. Para o RBC Capital Markets, o metal deve se manter acima de US$ 70 até fim de dezembro. O níquel atinge máxima de 2017 em Londres. Ações de mineradoras sobem no mercado global. 

Ainda no radar, a diretoria da Vale submeterá ao conselho de administração proposta para convocação de uma assembleia geral para aprovar a conversão de ações remanescentes preferenciais em ordinárias, permitindo então que a empresa migre para o Novo Mercado. Pela proposta, será preservada na conversão das ações remanescentes a mesma razão adotada na conversão voluntária, que teve fim em 11 de agosto, de 0,9342 ação ON por cada ação PN, explicou a Vale.

Petrobras (PETR3, R$ 13,96, -0,57%; PETR4, R$ 13,57, -0,22%)
As ações da Petrobras acompanham o dia negativo dos preços do petróleo e caem nesta sessão. Em Londres, os contratos futuros do Brent recuavam 0,89%, a US$ 52,25 o barril, enquanto os futuros do WTI, negociados em Nova York, registravam baixa de 0,49%, a US$ 48,27 o barril. 

No radar, o Citigroup e outros sete bancos subscrevem o IPO da BR Distribuidora, segundo notícia da Reuters. O IPO, provavelmente, ocorrerá em novembro. A Petrobras considera se deve listar em São Paulo ou Nova York. 

Segundo a agência de notícias, 30% a 35% da unidade poderiam ser vendidos em IPO. A companhia também contratou unidades de investimento do Bank of America Merrill Lynch, MS, JPMorgan Chase, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil como subscritores do plano. A Petrobras não quis comentar à Reuters; Representantes do MS, BofA, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil também não quis comentar. Os outros bancos não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da agência de notícias. 

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A Petrobras ainda anunciou a elevação em 2,3% preço do diesel e em 3,3% da gasolina para as refinarias. Os preços serão válidos a partir de 22 de agosto, segundo informação no site da Petrobras.

Gafisa (GFSA3, R$ 11,51, +1,59%)

O conselho de administração da Gafisa nomeou Carlos Eduardo Moraes Calheiros como Diretor Executivo Financeiro e de Relações com Investidores, em reunião realizada em 18 de agosto, de acordo comunicado à CVM. Sandro Rogério da Silva Gamba, que acumulava os cargos de Diretor Executivo Financeiro e de Relações com Investidores, permanecerá presidente da empresa. 

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 473,88, +3,47%)

A Magazine Luiza convocou para o próximo dia 4 de setembro AGE (Assembleia Geral Extraordinária) para deliberar sobre a proposta de desdobramento das ações. A proposta do conselho de administração prevê que cada ação ordinária seja desdobrada em 8 papéis da mesma espécie, com o objetivo de aumentar a liquidez e tornar as ações mais acessíveis aos investidores.

B2W (BTOW3, R$ 19,59, +6,01%)
As ações da B2W, dona do Submarino e das Americanas.com, disparam 53% nos últimos 7 pregões e operam no maior patamar desde julho de 2015. O motivo da euforia é a percepção do mercado, reforçada após o balanço do 2° trimestre, de que a empresa, controlada pela Lojas Americanas, finalmente vai parar de torrar caixa. 

No balanço dos meses de abril a junho a empresa trouxe uma queima de caixa de “apenas” R$ 348 milhões, contra R$ 1,07 bilhão do primeiro trimestre deste ano e R$ 606 milhões no segundo trimestre do ano passado. E mais: a direção da empresa sinalizou que deve finalmente gerar caixa na segunda metade do ano. 

A sinalização mais otimista da empresa empolgou também analistas de mercado. Na semana passada, o UBS decidiu elevar a recomendação da ação, que desde maio de 2016 era de venda, para neutra. O preço-alvo também foi revisado para cima, de R$ 10,00 para R$ 18,00, o mais alto entre os analistas que cobram a companhia, segundo dados da Bloomberg.

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Para o analista Gustavo Piras Oliveira, que assina o relatório do UBS, a empresa deve queimar agora R$ 100 milhões em caixa em 2018, contra estimativa prévia de R$ 200 milhões. 

Juntamente com essa percepção mais positiva para a empresa, outra ação também tem mostrado forte alta na bolsa – a Lojas Americanas (LAME4, R$ 17,00, +0,41%), que tem uma participação de 62% na B2W. Nos últimos 7 pregões, as ações da varejista acumulam ganhos de 11%. 

Papel e celulose

As ações da Fibria (FIBR3, R$ 39,42, +2,92%) e Suzano (SUZB5, R$ 17,75, +4,23%) lideram os ganhos do Ibovespa nesta sessão, apesar do dia de queda do dólar frente ao real, que normalmente provoca pressão nos papéis de empresas com perfil exportador. Neste momento, o dólar comercial caía 0,09%, a R$ 3,1430 na venda. 

Em relatório, o Santander destacou que, em evento realizado pelo banco com os executivos das principais empresas do setor, todos se mostraram confiantes com a elevada sustentabilidade dos preços da celulose, pelo menos nos próximos trimestres, pavimentando o caminho de efetiva implementação dos recentes anúncios de reajustes nos preços. Além disso, os analistas do banco comentam que as discussões sobre fusões e aquisições no setor segue constante, com Fibria e Suzano reafirmando que o setor iria receber bem eventuais operações desse tipo. 

Educacionais 

O Itaú BBA retomou cobertura de educacionais, vendo um momento “atípico e transformador” para o setor em meio às mudanças do cenário macroeconômico. Para os analistas, o declínio do Fies começa a fazer pressão nas margens das companhias e iniciativas de controle de custo serão chave para a manutenção da rentabilidade. 

Eles retomaram cobertura da Kroton (KROT3, R$ 17,56, +0,34%) com recomendação “market perform” (desempenho em linha com a média), com preço-alvo de R$ 18,20. A Estácio (ESTC3, R$ 23,01, +2,27%) tem cobertura retomada com “outperform” (desempenho acima da média) e preço-alvo de R$ 29,00. Já a Anima (ANIM3, R$ 17,18, +3,18%) tem market perform e preço-alvo de R$ 18,50, enquanto a Ser Educacional (SEER3, R$ 26,73, +0,49%) tem cobertura retomada como outperform e preço-alvo de R$ 32,50. 

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Vulcabras (VULC3, R$ 10,30, +9,11%)
As ações da fabricante de calçados Vulcabras Azaleia disparam após a empresa informar – após o fechamento do pregão da última sexta-feira – que foi autorizada por seu conselho de administração a pedir registro para realizar oferta primária e secundária de ações. Segundo a empresa, a operação será coordenada pelos bancos Credit Suisse e Bradesco BBI. 

A empresa já tem ações negociadas na B3, mas tem baixa liquidez. Nesta sexta-feira, foram realizados apenas 143 negócios. Esse tipo de operação, que entre outros fatores tem a propriedade de dar maior liquidez aos papéis, é chamada no mercado de re-IPO, uma espécie de reestreia da companhia no mercado.

Cemig (CMIG4, R$ 7,92, -2,10%)
A Cemig ofereceu ao governo federal pagar R$ 11 bilhões por quatro usinas cujas concessões venceram, buscando evitar que a União leiloe as concessões em setembro, disse na sexta-feira o diretor-presidente da elétrica mineira, Bernardo Alvarenga.

No entanto, ele admitiu em entrevista a jornalistas, após ato político em Minas Gerais para a Cemig seguir com as usinas, que a companhia precisa urgentemente encontrar garantias no mercado de que conseguirá pagar os R$ 11 bilhões, para evitar que o governo leiloe as concessões. De acordo com o executivo, ou a Cemig faz o pagamento ou o leilão vai acontecer.

Segundo o BTG Pactual, a Cemig não possui os recursos e a decisão não parece racional. As implicações devem ser: i) para a Cemig: a única opção é acelerar o programa de desinveastimento e achar sócios para a planta; ii) para a Light e Taesa: probabilidade das companhias não serem vendidas são cada vez menores. A Light já está em processo de venda e Taesa deve vir em seguida; iii) para a Cesp: se houver acordo e o leilão das concessões não ocorrer, Cesp pode se beneficiar na margem com prêmio para seu próprio leilão (que está programado para um dia antes do da Cemig).

Ainda sobre a companhia, a chinesa SPIC Overseas suspendeu a assinatura do acordo de aquisição da hidrelétrica de Santo Antonio, no rio Madeira (RO), por causa do atraso no aumento da garantia física da usina, segundo o jornal Valor Econômico. A Cemig e a Odebrecht, que compartilham o controle da megausina, pretendiam assinar o contrato de venda no fim deste mês, para que a operação pudesse ser finalizada até outubro.

Estácio (ESTC3, R$ 22,65, +0,71%)
O empresário Chaim Zaher, dono do Grupo SEB, decidiu zerar sua posição na Estácio, alegando que não tinha motivos para continuar com uma fatia tão pequena. Ele detinha 3,51% da companhia, mas uma parte era alugada. Desconsiderando esses papéis, sua fatia estava em 1,25%. Com a venda das ações, ele levantou cerca de R$ 435 milhões. A maior parte dos papéis foi adquirida pela gestora de recursos Advent, que passou a deter 8,67% do capital social da companhia. Já o colunista Lauro Jardim, do O Globo informou que, com R$ 600 milhões em caixa, a Estácio contratou o BTG para assessorá-la em aquisições que pretende fazer. 

Por fim, a Estácio teve a recomendação elevada de neutra para overweight (exposição acima da média do mercado) pelo JPMorgan, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 15,50 para R$ 27,00. Na sexta-feira, o BTG havia elevado a recomendação para compra. 

Eletrobras (ELET3, R$ 13,77, +0,22%; ELET6, R$ 17,35, -0,12%)
A Eletrobras vai inaugurar nesta segunda-feira um canal de denúncias para acelerar apurações de possíveis desvios de conduta, disse à Reuters o presidente da estatal, Wilson Ferreira Jr. As denúncias feitas a esse canal, operado por uma empresa externa, serão classificadas por temas e direcionadas ao Comitê do Sistema de Integridade (CSI), que fará a gestão centralizada da apuração e dos processos de responsabilização e de remediação.

Linx (LINX3, R$ 17,91, -0,17%)
A Linx, empresa de software de gestão para varejo, concluiu hoje a compra de 100% do Grupo Synthesis, por US$ 16,3 milhões – em uma operação que havia sido anunciada em 10 de julho. A companhia ainda poderá pagar mais US$ 9,5 milhões nos próximos três anos, valor sujeito ao cumprimento de metas financeiras e operacionais.

A Synthesis atua no desenvolvimento e comercialização de software de automação de pontos de venda (POS) e de soluções para meios de pagamento eletrônico (TEF) e conta com subsidiárias integrais nas Américas, com destaque para México e Argentina.

BTG Pactual (BBTG12, R$ 0,57, +5,56%)
A partir desta segunda-feira (21), as units BBTG11, do BTG Pactual, deixam de ser negociadas na B3. Conforme comunicado da companhia datado de 4 de agosto, haverá uma migração automática de todos os atuais titulares remanescentes desses papéis para a estrutura de negociação segregada. Isso significa que os acionistas receberão, para cada unit BBTG11, uma unit BPAC11 e outra BBTG12. O prazo para a migração voluntária, a custos menores, se encerrou na sexta-feira (veja aqui).

BRF (BRFS3, R$ 40,99, +0,12%)

De acordo com a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, a BRF trata com ares de sigilo sua nova marca de processados, que será lançada em janeiro – mas ela já tem nome. Foi batizada de Quideli. Segundo o colunista, a marca será posicionada numa faixa de preço mais baixa que a dos produtos Sadia e Perdigão.

Qualicorp (QUAL3, R$ 35,06, +0,78%)

A Qualicorp pretende recomprar até 6,82 milhões de ações, em um novo programa de recompra aprovado pelo Conselho que terá prazo máximo de 18 meses (até 20 de fevereiro de 2019). A quantidade de ações em circulação no mercado é de 239,7 milhões. Os papéis recomprados serão mantidos em tesouraria “com o objetivo de gerar valor aos seus acionistas, podendo ser posteriormente canceladas, alienadas e/ou utilizadas em atendimento ao exercício de opções de compra de ações outorgadas”, informou a companhia.