Economia

Entidade calcula os custos da crise de 2008: US$ 14 trilhões

Um dos danos mais visíveis custos é a alta taxa de desemprego nos EUA, que permanece em níveis elevados até hoje

SÃO PAULO – Um estudo do Federal Reserve de Dallas calculou os custos da crise de 2008: US$ 14 trilhões, junto com regalias dadas aos bancos que podem fazer esse valor duplicar. Quase cinco anos depois, o Fed de Dallas analisa os custos deixados pela pior crise econômica desde 1929. 

Um dos danos mais visíveis custos é a alta taxa de desemprego nos EUA, que permanece em níveis elevados até hoje. Além disso, US$ 12,6 trilhões foram gastos como ajuda ao setor financeiro. “A crise de 2007 a 2009 produziu uma grande mudança na economia norte-americana, na produção, consumo e riqueza financeira”, diz. 

Para o Fed de Dallas, boa parte do prejuízo vem de consequências psicológicas, perda de habilidades por longo tempo desemprego e crescente intervenção estatal. O valor de US$ 14 trilhões é muito próximo do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano, indicando que o país perdeu um ano inteiro com a crise. 

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Isso equivale a US$ 120 mil para cada norte-americano – e pode ainda piorar, dependendo de quanto tempo demore para que a recuperação seja plena. “Se os efeitos da crise forem permanentes, o consumo desde 2007 sugere que o custo da crise duplique frente a estimativa de US$ 14 trilhões”, afirma o estudo.

De acordo com o Fed, a produção per capita está 12% abaixo do que era para estar, se o padrão das últimas recuperações fosse observado. E o futuro não é nada animador. “Desde dezembro de 2007, mais pessoas acreditam que suas rendas serão mais baixas no futuro do que as que acreditam que ela será mais alta. É a primeira vez que isso ocorre desde 1960.