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Eneva confirma nova proposta por AES Tietê; Positivo vence licitação do TSE para novas urnas e mais notícias

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta sexta-feira (24)

SÃO PAULO – No noticiário corporativo, destaque para a Eneva, que informou que fará uma proposta para incorporar a AES Tietê por cerca de R$ 7,5 bilhões. Já a Positivo foi declarada vencedora de uma licitação de R$ 799,9 milhões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a compra de até 180 mil novas urnas eletrônicas.

E nesse início da temporada de balanços, a Hypera divulga seus resultados do segundo trimestre após o fechamento dos mercados. A agenda ainda tem estreias das novas ações da Dimed e Irani na B3.

Em destaque entre as recomendações, o Itaú  BBA elevou a recomendação para as ações de Gerdau e
Usiminas a outperform, a Lojas Americanas foi elevada a overweight por Morgan Stanley, a Alupar foi elevada a compra pelo BB Investimentos, com preço-alvo de R$ 28, enquanto a CPFL foi elevada a compra pelo Goldman, com preço-alvo de R$ 35. Confira os destaques desta sexta-feira (24):

Eneva (ENEV3) e AES Tietê (TIET11)

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A elétrica Eneva informou na quinta-feira à noite que fará uma proposta para incorporar a AES Tietê por cerca de R$ 7,5 bilhões, em uma operação que envolveria dinheiro e ações. Para isso, no entanto, dependeria de apoio do BNDESPar, que colocou à venda sua fatia de 28,4% na AES. No entanto, segundo o jornal “Valor Econômico”, o BNDES deve rejeitar a proposta da Eneva.

O motivo para a negativa é a participação elevada do pagamento em ações. Além disso, a AES Corp também faria uma proposta ao BNDES.

A Eneva disse no final de abril que estava estudando a possibilidade de fazer uma nova oferta pela AES Tietê depois que a feita anteriormente, de R$ 6,68 bilhões em em dinheiro e ações, foi rejeitada pelo conselho da AES Tietê.

A AES Corp. controla a unidade do Brasil com quase 62% de suas ações com direito a voto. Um acordo de acionistas concede ao BNDES, com cerca de 14% do capital votante, o direito de vetar decisões.

Os analistas do Itaú BBA consideraram positiva a proposta da Eneva. A estimativa é que o pagamento em dinheiro de R$ 727 milhões e mais 130,5 milhões em ações da Eneva resultam em um prêmio de 10% para a AES Tietê.

“Estimamos a criação de valor potencial de R$ 2,173 bilhões para os acionistas da Eneva. Outras vantagens potenciais do negócio incluem maior liquidez e inclusão em índices de ações, como o Ibovespa e o MSCI”, avaliaram em relatório a clientes.

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Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil apresentou um agravo ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo para a corte rever a proibição imposta sobre parte da publicidade da instituição financeira na internet. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, o banco alega que perdeu mais da metade dos cerca de 100 milhões de acessos que tinha ao mês.

A limitação foi colocada após a revelação de que um site que propaga fake news disfarçadas de notícias elogiosas a Jair Bolsonaro recebia verba estatal. O TCU proibiu a veiculação de publicidade em sites com menos de dez anos —exceto vinculados à mídia de radiodifusão.

JBS (JBSS3)

O Ministério Público do Trabalho (MPT) pediu afastamento remunerado de todos os funcionários da unidade da JBS na cidade de Colíder (MT), por ao menos 14 dias. Segundo a agência de notícias Reuters, o MPT também pede que todos os colaboradores sejam testados para Covid-19.

Segundo o MPT, desde 20 de maio, a empresa já teve 84 casos confirmados pela Covid-19, ou 16,9% de todo os casos da cidade. A conta não inclui familiares e outras pessoas próximas deles.

O MPT alega ainda que a empresa tem afastado apenas trabalhadores sintomáticos e não houve afastamento de pessoas com doenças crônicas preexistentes, como hipertensão e diabetes. A JBS afirmou que entre as medidas adotadas contra a pandemia, afasta colaboradores com resultado de teste positivo para Covid-19.

Por outro lado, em webinar, André Nogueira, CEO das operações da JBS nos EUA, afirmou na noite de quinta-feira que a produção de carne nos EUA voltou a “níveis normais” após a onda de paralisações de fábricas em razão de surtos de coronavírus.

Nesta semana, a produção da JBS nos EUA está acima do mesmo período do ano passado, mesmo com as medidas adotadas para evitar a contaminação por Covid-19 entre os trabalhadores, afirmou. “Para minha surpresa, a produção voltou aos níveis normais. Estou muito orgulhoso da nossa equipe, da rapidez com que conseguimos ajustar a produção”, destacou o CEO.

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Em abril, no auge da crise, a produção de carne suína e bovina nos EUA caiu de 30% a 40%, levando os consumidores ao pânico, disse Nogueira.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A diretoria da Petrobras aprovou o início dos processos de contratação de três novas plataformas do tipo “Floating Production Storage and Off loading (FPSOs) para o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.

Segundo a companhia, as três plataformas fazem parte do plano de desenvolvimento do Campo de Búzio e, até o final da década, o número de plataformas instaladas deve chegar a 12 (quatro já estão em operação).

A expectativa é que esse campo possa produzir mais de 2 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), o que o transformaria no maior ativo de produção da estatal.

Atualmente, o campo já corresponde por mais de 20% da produção total da Petrobras.

Positivo (POSI3)

A Positivo foi declarada vencedora de uma licitação de R$ 799,9 milhões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a compra de até 180 mil novas urnas eletrônicas.

O contrato foi alvo de uma guerra de recursos entre a Positivo e um consórcio formado pelas empresas Diebold e Smartmatic, o que adiou o desfecho do caso em meio à pandemia do novo coronavírus. Como resultado, os novos equipamentos não serão utilizados nas eleições municipais deste ano, e sim a partir de 2022.

Segundo o TSE, os equipamentos a serem fabricados não serão utilizados para o pleito deste ano, pois “não há mais tempo hábil para fabricação e programação”. O tribunal conta atualmente com um parque de 470 mil urnas, número considerado suficiente pela área técnica para a realização das eleições municipais de novembro deste ano. A última vez que o tribunal adquiriu novos aparelhos foi em 2015.

Hypera (HYPE3)

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De acordo com o Valor Econômico, a Hypera Pharma contratou o banco de investimento BR Partners para vender sua marca Xantinon. A companhia espera conseguir entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões na venda, segundo uma fonte próxima à negociação ouvida pelo jornal.

O medicamento tem receita de R$ 50 milhões. O remédio compõe o portfólio da Takeda, comprada no país pela Hypera. A companhia brasileira terá agora que se desfazer de algumas marcas visando a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) da transação.

Os analistas do Bradesco BBI lembram que a Hypera está se antecipando à questionamento do Cade, uma vez que já possui, como concorrentes para o Xantinon, as marcas Epocler, Estomazil e Gastrol. O impacto desa venda, no entanto, seria de apenas 7% sobre o portfólio da Takeda.

“Reiteramos os impactos positivos das aquisições recentes, que após as sinergias (das compras do Buscopan e portfólio da Takeda) deverão trazer um aumento de aproximadamente 600 pontos básicos na margem Ebitda”, avaliaram.

Em dezembro, a Hypera já havia comprado os ativos da Boehringer no Brasil, o que inclui a marca Buscopan.

A Hypera divulga seus resultados do segundo trimestre nesta sexta-feira, após o fechamento dos mercados.

Lojas Americanas (LAME4) e B2W (BTOW3)

O avanço do aplicativo Ame Digital fez o Morgan Stanley elevar a recomendação da Lojas Americanas para “overweight”, com preço-alvo de R$ 42 (ante R$ 30 da recomendação anterior). No caso da B2W (Lojas Americanas.com, Submarino e Shoptime), o preço-alvo subiu de R$ 90 para R$ 102.

Os analistas avaliam que as empresas de comércio eletrônico estão colocando suas plataformas em outros mercados, incluindo serviços como entrega de alimentos, jogos e outros, as transformando em “super aplicativos”.

“Vemos o Ame Digital contribuindo com R$ 3,7 bilhões em valor para a Lojas Americanas e B2W com base na captura estimada (de receitas)”, avaliaram os analistas do banco americano.

Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5)

O Itaú BBA elevou a recomendação para as ações do setor de siderurgia. No caso de Gerdau e Usiminas, os papéis foram elevados para “outperform”, com preços-alvo para 2021 de, respectivamente, R$ 20 e R$ 9. No caso da CSN, a recomendação foi mantida em “outperform”, com preço-alvo de R$ 14.

Em relatório, eles explicam que o desempenho desses papéis está cerca de 8% abaixo do Ibovespa, mesmo com a recuperação demonstrada por essa indústria.

“Acreditamos que uma aceleração (de setores da economia) no terceiro trimestre de 2020 poderia abrir as portas para aumentos adicionais de preços, beneficiando significativamente as margens operacionais”, avaliaram, em relatório a clientes.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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