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Eletrobras propõe aumento de capital de quase R$ 10 bilhões, JBS conclui aquisição da Tulip e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta terça-feira (15)

(Divulgação/Eletrobras)

No Radar InfoMoney desta terça-feira destaque à Eletrobras que fará aumento de capital de quase R$ 10 bilhões, à JBS com conclusão de compra da Tulip no Reino Unido por US$ 354 milhões e à Engie que ratificou no conselho a compra TAG que pertencia à Petrobras.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras pretende realizar um aumento de capital no montante de até R$ 9,987 bilhões, com a emissão de novas ações ordinárias ao preço unitário de R$ 35,72 e de novas ações preferenciais classe “B”, pelo preço de R$ 37,50.

O montante mínimo de R$ 4,054 bilhões deverá ser subscrito pelo acionista controlador, União Federal, mediante a capitalização dos recursos recebidos da União Federal, decorrentes de aportes recebidos a título de Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital (AFACs).

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A assembleia geral extraordinária para discutir o aumento de capital será no dia 14 de novembro.

Caso aprovado, o aumento de capital será realizado por meio de subscrição particular de, no mínimo 113,5 milhões e no máximo 222,5 milhões de novas ações ON, e no mínimo 183 milhões e no máximo 54,4 milhões de novas ações PN de classe “B”.

JBS (JBSS3)

A JBS informou que sua controlada indireta, Pilgrim’s Pride Corporation, concluiu a aquisição da Tulip no Reino Unido. A aquisição da Tulip, avaliada em £290 milhões (aproximadamente US$ 354 milhões ao câmbio de 1,22 do dia 27 de agosto de 2019), foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da PPC e será financiada com a utilização de recursos disponíveis em caixa.

Engie e Petrobras

A Engie Brasil Energia ratificou, em assembleia geral extraordinária, em conjunto com a GDF International e com o co-investidor Caisse de Dépôt et Placement du Québec, a aquisição do controle acionário compartilhado da Transportadora Associada de Gás (TAG), cujo controle pertencia anteriormente à Petrobras.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties fechou a compra de duas torres que estão em construção e farão parte do Condomínio Parque da Cidade, em São Paulo. O contrato foi fechado com a HSI Real Estate, e o valor total a ser pago pelos imóveis é de R$ 766,113 milhões.

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Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11)

Os preços da celulose de fibra curta (BHKP) na China atingiram US$ 463,90 a tonelada, cifra US$ 1,8 inferior à da semana passada e US$ 14,4 menor na comparação mensal, segundo relatório a clientes publicado pelo Itaú BBA. Já a fibra longa (NBSK) na China atingiu US$ 563,20, retração de US$ 0,9 na semana e US$ 4,9 menor em um mês.

Na Europa, o preço BHKP atingiu US$ 702,49, significando quedas de US$ 24,3 na semana e de US$ 52,1 no mês, enquanto o preço NBSK ficou em US$ 862,53 (-US$ 17,9 na semana e -US$ 30,9 em um mês).

Cemig (CMIG4), Renova Energia (RNEW11) e Light (LIGT3)

A Cemig informou em fato relevante que “ainda está avaliando o negócio e seus direitos decorrentes do Acordo de Acionistas da Renova Energia”. O comunicado foi uma resposta à publicação pela Light de que vendeu suas ações na Renova, equivalentes a 17,17% do capital social dessa companhia, pelo valor simbólico de R$ 1,00 ao CG I Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.

O fechamento da Transação está sujeito ao cumprimento de determinadas condições precedentes, em especial, as notificações à BNDES Participações S.A. – BNDESPAR, quanto ao direito de tag along total e direto e à Cemig Geração e Transmissão, quanto ao direito de preferência e de venda conjunta.

Varejo

As vendas no varejo cresceram 3,6% em setembro, descontada a inflação, em comparação ao mesmo mês do ano passado, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Em termos nominais, que espelham a receita de vendas observadas pelo varejista, o ICVA apresentou alta de 5,8%.

Segundo o índice, as vendas foram impulsionadas pela “Semana do Brasil”, evento organizado pelo governo e que contou a adesão de várias empresas varejistas – que respondeu por 30% da aceleração das vendas de agosto para setembro.

“Os setores de móveis, eletroeletrônicos, lojas de departamento e vestuário puxaram as vendas em setembro. Grande parte das lojas que aderiram à Semana do Brasil está concentrada nesses segmentos”, afirma o diretor de Inteligência da Cielo, Gabriel Mariotto.

“O resultado de setembro seria ainda melhor não fosse a troca de um sábado, dia forte de vendas, por uma segunda-feira”. Segundo Mariotto, não se deve esperar o mesmo ritmo de crescimento em outubro porque eventos como a Semana do Brasil não ocorrem todos os meses.

Ambev (ABEV3)

O Credit Suisse atualizou sua projeção de preço-alvo para 2020 a R$ 22,00 por ação, ante R$ 20,5 por ação projetada para este ano. “No nosso cenário base, temos uma adição de R$ 1,5por açãoshare vinda do ‘rollover’ do modelo para 2020, R$ 1,00 por ação de uma melhora de 20 bases points no ‘blended cost of equity’ (50 bps positivos de Brasil e 30 negativos de Argentina) e subtraimos R$ 1,00 por ação das nossas revisões de estimativas”, destacou a instituição.

Para o Credit Suisse, os papeis da Ambev sofreram “um pouco” desde o pico recente visto em agosto. “A justificativa para o movimento parece estar principalmente em uma expectativa de resultado pior para o terceiro trimestre”, avalia, ponderando que “boa parte dos ‘headwinds’ já estão precificados”

Segundo o Credit Susse, o Ebitda no Brasil deve crescer aproximadamente 11,6% ano contra ano em 2020. O relatório acrescenta que o múltiplo da Ambev está em 21,5x P/E 2020, “patamar que concordamos não ser uma barganha”.

Elétricas e saneamento

O Itaú BBA elevou a outperform as recomendações da Cesp, com preço-alvo de R$ 34, e da Equatorial, com preço-alvo de R$ 125.

Ao mesmo tempo, rebaixou as recomendações de Cemig, a market perform e preço-alvo R$ 15; de Energias do Brasil, a market perform com preço-alvo de R$ 22; de Cteep, a underperform, com preço-alvo de R$ 22; e de Omega Geracao, a market perform e preço-alvo de R$ 37.

“Temos uma visão positiva do setor de eletricidade, considerando taxas de juros baixas, regulamentação sólida, retornos regulatórios atraentes e potencial de recuperação da provável recuperação da demanda de energia”, diz o Itaú BBA.

A instituição vê uma perspectiva favorável no setor de eletricidade, mas com menos vantagem no segmento de transmissão.

As ações favoritas são Cesp, Copel (preço-alvo de R$ 65), Sabesp (preço-alvo de R$ 64), Equatorial, Energisa (preço-alvo de R$ 64), Eneva (preço-alvo de R$ 36) e CPFL (preço-alvo de R$ 39).

Os papéis menos preferidos, com recomendação underperform, são Cteep e Engie (com preço-alvo de R$ 40).

No segmento de Saneamento, o Itaú BBA rebaixou as recomendação de Sanepar e Copasa, a market perform, com preços-alvos, respectivamente, de R$ 111 e R$ 64.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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