Concessões rodoviárias

Ecorodovias (ECOR3) registra queda das ações após redução de recomendação pelo Credit; CCR (CCRO3) opera com alta

Credit reduziu o preço-alvo da Ecorodovias para R$ 11 por ação, enquanto para CCR foi diminuído para R$ 17

Por  Equipe InfoMoney

A Ecorodovias (ECOR3) teve a recomendação de suas ações rebaixada a neutra pelo Credit Suisse, segundo relatório a clientes, com a redução do seu preço-alvo a R$ 11 por ação. Para a CCR (CCRO3), o Credit reduziu o preço-alvo para R$ 17, mas manteve a recomendação outperform.

Na abertura dos negócios nesta terça-feira (14), por volta das 10h55, as ações da CCR subiam 0,65%, cotadas a R$ 12,38, enquanto os papéis da Ecorodovias recuavam 4,06%, cotados a R$ 8,27.

Segundo o documento, neste ano, os novos contratos de concessões adicionaram R$ 4,1 por ação à CCR e R$ 3 para para Ecorodovias, mas que já estavam incorporadas ao modelo anterior. No entanto, o aumento nas taxas de juros reais de longo prazo teve um impacto negativo sobre a avaliação das ações, acrescentou o Credit.

O Credit destacou que os modelos das empresas foi atualizado por conta da incorporação de novas concessões pelas empresas (Nova Dutra, CPTM Linhas 8 e 9, Blocos Sul e Central dos aeroportos da 6ª rodada para CCR; BR-153 para Ecorodovias), com pagamento de taxas de concessão, pelo acerto com o governo de São Paulo, bem como por uma maior taxa de desconto nos modelos.

“Como já havíamos contabilizado o acréscimo de novos projetos e o rebalanceamento das negociações com o governo do Estado de SP, a principal mudança foi por conta das maiores taxas de juros e do maior custo de capital próprio”, justificou o Credit, em relação à redução dos preços-alvos das ações das duas empresas.

Conforme o Credit, a projeção de Ebitda para CCR em 2022 e 2023 aumentou para R$ 7,2 bilhões e R$ 7,1 bilhões (de R$ 5,9 bilhões e R$ 6,5 bilhões, respectivamente).

Para a Ecorodovias, as projeções de Ebitda aumentaram para R$ 2,2 bilhões e R$ 2,6 bilhões (de R$ 2,1 bilhões e R$ 2,3 bilhões) em 2022 e 2023, respectivamente.

“Os principais riscos para os casos de investimento são incertezas regulatórias, riscos de tráfego, competição por novos projetos, taxas de juros mais altas e baixo crescimento econômico”, destacou.

Analista da Rico Corretora ensina ferramentas práticas a extrair lucro do mercado financeiro de forma consistente. Inscreva-se Grátis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhe