Dólar perde força em linha com exterior, de olho em Treasuries mistos e varejo local

O mercado de câmbio ajusta-se à desaceleração do dólar ante pares rivais e divisas emergentes no exterior, após ganhos fortes mais cedo

Estadão Conteúdo

Novas regras permitem negociação de câmbio entre pessoas até o limite de US$ 500. Foto: Pixabay

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O dólar perdeu força ante o real em meio a sinais mistos dos rendimentos dos Treasuries em ambiente de aversão a risco no exterior. O mercado de câmbio ajusta-se à desaceleração do dólar ante pares rivais e divisas emergentes no exterior, após ganhos fortes mais cedo na esteira dos dados de atividade divulgados na China e de inflação europeia, principalmente no Reino Unido acima do esperado que fortaleceram a libra.

Discursos de dirigentes do Banco Central Europeu esfriaram as expectativas de corte de juros na região no curto prazo e o euro reduziu a perda intradia ante o dólar, que se mantém ainda fortalecido frente o iene japonês com uma correção de expectativas sobre o ritmo esperado de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed), neste ano.

Os investidores ainda ecoam em Nova York o discurso do diretor do Fed, Christopher Waller, na terça-feira, 16, sinalizando que a autoridade monetária fará três cortes de 25 pontos-base na taxa básica até dezembro, bem menos do que o mercado precifica atualmente. A curva futura passou a embutir menor chance de o Fed começar a cortar juros em março, conforme indicou a plataforma de monitoramento do CME Group, e a hipótese de haver sete cortes em 2024 perdeu força e o cenário de seis reduções passou a ser o mais provável.

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No mercado interno, os investidores analisam os dados de varejo restrito e ampliado em novembro no País.

As vendas do comércio varejista subiram 0,1% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 17. O resultado correspondeu à mediana das expectativas de analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast. O intervalo das projeções ia de queda de 1,3% a alta de 0,9%.

Quanto ao varejo ampliado – que inclui as atividades de material de construção, veículos e atacado alimentício -, as vendas subiram 1,3% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, bem mais que a alta de 0,3% esperada pelo mercado. Neste caso, o intervalo das estimativas ia de queda de 1,0% a alta de 1,4%.

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Na comparação com novembro de 2022, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 4,3% em novembro de 2023 acima do teto das projeções do mercado, cujo intervalo era de uma elevação entre 0,2% e 4,0%, com mediana positiva de 2,5%. O IBGE ainda revisou o resultado das vendas no varejo ampliado em outubro ante setembro, de uma queda de 0,4% para uma redução de 0,2%.

Às 9h52 desta quarta, o dólar à vista tinha alta de 0,19%, a R$ 4,9347, após registrar mínima, com viés de baixa pontual a R$ 4,9252 (-0,01%). O dólar para fevereiro estava cotado a R$ 4,9430 (+0,16%). O DXY tinha ligeiro ganho de 0,05%, aos 103,41 pontos. O juro da T-Note 2 anos subia a 4,282% (de 4,240% no fim da tarde de ontem), o da T-Note 10 anos estava a 4,071% (de 4,056%), e o do T-Bond 30 anos cedia a 4,297% (de 4,302%).