Dólar hoje engata 3ª queda consecutiva com novos ajustes e exterior positivo

Movimento foi em sintonia com o recuo da moeda norte-americana no exterior

Camille Bocanegra

(Dimas Ardian/Bloomberg)
(Dimas Ardian/Bloomberg)

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O dólar fechou em queda frente ao real nesta terça-feira (23), emplacando a terceira sessão seguida no vermelho, em mais um dia de ajustes de preços após a disparada das últimas semanas, em movimento favorecido pela baixa da moeda norte-americana no exterior.

Na véspera, o dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 5,1697 na venda, em queda de 0,56%. O Banco Central fez neste pregão leilão de até 12 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de julho de 2024.


Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou com baixa de 0,74%, a R$ 5,130 na venda e na compra. Às 17h36 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caia 0,82%, a 5.133 pontos.

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Dólar comercial

Venda: R$ 5,130

Compra: R$ 5,130

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Máxima: R$ 5,189

Mínima: R$ 5,119

Dólar turismo

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Venda: R$ 5,339

Compra: R$ 5,159

O que está acontecendo com dólar?

No começo do pregão a moeda americana chegou a operar no campo positivo, recuperando parte do valor ante o real após ter cedido nas duas sessões anteriores. O movimento estava em sintonia com o avanço da moeda norte-americana também no exterior. A divulgação de números relativamente fracos da economia norte-americana, no entanto, colocou o dólar novamente no território negativo.

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A S&P Global informou que seu Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto de produção dos EUA, que acompanha os setores de manufatura e serviços, caiu de 52,1 em março para 50,9 em abril. Uma leitura acima de 50 indica expansão no setor privado.

O setor de manufatura entrou em território de contração, com o PMI preliminar caindo de 51,9 para 49,9. Já o índice de serviços recuou de 51,7 para 50,9 em abril.

Após os números, divulgados às 10h45, os rendimentos dos Treasuries perderam força, assim como o dólar ante boa parte das demais divisas.

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Já o noticiário doméstico não trouxe impacto negativo para os mercados nesta terça-feira. A arrecadação federal teve alta real de 7,22% em março ante o mesmo mês do ano anterior, para R$ 190,611 bilhões, marcando o melhor desempenho da série histórica iniciada em 1995.

O texto da regulamentação da reforma tributária, por sua vez, já foi aprovado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, agora, está em fase de preparação para envio ao Congresso.


(com Reuters)