Dólar fica estável a R$ 4,98 em mais um dia de cotações travadas

No mercado futuro, a divisa para abril -- a mais líquida -- oscilou perto da estabilidade por praticamente todo o dia

Reuters

Gráfico do mercado de ações em nota de 100 dólares.

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SÃO PAULO (Reuters) – Em mais uma sessão de cotações travadas, o dólar à vista fechou esta terça-feira perto da estabilidade ante o real, com investidores à espera de indicadores ou notícias que possam alterar, de forma substancial, posições no mercado futuro, às vésperas do fechamento do primeiro trimestre.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9805 reais na venda, em leve baixa de 0,07%. Em março, a moeda norte-americana acumula alta de 0,18%.

No mercado futuro, a divisa para abril — a mais líquida — oscilou perto da estabilidade por praticamente todo o dia.

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Às 17h05, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,10%, a 4,9815 reais na venda.

Em um dia de agenda relativamente esvaziada no Brasil e no exterior, o dólar voltou a oscilar em margens bastante estreitas. Na cotação mínima do dia, às 9h01, a moeda à vista marcou 4,9719 reais (-0,24%) e, na máxima, às 10h16, atingiu 4,9949 reais (+0,22%). Da mínima para a máxima, a variação foi de apenas +0,46%, o que dá a ideia do quanto as cotações seguiram engessadas ao longo do dia.

Operador ouvido pela Reuters afirmou que os investidores continuam à espera de notícias que possam, de fato, servir de motivo para alterar posições na moeda norte-americana. Segundo ele, estão todos “esperando cair um raio”.

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Para Lais Costa, analista da Empiricus Research, não surgiram realmente notícias relevantes que mudassem o cenário para o câmbio.

“O fluxo não está ocorrendo por conta de mudanças estruturais de cenário — é mais por ajuste de posições. Teria que surgir algo realmente relevante para termos o dólar andando por aqui”, comentou.

Como a quinta-feira é o último dia útil de março, a próxima sessão será a da disputa pela Ptax do fim de mês — e de trimestre. Normalmente, a volatilidade tende a aumentar em sessões assim, mas profissionais do mercado reforçaram que, sem notícias de impacto, a disputa entre comprados e vendidos pode não ser tão intensa.

A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e que serve de referência para a liquidação de contratos futuros.

No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). Nos encerramentos de trimestres, a importância da Ptax é ainda maior.

Como pano de fundo para a disputa nesta quinta-feira, serão divulgados uma série de indicadores no Brasil: a taxa de desemprego do IBGE em fevereiro e as projeções de PIB e balanço de pagamentos do Banco Central no Relatório de Inflação, entre outros. Destaque ainda para a entrevista coletiva do presidente do BC, Roberto Campos Neto, sobre o Relatório de Inflação.

Nos EUA, saem na quinta-feira números do PIB e do auxílio-desemprego, entre outros.

Às 17h15, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas –tinha estabilidade a 104,290.

Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem dos vencimentos de junho.

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