Dólar acompanha exterior e sobe ante real após três sessões

Em janeiro, a moeda norte-americana acumula elevação de 1,14%

Reuters

Gráfico de Dólar e Real (Foto: Getty Images)

Publicidade

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar à vista fechou a terça-feira em alta no Brasil, interrompendo uma sequência de três sessões consecutivas de queda, com as cotações em sintonia com o avanço da moeda norte-americana ante as demais divisas no exterior, em um dia marcado por nova alta dos rendimentos dos títulos norte-americanos.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9068 reais na venda, em alta de 0,76%. Em janeiro, a moeda norte-americana acumula elevação de 1,14%.

Na B3, às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,72%, a 4,9195 reais.

Masterclass

As Ações mais Promissoras da Bolsa

Baixe uma lista de 10 ações de Small Caps que, na opinião dos especialistas, possuem potencial de valorização para os próximos meses e anos, e assista a uma aula gratuita

E-mail inválido!

Ao informar os dados, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que a nova alta dos rendimentos dos Treasuries, em meio à percepção de que aumentaram as chances de que o Federal Reserve não corte juros em março, impulsionou a moeda norte-americana ao redor do mundo, inclusive no Brasil.

“O mercado segue em compasso de espera para a leitura de índices de inflação nesta semana, aqui e nos EUA”, afirmou o diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo.

“A agenda (de indicadores) fraca (hoje) e o giro fraco também deixam o mercado com menor liquidez e, então, um pouco mais sensível ao impacto de operações comerciais”, acrescentou.

Continua depois da publicidade

Investidores aguardam a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA, na quinta-feira, e dos primeiros balanços corporativos norte-americanos, na sexta-feira, para avaliar os rumos da economia e, em paralelo, o futuro da política monetária do Fed. A depender do resultado, podem ocorrer mudanças de posições mais relevantes nos mercados — inclusive no de câmbio.

No Brasil, o destaque será a divulgação da inflação oficial na quinta-feira.

Ainda que o dólar tenha subido nesta terça-feira, alguns profissionais do mercado seguem defendendo que a tendência de curto prazo para a moeda norte-americana é de baixa ante o real, considerando os níveis ainda elevados da taxa básica Selic e a perspectiva de que o Fed comece a cortar juros em algum momento este ano.

Internamente, investidores acompanharam nesta terça-feira as negociações em torno da proposta do governo para reonerar a folha de pagamentos de empresas — um fator que não chegou a fazer preço no mercado de câmbio.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que a prorrogação da desoneração da folha de setores da economia foi uma decisão do Congresso e dificilmente a revogação do benefício avançará no Legislativo. No entanto, disse que não tomará nenhuma decisão sobre a proposta antes de conversar com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de março.

Às 17:12 (de Brasília), o índice do dólar –que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas– subia 0,22%, a 102,520.

Tópicos relacionados