Dólar sobe pelo 3º dia influenciado por commodities e se reaproxima de R$5

Preocupações recentes sobre a política monetária do Federal Reserve e a saúde econômica da China, em meio ainda a queda nos preços de commodities importantes afetam o câmbio

Reuters

Dólar e Real (Foto: Getty Images)

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SÃO PAULO (Reuters) – O dólar à vista fechou a sexta-feira em alta firme ante o real, pela terceira sessão consecutiva, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de exportadores de commodities, numa sessão marcada pela baixa firme do petróleo no exterior e pela perspectiva de que o Federal Reserve corte juros apenas em junho ou depois disso.

O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,9935 na venda, em alta de 0,83%. Na semana, a moeda acumulou elevação de 0,52%.

Na B3, às 17:13 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,60%, a R$ 4,9940.

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Como nas duas sessões anteriores, o dólar encontrou certo suporte nesta sexta-feira na avaliação de que o Fed não cortará sua taxa de juros nem em março, nem em maio, considerando os dados econômicos mais recentes.

A manutenção de juros mais elevados nos EUA, por mais tempo, em tese favorece as cotações do dólar ante as demais moedas.

Além das expectativas em torno do Fed, o câmbio reagiu nesta sexta-feira à queda firme do petróleo no mercado internacional, superior a 2%.

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“Temos um movimento global de depreciação das moedas emergentes, muito por conta da queda do petróleo e do minério de ferro. Como o Brasil é um exportador de commodities, isso acaba afetando o real”, comentou Matheus Massote, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

O minério de ferro fechou em alta nesta sexta-feira, mas havia cedido nas quatro sessões anteriores.

Neste contexto, o dólar à vista oscilou entre a cotação mínima de R$ 4,9605 (+0,17%), às 9h14, e a máxima de R$ 4,9985 (+0,93%), às 12h08.

O dólar futuro para março — o mais líquido no mercado brasileiro e, no limite, o que acaba por definir as cotações do segmento à vista — chegou a superar os R$ 5,00, o que levou, como de costume, a um movimento de venda de dólares por parte de exportadores e especuladores, fazendo com que as cotações perdessem um pouco de força.

No exterior, o dólar também seguia em alta no fim da tarde ante várias divisas de exportadores de commodities. A moeda norte-americana se mantinha praticamente estável ante uma cesta de divisas fortes.

Às 17:13 (de Brasília), o índice do dólar –que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas– subia 0,01%, a 103,930.

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