Dividendos ganham força na B3 e somam R$ 124 bilhões desde outubro; veja destaques

BBA vê espaço para novos anúncios relevantes nos próximos meses

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Imagem: Pixabay
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Desde outubro, as empresas brasileiras anunciaram R$ 124,1 bilhões em dividendos, segundo levantamento do Itaú BBA. Desse total, R$ 52,9 bilhões devem ser pagos até o fim de 2025 e R$ 57,8 bilhões ao longo de 2026.

O gatilho para os anúncios é a mudança tributária aprovada pelo governo federal. A partir de 2026, dividendos acima de R$ 50 mil por mês serão tributados em 10%. Além disso, rendimentos superiores a R$ 600 mil por ano, somando todas as fontes tributáveis, terão incidência mínima de imposto.

Para o banco, o fluxo de dividendos funciona como um vetor positivo de curto prazo para o mercado e, no horizonte mais longo, estratégias focadas em dividendos superaram os principais índices no Brasil.

Viva do lucro de grandes empresas

Entre as empresas com maior volume financeiro anunciado desde o quarto trimestre de 2025, os destaques são Vale (VALE3), com R$ 15,3 bilhões, Petrobras (PETR3, PETR4), com R$ 12,2 bilhões, e Ambev (ABEV3), com R$ 11,5 bilhões.

Já no critério de dividend yield (dividendo em relação ao preço da ação), lideram Direcional (DIRR3), com 9,2%, seguida por SYN (SYNE3) e Cyrela (CYRE3), ambas com 8,6%.

No recorte setorial, financeiras, materiais e consumo básico concentram os maiores volumes distribuídos. Em termos de retorno percentual, saúde, materiais e financeiro aparecem com os yields mais elevados.

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Mais dividendos à frente

O Itaú BBA vê espaço para novos anúncios relevantes nos próximos meses. Segundo o banco, cerca de 20 empresas ainda podem anunciar dividendos com yield acima de 5%, com destaque para os setores financeiro e imobiliário.

Além disso, o ritmo de anúncios acelerou de forma significativa: os R$ 124,1 bilhões divulgados no quarto trimestre de 2025 superam com folga os R$ 55 bilhões do trimestre anterior e os R$ 92,2 bilhões do mesmo período de 2024.