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Dividendo bilionário da Ambev, BB vira “top pick” do Santander, Vale elevada e mais 11 notícias

Confira os destaques corporativos desta quinta-feira (20)

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SÃO PAULO – O noticiário corporativo é movimentado, com destaque para o relatório de produção da Vale, o Banco do Brasil tendo a recomendação elevada pelo Santander, Gol prestando esclarecimentos sobre a Operação Lava Jato. Confira os destaques corporativos desta quinta-feira: 

Confira abaixo os destaques corporativos: 

Vale
A Vale (VALE3;VALE5) divulgou seu relatório de produção referente ao terceiro trimestre na manhã desta quinta-feira. A empresa informou que sua produção de minério de ferro no terceiro trimestre subiu 1,5% sobre um ano antes, para 92,1 milhões de toneladas. Na comparação com o segundo trimestre, a produção de minério de ferro da empresa avançou 6,1%.

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Antes da divulgação do relatório, a Vale teve a recomendação elevada de market perform para outperform pelo Itaú BBA, com elevação do preço-alvo de US$ 5,00 para USS 7,00 por ADR (American Depositary Receipt). 

Gafisa
A construtora Gafisa (GFSA3) anunciou nesta quarta-feira que seu conselho de administração aprovou pedir o registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar uma oferta secundária de ações da unidade Tenda, com listagem no Novo Mercado da BM&FBovespa. A operação será coordenada pelo Itaú BBA, com participação de Bradesco BBI, Bank of America Merrill Lynch, BB Investimento e Banco Votorantim.

Ambev
A Ambev (ABEV3) anunciou na noite de ontem que seu conselho de administração, em reunião realizada hoje, aprovou a distribuição de dividendos de R$ 0,16 por ação, totalizando R$ 2,4 bilhões, com base no balanço extraordinário de 30 de setembro de 2016. Os pagamentos serão efetuados a partir de 25 de novembro de 2016, com base na posição acionária de 31 de outubro de 2016 no que se refere à BM&FBovespa e 3 de novembro no que se refere à Nyse. As ações e os ADRs (American Depositary Receipts) da companhia passarão a ser negociados ex-dividendos a partir de 1° de novembro de 2016.  

Temporada de balanços
Começa hoje a temporada de balanços do 3° trimestre, com os números da Localiza (RENT3) e Grendene (GRND3) sendo divulgados após o fechamento do pregão. As teleconferências sobre os resultados serão realizadas dia 21 de outubro às 12h e 10h30 (horário de Brasília), respectivamente.  

Petrobras
A Petrobras contratou o Itaú BBA para vender fatia na Guarani, segundo fontes disseram para a Bloomberg. A estatal contratou o banco para intermediarsua participação de 45,9% na fabricante de açúcar e etanol Guarani. 

O comprador mais provável é Tereos Internacional, que já tem os 54,1% restantes da Guarani, disseram as pessoas. A Tereos contratou Banco do Brasil como assessor. O negócio pode ser concluído este ano. Petrobras, Tereos, Itaú BBA, e Banco do Brasil não quiseram comentar.

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Ainda no radar da Petrobras, o jornal Valor Econômico destaca que as duas principais centrais sindicais dos petroleiros reagiram negativamente à nova proposta de reajuste salarial apresentada ontem pela estatal. A companhia propôs um aumento de 6%, dentro do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). As entidades pedem pelo menos a reposição da inflação no período (de 9,53% em 12 meses até agosto), embora praticamente nenhum segmento tem conseguido reajustes salariais robustos devido à crise econômica. 

Banco do Brasil
O Santander elevou a recomendação para as ações do Banco do Brasil (BBAS3) de neutra para compra; o banco estatal é agora a top pick do setor bancário. O novo preço-alvo para os ativos BBAS3 é de R$ 36,00, ante preço-alvo de R$ 16,00 em 2016. “Nós adotamos uma visão mais construtiva sobre o BB uma vez que acreditamos que i) ele pode entregar um ROE (Retorno sobre o patrimônio) acima do custo sobre o capital e ii) não será preciso requerer à capital adicional para completar as condições de Basileia 3 até 2019. 

Gol
Após notícias de que a força-tarefa da Operação Lava Jato encontrou indícios de que R$ 3 milhões pagos por empresas ligadas à família Constantino – dona da Gol (GOLL4) – a empresas do ex-parlamentar Eduardo Cunha sem que envolvessem prestação de “algum serviço efetivo de publicidade com os valores depositados”, a companhia aérea divulgou comunicado. 

A Gol disse que iniciou apuração interna e contratou auditoria independente externa para plena verificação de fatos relacionados a investimentos publicitários e que a medida foi adotada após receber pedido da Receita para prestar esclarecimentos sobre investimentos. A empresa disse que está colaborando com autoridades sobre assunto.

Braskem 
Segundo o Valor Econômico, a Braskem (BRKM5) está avaliando potenciais ofertas por sua distribuidora de produtos químicos e petroquímicos, a quantiQ, em operação de venda que pode girar entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões. Um dos interessados no ativo, que há pouco mais de três anos já havia sido colocado à venda pela companhia, seria o fundo americano Advent. A Braskem, por sua vez, informou em comunicado que não há compromisso sobre venda da quantiQ.

Oi
O presidente da Oi (OIBR4), Marco Schroeder, defendeu a revisão do marco regulatório do setor de telecomunicações. Na sua opinião, as obrigações estabelecidas dentro do regime de concessão de telefonia fixa foram importantes no passado para difusão desse serviço, mas, hoje, perderam importância com a preferência dos consumidores pela comunicação através da internet e dos diferentes aplicativos de voz, áudio e vídeo disponíveis no mercado. “Está claro que é preciso tirar as amarras da regulamentação que não tem mais lógica neste momento”, afirmou, durante palestra na Futurecom, feira que reúne empresários de todo o setor. 

Entre os principais pontos defendidos por Schroeder está a mudança do regime de concessão pública da telefonia fixa por um regime de autorização, em linha com o que já ocorre nos mercados globais. Segundo o executivo, entre os 50 maiores países do mundo, apenas três ainda usam o modelo de concessão – Brasil, Peru e Turquia. Por aqui, a mudança poderia reverter as obrigações impostas pela concessão de telefonia fixa em investimentos mais estratégicos para o desenvolvimento do País, como a banda larga, como vem sendo defendido pelo governo federal. O presidente da Oi lembrou que a companhia tem um gasto de R$ 300 milhões com a manutenção de orelhões, que ficaram praticamente ociosos nos últimos seis anos. “É um desperdício de recursos”, frisou.

Direcional
A Direcional (DIRR3) informou na quarta-feira, em prévia operacional, que lançou três projetos no terceiro trimestre, mais que triplicando seu VGV (Valor Geral de Vendas) para R$ 151 milhões. Os lançamentos do segmento Minha Casa, Minha Vida 2 e 3 do governo federal registraram VGV de R$ 291 milhões, representando 64% do total e crescimento de 131% em relação ao mesmo período de 2015. As vendas líquidas contratadas no trimestre cresceram 43%, para R$ 94 milhões em VGV, enquanto a velocidade de vendas, medida pelo indicador VSO (vendas sobre ofertas) atingiu índice de 6,7%.  

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O Itaú BBA espera reação neutra; “apesar de estarmos esperando lançamentos e vendas contratadas mais fracos devido à greve dos bancários, os resultados foram mais suaves em termos absolutos, provavelmente implicando potencial negativo para os nossos números anuais”. Já o BTG Pactual destaca que os números foram decepcionantes, o que pode pressionar a ação. Contudo, os analistas do banco seguem com recomendação de compra para os ativos DIRR3. 

Elétricas
O Senado aprovou nesta quarta-feira a medida provisória 735, que facilita privatizações e altera regras do setor elétrico, e como a matéria já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, o texto vai agora à sanção do presidente Michel Temer. A MP 735 abre as portas para que o governo possa viabilizar a venda de distribuidoras de energia da estatal federal Eletrobras (ELET3; ELET6). Segundo a Agência Senado, o texto aprovado também reduz a burocracia de leilões e os custos da União com subsídios para concessionárias do setor.

BM&FBovespa
A Câmara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) adiou novamente, desta vez por pedido de vista, o julgamento do caso envolvendo a BM&FBovespa (BVMF3), no processo que trata da acusação de a bolsa ter usado critério fiscal equivocado na fusão que deu origem à companhia, em 2008, para pagar menos impostos. 
Por isso, a empresa foi multada em cerca de R$ 1,1 bilhão. O Carf está julgando um recurso contra a multa. Com o pedido de vista, o caso será julgado em novembro, na próxima reunião da Câmara Superior do Carf.

BTG Pactual
O BTG Pactual (BBTG11) anunciou nesta quarta-feira que o empréstimo tomado com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi integralmente quitado. A linha de 6 bilhões de reais foi contratada em dezembro do ano passado, como forma de dar fôlego ao BTG Pactual, que sofreu uma massiva saída de recursos de cliente após a prisão do então presidente do grupo, André Esteves, dias antes, acusado de tentar interferir na investigação da operação Lava Jato. O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra proteção a depositantes e investidores no Sistema Financeiro Nacional.

Rodobens 
A Rodobens (RDNI3) divulgou prévia operacional, apontando que os lançamentos totalizaram R$ 86 milhões no terceiro trimestre de 2016. As vendas contratadas atingiram VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 222 milhões, ante R$ 138 milhões no mesmo período do ano passado. 

(Com Bloomberg)