Opções

Derivativos em alta: como usar a volatilidade brasileira a seu favor?

Mercado movimentou quase R$ 1 bilhão na Bolsa de Valores desde 2017. Robôs ampliaram acesso das opções aos investidores pessoa física

O volume médio de transações diárias envolvendo opções sobre ações bateu o recorde da série histórica divulgada pela B3, iniciada em 2017, no primeiro trimestre deste ano. Desde o segundo trimestre de 2019 o valor saltou de R$ 288 milhões para R$ 925 milhões nos primeiros três meses de 2021. É um dado que indica que a modalidade de investimentos caiu nas graças do investidor brasileiro, mostrando que os ganhos podem se sobrepor aos riscos envolvidos na operação.

Há potencial para crescer ainda mais, segundo Su Choung Wei, considerado o Mestre dos Derivativos. O caminho para isso é divulgar mais informação sobre o que especificamente é oferecido na modalidade pelo mercado brasileiro, dentre outras características exclusivas do país.

“Em mercados desenvolvidos as oportunidades de ganhos são menores porque há elevado nível de informação acerca das opções, sem falar que são mercados de baixa volatilidade. Aqui os métodos de análise ainda não se consolidaram, o que é favorável para quem aplica”, disse Wei, que está lançando um curso gratuito e online sobre esse tipo de operação.

No cenário brasileiro, foco do curso, existem particularidades relacionadas, por exemplo, ao mercado de commodities. As opções são utilizadas, por exemplo, para minimizar os risco do produtor. “Os papéis de commodities se tornam atraentes no âmbito dos derivativos, desde que façam parte de operação estruturada que inclua outros ativos”, explica Su Choung Wei.

Dentre as estratégias citadas pelo consultor está a butterfly (borboleta), uma combinação de venda de opções de compra em valor pré-fixado. “A borboleta é a estratégia indicada aos investidores que esperam pouca variação nos preços dos seus ativos”, explica Wei.

A maioria dessas operações estruturadas são realizadas por meio de robôs programados que atuam dentro do sistema da Bolsa de Valores. A automação, segundo Su, tornou o mercado de derivativos mais acessível a pessoa física. É para esse público que se destina o curso As Sementes do Dinheiro, ministrado pelo professor neste mês de agosto. Inscreva-se agora.

“Já existem no mercado robôs gratuitos que podem ser utilizados por pessoas físicas, algo que, antes, era restrito ao universo de investidores institucionais”, completa Wei.

No contexto global, considerando a pandemia, o mercado de derivativos negociados fora do ambiente auditado e organizado das Bolsas, o chamado mercado de balcão, saltou dos US$ 300 bilhões para US$ 15,8 trilhões entre meados do segundo trimestre de 2020 e dezembro, de acordo com dados do Banco de Compensações Internacionais (BIS).

O aumento, mostrou levantamento da instituição, foi liderado por operações nos derivativos de câmbio em função da desvalorização do dólar frente às principais moedas do planeta. Derivativos cambiais tiveram maior demanda para proteção de patrimônio e tiveram o valor de mercado elevado em 21% no segundo semestre, fechando o ano passado em US$ 3,2 trilhões.

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