Disputa pela GVT

De private equity até ex-presidente do BC: quem se uniu para brigar pela GVT

Grupos de fundos como o norte-americano KKR e o brasileiro Gávea Investimentos - de Armínio Fraga - quer duelar com a DirecTV pela empresa e considera pagar até 5 bilhões de euros

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SÃO PAULO – Os fundos de private equity KKR & Co. e Apax Partners LLP estão se unindo em um consórcio pela aquisição da GVT, empresa de telefonia, de acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg. Estes fundos irão disputar com a DirectV a compra da companhia.

Dentro desse consórico também estão a Gávea Investimentos – que pertence ao ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga -, JP Morgan Chase & Co, e o Cambuhy Investimentos, da família Moreira Salles. Esse grupo considera pagar até € 5 bilhões – ou US$ 6,8 bilhões – pela GVT, segundo informações da agência de notícias.

O grupo francês Vivendi S.A., atual dono da GVT, pediu cerca € 8 bilhões pela companhia. Ainda segundo informações das fontes ouvidas pela Bloomberg, o grupo BTG Pactual (BBTG11) está avaliando se irá se juntar no segundo lance de propostas. Entretanto, nenhum dos envolvidos quis comentar o assunto.

Por outro lado, a DirecTV, a maior provedora de televisão por satélite dos Estados Unidos, pode fazer uma oferta próxima ao preço pedido pela Vivendi. Isso devido ao grande número de sinergias que a aquisição pode gerar, em um momento em que o mercado norte-americano está reduzido e o da América Latina está em expansão. No segundo trimestre de 2012, a empresa perdeu clientes pela primeira vez nos EUA.

Uma outra possibilidade é de que a Vivendi realize uma oferta de ações da GVT, após ter contratado o Deutsche Bank AG, Rothschild e o Credit Suisse Group AG como assessores financeiros em agosto. 

Sobre a companhia
A companhia foi a primeira na área de telefonia local e de longa distância a entrar no Novo Mercado da Bovespa, com o ticker GVTT3, com atuação concentrada em diversos estados no Brasil. Já em 2009, 85% das ações da empresa foram compradas pelo grupo Vivendi.

Os 15% restantes eram controlados por pequenos investidores. No começo de 2010, a Vivendi adquiriu o restante, detendo 100% das ações em uma OPA (Oferta Pública de Aquisições) na Bovespa.