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CVC registra prejuízo líquido de R$ 175,5 milhões no 2º trimestre, recuo de 30,4%

A empresa atribui o desempenho do período aos efeitos produzidos pela pandemia da covid-19 em suas operações, especialmente no Brasil

Por  Estadão Conteúdo -

A CVC Corp (CVCB3), dona, entre outros, da operadora de viagens CVC, reportou prejuízo líquido de R$ 175,570 milhões no segundo trimestre deste ano, perda 30,4% menor que a registrada um ano antes, de R$ 252,129 milhões.

Em comentários da administração que acompanham o informe de resultados, a empresa atribui o desempenho do período aos efeitos produzidos pela pandemia da covid-19 em suas operações, especialmente no Brasil. “Permanecemos otimistas com os prognósticos para o segundo semestre e início de 2022 e atentos aos eventuais desdobramentos da pandemia”, acrescenta a CVC. No acumulado do semestre, o prejuízo diminuiu de R$ 1,403 bilhão para R$ 257 milhões.

Na mesma base de comparação, a empresa obteve Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado negativo de R$ 130,834 milhões, contra Ebitda também negativo de R$ 164,366 milhões no mesmo período de 2020. No semestre, o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 194,279 milhões, ante R$ 189,769 milhões de um ano antes.

Já a receita líquida ficou em R$ 115,6 milhões no segundo trimestre, ante R$ 3 milhões informado um ano antes. O avanço se deve à retomada das atividades, afirma a companhia, mesmo com a segunda onda de covid tendo impactado o trimestre.

No semestre, entretanto, a receita líquida caiu 29,6% no comparativo anual, somando R$ 281,6 milhões.

Enquanto isso, no resultado financeiro se observou um aumento na despesa financeira líquida no segundo trimestre, que somou R$ 35,116 milhões, principalmente em razão de ganhos cambiais e na marcação a mercado de derivativos que foram efetivos no segundo trimestre.

Tal aumento, porém, foi parcialmente compensado pela redução de despesas com: juros sobre financiamentos em R$ 5,9 milhões, R$ 1,6 milhão em tarifas de boleto, R$ 1,7 milhão em IOF, R$ 2,7 milhões em juros sobre arrendamentos e R$ 8,4 milhões em atualização monetária (principalmente de contingências não materializadas e opções de compras – Ola e Bibam). As receitas financeiras do período apresentaram aumento de R$ 3,6 milhões.

No acumulado do semestre, o resultado financeiro se manteve negativo, passando de R$ 33,7 milhões para R$ 45,6 milhões.

Imposto e contribuição social

Entre abril e junho, o imposto de renda e contribuição social líquida totalizou um crédito de R$ 69,4 milhões, ante um valor negativo de R$ 317,4 milhões registrado um ano antes. O crédito, observa a CVC, se deve ao registro de créditos tributários futuros de IR/CSLL relativos aos prejuízos fiscais apurados no período.

Segundo a companhia, no segundo trimestre de 2020 foram contabilizados Impostos Diferidos de anos anteriores, em função dos riscos de continuidade das operações da companhia existentes naquele período, que foram eliminados com as capitalizações e renegociação de dívidas ocorridas entre setembro 2020 e fevereiro 2021.

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