Inflação

Custo de vida em São Paulo sobe 0,57% em maio, diz Dieese

Na passagem de março para abril, a taxa de inflação do grupo Alimentação foi de 1,29%, puxada principalmente por alimentos in natura e semielaborados, mas com elevações também entre produtos da indústria alimentícia e na alimentação fora do domicílio

Pressionado pelo encarecimento de alimentos in natura e de serviços domésticos, o Índice do Custo de Vida (ICV) das famílias paulistanas aumentou 0,57% em maio comparado a abril, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os grupos Alimentação e Habitação respondem por 93% da alta do mês. O ICV acumula avanços de 6,17% no ano e de 8,82% em 12 meses.

Na passagem de março para abril, a taxa de inflação do grupo Alimentação foi de 1,29%, puxada principalmente por alimentos in natura e semielaborados (1,80%), mas com elevações também entre produtos da indústria alimentícia (0,77%) e na alimentação fora do domicílio (0,98%). No grupo de alimentos in natura, a cebola (39,04%) e o tomate (18,20%) estão entre os destaques de alta.

Em Habitação, o subgrupo operação do domicílio avançou 0,67% e foi o que mais pesou para o resultado, influenciado por altas nos preços de botijão de gás (1,70%), serviços domésticos (1,67%) e produtos de limpeza (0,92%). Também pesaram os reajustes de aluguéis (0,67%) e condomínios (0,32%).

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O grupo Transporte foi o único a registrar deflação no período, aliviando em 0,04 ponto porcentual o ICV de maio, com contribuição exclusiva do transporte individual (-0,41%).

Do total de 0,57 ponto porcentual de alta, o grupo Despesas Pessoais pesou com 0,03 ponto porcentual, enquanto Equipamento Doméstico, Saúde, Recreação e Despesas Diversas contribuíram apenas com 0,01 ponto porcentual cada e Vestuário teve peso zero no índice do mês.

Renda

Na abertura do indicador por faixa de renda, o ICV revela que o custo de vida aumentou mais entre as famílias de menor renda (0,76%) e cresceu também entre aquelas com rendimento intermediário (0,64%) com maior poder aquisitivo (0,49%).