Perspectivas

Copom, IPCA, emprego nos EUA e resultados de bancos: o que acompanhar nesta semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na semana

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SÃO PAULO – Apesar da queda da bolsa no último pregão de abril, o mercado terminou o mês em um clima melhor do que começou, com o Ibovespa acumulando ganhos de 10,25% no período. Apesar disso maio começa com uma bateria importante de indicadores para tentar manter a recuperação dos mercados.

O grande evento da próxima semana será a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (6) após o fechamento do mercado, com expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg de um corte de 50 pontos-base na taxa básica de juros, a Selic.

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A avaliação é que a Selic será reduzida diante dos sinais recentes de que o declínio da atividade causado pelo coronavírus está impedindo o repasse do dólar alto para a inflação. Além da decisão, os investidores ficarão atentos para as sinalizações de que novos cortes poderão ser feitos nos próximos encontros.

Ainda no Brasil, a próxima semana terá os dados da produção industrial e PMI, ambos antes ainda do Copom. Já após o anúncio, na sexta-feira (8), sai o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o dado oficial de inflação do país, que já poderá dar início às apostas para a decisão de juros de junho.

Enquanto isso, analistas acompanham também os números da pandemia do novo coronavírus, que segue em trajetória de alta no Brasil, enquanto alguns países começam a reabrir os negócios. Nos últimos dias, estudos mostraram que por aqui a tendência tem se mostrado pior que Itália, Espanha e EUA.

No noticiário corporativo, atenção especial para a temporada de resultados do primeiro trimestre, que segue ganhando força. Após o Bradesco cair forte na Bolsa com sua queda acentuada de lucro, a próxima semana terá os números de Itaú Unibanco e Banco do Brasil, além de Ambev, Natura, Telefônica, entre outras empresas.

Política e agenda externa

Na política, o clima de tensão permanece e a análise na Câmara das alterações feitas pelo Senado na PEC do orçamento de guerra, marcada para segunda-feira (4), será importante para mostrar como está o humor entre Congresso e governo.

A medida amplia o escopo de ação do BC em títulos e votação pode testar o ensaio de reaproximação entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

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Além disso, o imbróglio sobre indicação de Alexandre Ramagem para diretor-geral da Polícia Federal, também será monitorado de perto, com o presidente Jair Bolsonaro ainda tentando reverter veto de ministro do STF, Alexandre de Moraes, à nomeação.

Enquanto isso, no exterior, os investidores seguem de olho a todo indicador que ajude a entender os impactos do coronavírus na economia. Para a próxima semana, atenção especial no relatório de emprego nos EUA, chamado de Payroll.

Segundo projeções compiladas pela Bloomberg, o mercado americano deve mostrar a perda de 22 milhões de vagas, algo que já foi sinalizado no dado de pedidos de auxílio-desemprego nesta quinta-feira.

Além disso, saem ainda os PMIs e vendas no varejo da zona do Euro, enquanto na China serão divulgados os números do PMI Caixin serviços, que segundo a Bloomberg deve subir, além da balança comercial.

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