Confirmado: Dilma convida Miriam Belchior para ser a nova presidente da Caixa Econômica

De acordo com a Secom (Secretaria de Comunicação Social), após pedido de Dilma Rousseff, a posse da ex-ministra ocorrerá em 23 de fevereiro

Marina Neves

Publicidade

SÃO PAULO – A ex-ministra do Planejamento, Miriam Belchior, deve mesmo ser a nova presidente da Caixa Econômica. Segundo a Secom (Secretaria de Comunicação Social), a presidente Dilma Rousseff fez o convite nesta terça-feira (10) para que ela ocupe o lugar de Jorge Hereda. Ainda de acordo com a Secom, a posse da ex-ministra ocorrerá em 23 de fevereiro.

A presidente Dilma Rousseff se reuniu com Miriam Belchior na manhã desta terça para tratar da transição na Caixa, segundo três fontes do governo. Na tarde desta terça-feira, Dilma também se reuniu com Hereda para tratar da sucessão.

Uma das missões da nova presidente da Caixa será preparar o banco para uma abertura de capital, ideia levantada por Dilma no fim do ano passado, mas que ela própria disse que será um “processo demorado”. A Caixa é o maior financiador habitacional do país, com cerca de 70% do mercado no país.

Masterclass

As Ações mais Promissoras da Bolsa

Baixe uma lista de 10 ações de Small Caps que, na opinião dos especialistas, possuem potencial de valorização para os próximos meses e anos, e assista a uma aula gratuita

E-mail inválido!

Ao informar os dados, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

A era do crescimento
Hereda assumiu a presidência da Caixa em março de 2011, no lugar de Maria Fernanda Ramos Coelho, na esteira do escândalo no Banco Pan (ex-Panamericano). Dois anos antes, em meio à crise financeira global, a Caixa comprara 49 por cento do capital do Panamericano. Fraudes bilionárias no Panamericano levaram à venda do controle para o BTG Pactual.

Durante o mandato de Hereda, a Caixa mais que triplicou sua carteira de crédito, chegando a 576,4 bilhões de reais em setembro passado, superando no período os rivais privados Santander Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco.

Parte desse impulso veio com a agressiva campanha adotada pelos bancos públicos, no começo de 2012, atendendo ordem do governo federal para reduzir taxas de juros e aumentar a oferta de crédito para evitar uma desaceleração da economia.

Continua depois da publicidade

Entre os efeitos dessa campanha estão a manutenção da lucratividade em níveis inferiores aos dos maiores rivais privados. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido da Caixa foi de 17,8 por cento no terceiro trimestre de 2014, dado mais recente disponível. Itaú e Bradesco têm índices superiores a 20 por cento.

O índice de Basileia, uma das métricas mais usadas pela indústria para medir a solidez dos bancos, também é menor na Caixa.

A inadimplência medida pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias está em ascensão, ao contrário dos concorrentes, embora em níveis semelhantes. Em setembro, seu índice era de 2,7 por cento, perto do maior nível em cinco anos.

Operacionalmente, a Caixa é tida por executivos de bancos rivais como incapaz de cobrir suas despesas valendo-se apenas de receitas com serviços, como é a prática de mercado. E a insistência em praticar taxas de juros abaixo da concorrência para ganhar mercado teria piorado as coisas.

A Caixa foi a única grande instituição financeira do país a criar vagas líquidas de trabalho em 2014, com 2,6 mil postos. O setor como um todo eliminou cerca de 5 mil vagas no ano passado.

(Com Reuters)