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Como o provedor de liquidez para o varejo (RLP) traz vantagens aos trades?

RLP garante ao investidor o melhor preço de compra e de venda para o ativo

Equipe InfoMoney

Roberto Indech, da XP, e Felipe Paiva, diretor da B3, estiveram no Sociedade do Gain

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Relativamente novo, o Retail Liquidity Provider (RLP), ou provedor de liquidez para o varejo, foi introduzido no mercado para proporcionar maior fluidez às operações realizadas no ambiente da bolsa, especialmente às pessoas físicas, como traders.

Segundo o diretor de relacionamento com clientes da B3, Felipe Paiva, a ideia foi trazer o conceito utilizado no mundo institucional para o varejo, garantindo que o livro (book) de ofertas estivesse “sempre cheio” e oferecendo melhores condições de negociação para os investidores.

“No mercado institucional, a gente encontra a figura do market maker, que é o formador de preço, a instituição que entra para prover liquidez, que garante que o investidor vai ter um bom preço de compra e de venda”, explicou, emendando que isso faria todo o sentido se fosse replicado, de forma semelhante, às pessoas físicas, sobretudo em meio ao crescimento do número de pequenos investidores, entre 2018 e 2019.

“O investidor encontra no RLP a saída dele para a compra e para a venda sempre no preço que está no book”, pontuou. Segundo ele, isso proporciona uma vantagem para os investidores, ao ativarem o RLP em suas corretoras, embora a decisão de aderir a essa ferramenta permaneça a critério do investidor.

As declarações de Paiva aconteceram durante conversa com Roberto Indech, chefe de relações institucionais de renda variável da XP, durante o Sociedade do Gain, evento online e gratuito, que se encerrou nesta quarta-feira (28).

RPL e corretoras

Paiva reforçou que a implementação do provedor de liquidez foi desenhado e desenvolvido, conjuntamente com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e com o apoio das corretoras.

“O investidor encontra a saída para a compra e para a venda, sempre no preço do book. Essa é uma vantagem para o investidor, que opta pelo RPL. Mas também pode não utilizar, isso está na constituição do modelo”, disse.

Por trás do RLP, está o próprio desenvolvimento do mercado. Segundo Paiva, entre os anos de 1998 e 2000 eram registrados cerca de 15 mil negócios por dia.

Hoje em dia, esse número alcança impressionantes 20 milhões, com mais de 400 milhões de ofertas trafegando diariamente pelo sistema de negociação da B3.

Minicontratos

Esses dados evidenciam, sobretudo, o impacto da substituição das operações com viva-voz, do passado, para as eletrônicas, que ajudaram a elevar o número de investidores, sejam eles pessoas físicas ou institucionais.

Paiva ressaltou ainda o papel do Brasil no cenário global de investimentos, destacando que o minicontrato futuro de índice está entre os cinco ativos mais negociados no mundo.

Mesmo assim, o executivo reforçou o grande potencial de desenvolvimento. Para ilustrar, atualmente, aproximadamente 5 milhões de CPFs estão registrados na B3, um aumento significativo em relação aos 500 mil registrados em 2008.

Este crescimento tende a continuar, segundo ele, o que pode resultar até mesmo em uma expansão do mercado de trabalho relacionado ao setor de bolsa de valores.

Por fim, Paiva revelou que apenas 13% dos investidores cadastrados na B3 já realizaram alguma operação de day trade, seja com minicontratos ou com ações, evidenciando o potencial de crescimento desse segmento.