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Com enfraquecimento de força financeira, Moody’s rebaixa ratings do Banif

Moody's destacou ainda as perdas recorrentes originadas por baixas receitas de sua principal atividade como banco de investimento

SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou nesta quinta-feira (13) o rating de força financeira do Banif de E+ para E e o seu risco financeiro de crédito individual de b3 para caa2. A Moody’s rebaixou ainda os ratings de depósito em escala global, de B2 para Caa2, e os ratings de longo e curto prazo de depósito na escala nacional brasileira para Caa2.br e BR-4, de Ba1.br e BR-3, respectivamente.

De acordo com a agência, as revisões incorporam o cenário de enfraquecimento da força financeira do banco de investimento, além de seguirem o rebaixamento do perfil de crédito individual e dos ratings. A Moody’s destacou ainda as perdas recorrentes originadas por baixas receitas de sua principal atividade como banco de investimento. Isso inclui a performance negativa de um fundo de investimento e os seus altos custos de captação.

Além disso, a compressão de margens resultante de volume de negócios modestos, da elevada competição dentro do segmento e do declínio da taxa básica de juro, a Selic, também contribuiram para os resultados negativos. 

O baixo índice de capital consolidado divulgado pelo Banif Investimento e pelo banco coligado, o Banif – Banco Internacional do Funchal -, o qual se encontrava abaixo do mínimo regulatório de 11% estabelecido em setembro de 2012. “A Moody’s reconhece que a recente injeção de capital do Banif Portugal teve o objetivo de reforçar o índice de capital, mas nota que a pequena franquia do banco e a sua fraca capacidade de originação de receitas irão continuar a limitar a geração de capital através de lucros. A fraca posição consolidada de capital é um desafio para o prospecto de crescimento do banco”, afirma a agência.

A revisão para um possível rebaixamento dos ratings de depósito do Banif Investimento reflete a fraca idoneidade creditícia do Banif Portugal, afirma a agência. Com isso, afirma a Moody’s, há incerteza sobre a sua capacidade de continuar a fornecer suporte às operações brasileiras, caso injeções de capitais adicionais se façam necessárias.