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CEO da Petrobras diz que produção não foi afetada pela greve; Usiminas lucra R$ 377 mi em 2019 e mais balanços são destaque

Confira os destaques do noticiário corporativo da sessão desta sexta-feira (14)

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SÃO PAULO – O destaque no radar corporativo desta sexta-feira (14) fica para a temporada de resultados, com destaque para o resultado de Usiminas, que lucrou R$ 377 milhões em 2019. Já o CEO da Petrobras falou sobre a greve dos petroleiros, afirmando que ela não afetou a produção. Confira os destaques:

Petrobras (PETR3;PETR4)

Em entrevista ao Estadão, Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, afirmou que nenhum barril de petróleo deixou de ser produzido nem refinado por conta da greve de petroleiros que acontece desde o dia 1º.

“Estamos contratando funcionários diretamente e de empresas que prestam serviços para operarem algumas plataformas”, destacou.

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A Petrobras havia informado na semana passada que está providenciando a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve.

Usiminas (USIM5)

A Usiminas registrou um lucro líquido de R$ 268 milhões no quarto trimestre de 2019, uma queda de 33% frente aos R$ 401 milhões registrados no mesmo período do ano passado, mas revertendo o prejuízo de R$ 139 milhões do terceiro trimestre deste ano. No ano, o lucro líquido da siderúrgica foi de R$ 377 milhões, uma baixa de 55% frente aos R$ 829 milhões de 2018.

A receita líquida do quarto trimestre de 2019 alcançou R$ 3,9 bilhões. Em 2019, a receita líquida totalizou R$14,9 bilhões, uma elevação de 8,8% em relação ao ano de 2018 (R$ 13,7 bilhões), em função principalmente de maiores volumes e preços de venda na Unidade de Mineração e maiores preços praticados na Unidade de Siderurgia.

A receita líquida da siderúrgica foi de R$ 3,9 bilhões no quarto trimestre e avançou 13% sobre igual trimestre do ano anterior. Já o Ebitda no quarto trimestre de 2019 foi de R$ 468 milhões, uma queda de 44% sobre igual trimestre do ano anterior. O Ebitda para 2019 fechado ficou em R$ 1,9 bilhão, queda de 27% sobre 2018. A Usiminas também informou que encerrou 2019 com um saldo de R$ 1,9 bilhão no caixa, uma expansão de 13% sobre o caixa do final de dezembro de 2018.

O lucro líquido recorrente da empresa, no fechamento de 2019 inteiro, foi de R$ 377 milhões, uma queda de 55% em comparação a 2018. A receita líquida da siderúrgica fechou 2019 em R$ 14,9 bilhões, um crescimento de 8,8% sobre 2018.

A Usiminas avalia que a situação do mercado do aço melhorou no final de 2019, com a reativação das vendas “e de melhores preços praticados na siderurgia”. A companhia informou que conseguiu reduzir sua dívida líquida em 23% no ano passado, de R$ 4,1 bilhões em 2018 para R$ 3,1 bilhões em dezembro de 2019. “O indicador dívida líquida sobre o EBITA encerrou o ano em 1,6 vez (1,6x)” informou a Usiminas.

BMG (BMGB4)

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O Banco BMG registrou lucro líquido de R$ 163 milhões no quarto trimestre de 2019, um valor quatro vezes maior que os R$ 40 milhões apurados no mesmo período de 2018. No ano, a instituição financeira acumulou ganhos de R$ 367 milhões, mais que o dobro dos R$ 171 milhões de 2018.

No critério recorrente, o lucro do BMG somou R$ 74 milhões entre outubro e dezembro, crescimento de 21,3% na comparação anual. Em todo o ano de 2019, o lucro recorrente ficou em R$ 344 milhões, alta de 33,3% em relação a 2018. Neste critério, o banco excluiu os efeitos da amortização de ágio e outros não recorrentes.

A rentabilidade sobre patrimônio líquido (ROAE) subiu de 6% para 20,7% em um ano, no quarto trimestre de 2019. No critério recorrente, o indicador caiu de 10,4% para 9,6% na mesma comparação. No ano, o ROAE chegou a 12,5% recorrente, ante 10,8% de 2018. O patrimônio líquido do BMG fechou o ano em R$ 4,028 bilhões, alta de 52,5% em um ano.

A carteira de crédito do BMG ao final do ano chegou a R$ 11,455 bilhões, crescimento de 20,4% em 12 meses e de 5,9% em três meses. Deste total, quase 70%, ou R$ 7,993 bilhões, correspondem a cartão consignado. O índice de Basileia do BMG disparou após a abertura de capital, passando de 13,8% ao final de setembro para 22,5% em dezembro. O indicador mostra que o banco está bem capitalizado para conceder novos empréstimos, já que o mínimo exigido pelo Banco Central é 11%.

Rumo (RAIL3

A Rumo Logística, empresa que controla a maior malha ferroviária de carga do Brasil, informou que obteve um lucro líquido recorrente de R$ 203 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 48% sobre igual período de 2018. No ano inteiro de 2019, o lucro líquido da Rumo cresceu mais de 100% para R$ 786 milhões – em 2018, a empresa lucrou R$ 273 milhões.

O Ebitda ajustado da Rumo foi de R$ 897 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 4,1% sobre igual período de 2018. No fechamento de 2019, o Ebitda da companhia cresceu 9,4% para R$ 3,8 bilhões. A receita líquida da Rumo cresceu 1% no quarto trimestre de 2019, para R$ 1,66 bilhão. No ano de 2019, houve expansão de 7,6% na receita líquida recorrente, para R$ 7,08 bilhões. Todos os dados financeiros são recorrentes e não incluem a incorporação dos dados da chamada “Malha Central”, ou Ferrovia Norte-Sul, que a Rumo comprou em leilão em julho do ano passado. A Rumo, que controla a Malha Paulista, afirma que no ano passado aumentou em 6,6% o transporte de grãos para o Porto de Santos (SP), para 22,3 milhões de toneladas.

JHSF (JHSF3)

A construtora, incorporadora e administradora de shopping centers JHSF informou na noite de ontem que teve um lucro líquido de R$ 211 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 197% sobre igual período do ano anterior. Embora grande parte da receita recorrente da empresa esteja na incorporação e no varejo, a JHSF tem aumentado os investimentos em empreendimentos residenciais de alto padrão, como a Fazenda Boa Vista.

No final do ano passado, a empresa lançou o Boa Vista Village, uma extensão da Fazenda Boa Vista. No ano de 2019, o lucro líquido recorrente da JHSF teve uma expansão ainda mais forte, de 508,5% para R$ 326,7 milhões. A receita líquida da empresa cresceu 39,6% para R$ 636,8 milhões no ano passado. O EBITDA cresceu 60,3% para R$ 226,9 milhões.

BTG Pactual (BPAC11

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O Banco BTG Pactual informou que obteve um lucro líquido recorrente de R$ 1,01 bilhão no quarto trimestre de 2019. O resultado ficou ligeiramente abaixo do terceiro trimestre de 2019, quando o banco lucrou R$ 1,07 bilhão, mas cresceu em relação ao quarto trimestre de 2018, quando o lucro líquido foi de R$ 711 milhões.

A receita líquida do BTG Pactual avançou para R$ 2,4 bilhões no quarto trimestre de 2019. Houve expansão tanto em comparação ao terceiro trimestre do ano passado, quando foi de R$ 2,18 bilhões, como ao quarto trimestre de 2018, quando foi de R$ 1,5 bilhão. O banco atribuiu a melhora dos resultados do quarto trimestre do ano passado ao crescimento da área de investment banking, que segundo as informações do balanço cresceram 256% sobre igual período de 2018. O setor saltou de uma receita de R$ 86 milhões, no quarto trimestre de 2018, para uma de R$ 306 milhões no último trimestre de 2019. No total de 2019, a receita líquida do BTG Pactual foi de R$ 8,3 bilhões, uma expansão de 56% sobre 2018.

Grendene (GRND3

A Grendene, fabricante de calçados, publicou ontem à noite balanço e informou uma queda de 14,4% no seu lucro líquido recorrente, para R$ 215,2 milhões no quarto trimestre de 2019. A comparação é a igual período de 2018. Em 2019, o lucro líquido da empresa foi de R$ 483,8 milhões, um recuo de 17,4% sobre 2018. Segundo a Grendene, houve queda no volume de vendas tanto no Brasil como no exterior, embora a empresa tenha sido mais afetada pela recessão na Argentina, seu principal mercado externo. No Brasil, a Grendene vendeu no ano passado 120 milhões de pares, 9,4% menos que em 2018. Já no exterior a queda foi maior, de 23,8% para 30,9 milhões de pares.

A receita líquida da Grendene foi de 665,7 milhões no quarto trimestre de 2019, em queda de 10,3% sobre igual período de 2018. Em 2019, a receita líquida foi de R$ 2,07 bilhões, um recuo de 11,25 sobre o ano anterior. O EBITDA recorrente caiu 21% para R$ 413 milhões em 2019. Mesmo com os resultados adversos, a Grendene está capitalizada, com um caixa superior a R$ 2 bilhões no final do ano passado.

Cemig (CMIG4

A estatal elétrica mineira Cemig comunicou ontem à noite ao mercado que conseguiu receber créditos do ICMS da base de cálculo do PIS e do PASEP, após uma vitória no judiciário federal. Segundo a empresa, foi para o seu caixa uma soma total de R$ 1,38 bilhão, mas em duas quantias separadas, uma de R$ 1,18 bilhão e outra de R$ 196 milhões. A estatal mineira informou que as quantias foram levantadas por duas subsidiárias suas, a Cemig Distribuição e a Cemig Geração e Transmissão. Segundo a empresa, a soma será registrada no balanço de 2019.

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