After market

Cemig fala sobre decisão do STJ, Petrobras, OPA, recompra e mais 5 destaques

Confira as notícias que movimentam o mercado após o fechamento do pregão desta quarta-feira

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SÃO PAULO – O noticiário seguiu agitado nesta quarta-feira, entre comentários da Cemig sobre decisão do STJ, Petrobras, recompra de ações do Bradesco, OPA do banco Daycoval, entre outros destaques. Confira abaixo o que esteve no holofote nesta noite e pode agitar o pregão da próxima quinta-feira:

Petrobras
Em nota divulgada hoje (24), a Petrobras (PETR3;PETR4) esclareceu que o TCU (Tribunal de Contas da União) está investigando prejuízos em obras e compras de ativos da companhia que podem alcançar R$ 39 bilhões.

“O valor – superior aos R$ 6,2 bilhões reconhecidos pela estatal como perda com corrupção, no balanço anual de 2014 – é a soma das perdas provocadas por sobrepreço e má gestão de projetos em quatro empreendimentos da companhia, alguns dos quais fatiados pelo clube de empreiteiras que são alvo da Operação Lava Jato.”, afirmou na nota.

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Os processos em relação ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), à Refinaria Abreu e Lima (RNEST), à Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR) e à aquisição da Refinaria de Pasadena e da empresa de Trading estão em curso no TCU, sem haver qualquer decisão definitiva sobre os casos.

Cemig 
Sobre a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de negar pedido de renovação de concessão da hidrelétrica de Jaguara, a Cemig (CMIG4) disse que respeita a decisão e aguarda a publicação do resultado do julgamento para tomar as medidas judiciais cabíveis. Na sessão desta quarta-feira, as ações da companhia desabaram 8% na Bovespa. 

Telefônica Brasil
A Telefônica Brasil (VIVT4) comunicou hoje que foi realizada transação na qual o grupo francês Vivendi tornou-se o maior acionista individual da Telecom Italia, a maior operadora de telecomunicações fixa e móvel da Itália. A Vivendi recebeu 1,11 bilhão de ações ordinárias (ou 8,24%) da Telecom Italia, em troca de 4,5% do capital acionário da Telefônica Brasil, conforme comunicado ao mercado da última enviado nesta noite à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

De acordo com o comunicado, a transação foi realizada em consonância com a opção dada à Vivendi como parte de sua venda da GVT para Telefônica, concluída em maio deste ano. Além disso, a Vivendi elevou suas ações ordinárias da Telecom Italia de 1,9% recentemente compradas, com uma fatia adicional de 4,76% comprada em 22 de junho, para 6,66%, representando um pagamento de dinheiro total de 1 bilhão de euros.  

Além disso, ainda no radar da Telefônica Brasil, o banco suíço Credit Suisse reiniciou a cobertura dos papéis da companhia com recomendação outperform (desempenho acima da média) e preço-alvo de R$ 53,00 por ação.

BM&FBovespa
A BM&FBovespa (BVMF3) informou que se reuniu nesta quarta-feira com o conselho diretivo da Bolsa de Valores de Colômbia e manifestou sua intenção em comprar uma fatia da instituição.
 

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“Neste momento não há nenhuma transação concluída e que tal iniciativa faz parte do processo contínuo de avaliação de oportunidades de expansão em atividades adjacentes ao seu negócio”, disse a bolsa, em comunicado.

Fras Le
A Fras Le (FRAS3), informou hoje ao mercado que elegeu para o cargo de Diretor, responsável pelas áreas administrativa e financeira, Ricardo Reimer, que deverá assumir a partir do dia primeiro de julho.

Bematech
A Bematech (BEMA3), líder em soluções de tecnologia para o varejo comunicou hoje ao mercado em geral que a corretora de valores Invesco diminuiu participação na companhia. 

A corretora agora possui 2.556.600 ações ordinárias, o que representa 4,96% da posição acionária da Companhia. 

Daycoval
O Banco Daycoval anunciou ao mercado que pretende fazer uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) pelas ações com intuito de cancelamento de registos da companhia. 

Segundo fato relevante divulgado nesta quarta-feira (24) após o fechamento o mercado, os controladores – Sasson Dayan, Salim Dayan, Carlos Moche Dayan, Morris Dayan e Rony Dayan – querem pagar R$ 10,00 por ação, o que equivale a um prêmio de 30,89% em relação a cotação de fechamento das ações (DAYC4) que foi de R$ 7,64.

O alvo da OPA são 62.009.312 ações e levando em conta o preço por ação, de R$ 10,00, o preço desembolsado pelos acionistas será de mais de R$ 620 milhões. Porém a oferta será realizada somente se o valor correspondente ao piso da faixa do preço por ação for igual ou inferior ao preço por ação. 

O motivo da OPA é a baixa liquidez da ação e que o cancelaramento de registro e a saída do nível 2 do mercado resultará em benefício ao acionista minoritário.

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Bradesco
O Bradesco (BBDC3BBDC4) informou o mercado, na tarde desta quarta-feira (24), que seu conselho de administração aprovou um programa de aquisição de até 15 milhões de ações de própria emissão, dividido em partes iguais entre ordinárias e preferenciais, com vencimento previsto em 26 de junho de 2016. De acordo com o comunicado divulgado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), trata-se da postergação de um programa para permanência em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento dos papéis, mantendo as mesmas quantidades, sem redução de capital social.

BTG
O BTG Pactual (BBTG11) e o Bank of America Merrill Lynch estão disputando a última vaga no grupo de bancos que lidera a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do IRB Brasil, maior resseguradora do país, disseram três fontes com conhecimento direto do negócio nesta quarta-feira.

O BTG Pactual foi o líder em emissões de ações no ano passado, enquanto o BofA Merrill Lynch tem ficado entre os cinco primeiros do ranking de ofertas de ações do Brasil nos últimos anos, segundo dados da Thomson Reuters e da Anbima.

O governo federal tem 27% na empresa. BB e Bradesco têm 20% cada e o Itaú, 15%. Os bancos querem vender o todo de suas fatias no IPO, disse uma das fontes.

(Com Reuters)