Carrefour (CRFB3): Citi mantém recomendação de compra para as ações, mas corta preço-alvo

Apesar de encontro positivo com administração da supermercadista, o banco optou por cortar o preço-alvo para a companhia após revisão de estimativas

Camille Bocanegra

Atacadão (Foto: Divulgação/Carrefour Brasil)

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Apesar de impressão positiva após encontro com administração do Carrefour (CRFB3), o Citi optou por revisar suas estimativas para o nome e reduziu o preço-alvo de R$ 14,50 para R$ 13,00 para as ações da companhia, ainda que mantendo recomendação de compra para os ativos. Em um dia de baixa para as ações de consumo e em reação ao corte do preço-alvo, as ações caiam 3,15% às 15h54 (horário de Brasília) desta quinta-feira (21), cotadas a R$ 8,93.

O banco elaborou relatório sobre encontro com a CEO da área imobiliária do Carrefour, Liliane Dutra, e a Diretora de Relações com Investidores, Marcela Bretas.

Na análise, o Citi destacou que há robusto potencial de desenvolvimento em áreas de propriedades ainda não exploradas, considerando que apenas 15% do que pertence à companhia é usado.

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“O varejo de alimentos tem sido uma classe de ativos imobiliários resiliente, a qual, combinada com um componente pesado de serviços para o resto do portfólio, forma um portfólio forte no final das contas”, diz o banco.

Ainda assim, explica o Citi, mesmo que isso pudesse significar insumos para revisões para o papel, o timing da operação ainda não é claro e, portanto, ainda é necessário aguardar mais detalhes.

“Nos estamos revisando nossas estimativas de crescimento e modelando -4,1% SSS para o terceiro trimestre de 2023 para Atacadão, considerando o mercado difícil no curto prazo, com deflação de alimentos e ventos contrários de volume”, diz a análise.

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Isso poderia, no entanto, significar que o Atacadão poderia ganhar mercado mas ainda desempenharia pior que seu concorrente, Assaí, de acordo com o relatório. Outro ponto destacado é a expectativa de que margens sofram no trimestre, em razão da alavancagem operacional.

Revisão de estimativas

Em razão do menor crescimento e da alavancagem, o banco optou por reduzir as estimativas de lucros em 15% para 2024 e 9% para 2025.

O preço-alvo foi cortado  após a revisão das estimativas. Apesar disso, a recomendação de compra é mantida, com a ressalva de “high risk”, porque o banco acredita que o pior cenário já está precificado com a negociação do papel a múltiplos de 10,3x P/E para 2024.