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Para Credit Suisse, dólar tem espaço para ir a R$ 3,70 - mas pode haver "barulho" no curto prazo

"Apesar do timing de votação do 2º turno da Camara ter decepcionado, o resultado da primeira votação e a proposta que foi votada mais do que compensaram", avalia o Credit

Dólar
(Shuttestock)

SÃO PAULO - Apesar da conclusão ter ficado para agosto, a aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno foi uma ótima notícia para o mercado e ajudou no recuo do dólar na primeira quinzena da julho. Mesmo assim, analistas veem espaço para a moeda cair mais um pouco.

Em relatório, Alvise Marino, analista do Credite Suisse, diz que mantém sua "visão construtiva", com preço-alvo do dólar em R$ 3,70. "Apesar do timing de votação do 2º turno da Camara ter decepcionado, o resultado da primeira votação e a proposta que foi votada mais do que compensaram", avalia.

Ele destaca que, no preço atual dos R$ 3,80 e o nível de volatilidade média de um ano próximo da mínima de 2014, ainda há potencial para o real se valorizar. Por outro lado, o analista acredita que, no curto prazo, ainda pode haver muito "barulho" no mercado.

No relatório, o Credit ainda destaca que o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na semana passada ajudou o real a se valorizar, o que trouxe uma percepção de que o valuation é relativamente atrativo. Apesar de manter um discurso parecido com suas falas recentes, Powell deu uma abertura maior para um corte de juros em breve nos Estados Unidos.

O analista, por outro lado, aponta para alguns pontos de cautela, em especial a possibilidade do Banco Central cortar a taxa básica de juros na próxima reunião de 31 de julho. Caso isso ocorra, Marino afirma que os investidores poderiam usar o dólar como hedge (proteção) para suas posições em ações.

No último fim de semana, analistas do Morgan Stanley também se mostraram otimistas com o real após a aprovação do texto-base da reforma da Previdência na Câmara.

No relatório, eles avaliam que o real ainda oferece um prêmio de menor risco após o avanço da reforma levar a queda nas posições vendidas na moeda brasileira.

Com isso, o Morgan acredita que o dólar possa cair para R$ 3,65 nas próximas semanas se a economia da Previdência for de R$ 700 bilhões ou mais. Por conta disso, o risco de a moeda americana não seguir o movimento de queda ante o real está relacionado à possível desidratação da reforma.

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