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Dólar comercial sobe pela 6ª sessão seguida e renova máxima desde 28 de março

Moeda operou no vermelho quase o dia todo, mas conseguiu reverter por conta do cenário externo ruim e com novas intervenções do BC

SÃO PAULO - Após operar em queda durante praticamente toda a sessão, o dólar comercial reverteu seu sinal nos últimos momentos do dia e alcançou sua sexta alta consecutiva, valorizando-se em 0,06% e terminando esta quinta-feira (6) cotado a R$ 1,660 na venda. Dessa forma, a moeda renovou sua cotação máxima desde 28 de março, quando fechou a R$ 1,664. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,6566 na venda, queda de 0,10%.

A divisa norte-americana manteve-se no vermelho por quase todo o intraday, corrgindo a apreciação acumulada nas sessões anteriores. Contudo, a piora do cenário externo após o discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, e as novas compras de dólares realizadas pelo Banco Central deram forças para o dólar subir por mais um dia.

Por aqui, o BaCen realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista, com taxa de corte de R$ 1,6573, com começo às 15h53 (horário de Brasília) e término às 15h58. A autoridade monetária comprou US$ 73 milhões nesse tipo de operação nos dois primeiros dias de setembro, informou o BC.

No front interno, chamou a atenção a divulgação da Ata do Copom (Comitê de Política Econômica) mostrando a importância da aposta dos mesmos em uma política fiscal mais restritivas. Por fim o BC divulgou que o fluxo cambial dos dois primeiros dias do mês registrou saldo positivo de US$ 5,271 bilhões.

Estados Unidos
O mercado refletiu o discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, que reiterou o compromisso da instituição em estimular a recuperação econômica, mas sem anunciar nenhuma proposta específica, frustrando o mercado. Assim, a expectativa é para o discurso de Barack Obama, presidente norte-americano, na noite dessa quinta.

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) faz pressão para que novas medidas sejam adotadas, após reduzir suas perspectivas de crescimento econômico para as principais potências econômicas mundiais. 

Além disso, destaque para a agenda econômica daquele país. Destaque para o Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana, registrando 414 mil novos pedidos, abaixo das expectativas do mercado. Já o Consumer Credit revelou avanço ajustado sazonalmente de US$ 12 bilhões, acima das expectativas do mercado. Por fim, o déficit na balança comercial norte-americana recuou entre junho e julho, ficando abaixo do teto estimado por analistas. 

Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6590 na compra e R$ 1,6600 na venda, leve alta de 0,06% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 4,21% em setembro, frente à alta de 2,64% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,37%.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro segue o dia cotado a R$ 1,673, leve alta de 0,09% em relação ao fechamento de R$ 1,671 da última terça-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, opera em leve baixa de 0,15%, atingindo R$ 1,680 frente à R$ 1,683 do fechamento de terça-feira. 

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6568000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,85 para novembro de 2011, estável em relação ao que foi registrado na sessão anterior.

 

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