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BTG traça horizonte positivo para elétricas e destaca 4 catalisadores para o 2º semestre

Banco escolhe Equatorial, Eletropaulo e Energias do Brasil como top picks do setor e vê reservatórios terminando 2015 em 30% da capacidade graças à estagnação econômica

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SÃO PAULO – Em relatório, o BTG Pactual, reiterou o bom desempenho das companhias de energia elétrica mais expostas ao segmento de distribuição e manteve o call: “é o melhor lugar para ficar”. As ações com maior potencial de alta segundo o banco de investimentos são Equatorial (EQTL3), Eletropaulo (ELPL4) e Energias do Brasil (ENBR3). Para o banco, os retornos melhores e o fim das tarifas subsidiadas de energia são drivers de bom desempenho e, melhor que isso, as ações de distribuidoras de energia continuam mais baratas que as demais no setor e ainda expostas a melhorias no curto prazo. 

O research assinado por Antonio Junqueira, João Pimentel e Júlia Ozenda lembra que a Celpa está lutando para um reconhecimento maior das perdas regulatórias ao mesmo tempo em que Eletropaulo e Energias do Brasil ainda podem se beneficiar da revisão das tarifas de energia que continua ocorrendo. 

As companhias elétricas em geral sofreram em 2012 com a Medida Provisória 579, que fez com que as empresas renovassem os contratos de concessão com o governo sob o compromisso de não elevar os preços da energia. Com o choque na oferta causado pela seca, obrigando as companhias a comprar energia de termelétricas, mais caras do que as hidrelétricas, os custos ficaram maiores e não puderam ser repassados aos preços, trazendo grandes prejuízos para o setor, que, teoricamente, é um dos mais seguros e previsíveis da Bolsa. 

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O BTG ainda aumentou as recomendações de Alupar (ALUP11) e Copel (CPLE5) de volta para compra e mostrou que bons ventos estão vindo para o setor de energia. Alupar estaria operando com uma atrativa TIR (Taxa Interna de Retorno) de 9% de rentabilidade real, ou seja, subtraindo-se a inflação. Já a Copel pode ver sua TIR de 11% se beneficiar do fim dos descontos nas tarifas. 

Estagnação ajuda reservatórios
Em situação de perigo por conta da seca, os reservatórios brasileiros estão se beneficiando da fraca economia brasileira e da alta nos preços das tarifas de energia, que reduzem o consumo. Para o BTG, se a demanda continuar baixa até o fim de 2015 e as chuvas ficarem dentro da média histórica para a estação seca, os reservatórios podem chegar ao fim de 2015 com 30% da capacidade, contra os 21% de 2014. 

Em maio, os reservatórios brasileiros terminaram o mês operando com 36,9% da capacidade, que a equipe de análise do BTG considera como “consideravelmente mais” do que os 20,6% registrados em janeiro e apesar dos níveis pluviométricos decepcionantes do verão.

4 eventos positivos no 2º semestre
Na segunda metade de 2015, há quatro eventos que podem ocorrer que serão benéficos às ações de elétricas. São eles:

1. Resgate da GSF
Operação que enfrenta oposição da equipe técnica da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Apesar disso, o conselho da agência pode mudar a opinião dos técnicos e levar a um resgate que será menor do que as empresas esperam. 

2. Pagamentos residuais
Com os cálculos do RBSE perto de serem concluídos, podem sair os pagamentos que são importantes para Eletrobras e Transmissão Paulista. 

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3. Revisão tarifária
A revisão das tarifas da Eletropaulo e da Celpa deve ocorrer em julho. Os números preliminares já saíram, mas o órgão regulador, a Aneel, pode ainda mudar alguns detalhes, como a base de ativos a serem regulados e a parcela B. O BTG lembra que em outubro a Energias do Brasil devem ter revisão das tarifas também. 

4. Privatização
A privatização das concessões de distribuição da Eletrobras é a questão mais importante agora e deve começar no segundo semestre. Vale lembrar que a companhia controla oito concessões e a venda dos ativos pode criar oportunidades para concessões melhores administradas.