Destaques da Bolsa

Braskem sobe forte com reunião de Guedes em Davos; BRF cai com má notícia vinda da Arábia Saudita

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (22) 

SÃO PAULO – A bolsa brasileira tem um dia de leve queda acompanhando os temores internacionais com a desaceleração da economia, o que afeta blue chips como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3;PETR4) enquanto que o noticiário corporativo é movimentado.

Os investidores estão especialmente atentos à agenda de Paulo Guedes, em Davos, que pode destravar união entre Braskem e LyondellBasell. A petroquímica tem forte alta na Bolsa. Enquanto isso, Magazine Luiza e B2W têm um novo dia de queda com a confirmação da expansão da Amazon no Brasil. Confira os destaques do mercado nesta terça-feira (22):

Braskem (BRKM5)

Segundo informa o jornal O Estado de S. Paulo, o ministro da Economia, Paulo Guedes começa agenda em Davos nesta terça com reunião que pode destravar a tentativa de unir Braskem e a holandesa LyondellBasell.

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Em dezembro, a Bloomberg noticiou que LyondellBasell pretendia realizar oferta pela empresa neste ano, mas tinha intenção, antes, de falar com o novo governo brasileiro, segundo fontes a par do assunto.

Vale (VALE3)

As ações da Vale repercutem a baixa do minério de ferro, com a commodity negociada em Dalian registrando queda de 1,8%, a US$ 74,60. 

Por outro lado, em relatório, os analistas do Bradesco BBI reforçaram a visão positiva para VALE como um dos top picks na cobertura do setor de commodities para 2019 devido a cinco fatores: i) virada na divisão de metais básicos com expectativa de redução de custos e ganhos de eficiência de US$ 140 milhões; ii) dividendos + recompras que podem chegar a US$ 7 bilhões no ano, iii) potenciais fusões e aquisições em geração de energia ou em infra; iv) expectativa de que o minério negocie este ano em uma média de US$ 65 a tonelada, nível ainda bastante saudável, v) potenciais mudanças na base de acionistas com potencial saída total ou parcial da Litel e BNDES (mas também potencial aumento de participação pela Mitsui ou ate entrada de novo grupo de acionistas) e vi) resolução da Samarco finalmente em vista, podendo voltar à operação em 2020.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras registra queda de olho na baixa dos preços do petróleo, que caem cerca de 2% em meio aos temores sobre desaceleração econômica na China. 

Já no radar da estatal, o professor Nivio Ziviani foi indicado pelo governo federal para exercer o cargo de membro do Conselho de Administração da Petrobras. A companhia recebeu a comunicação de seu acionista controlador e agora a indicação passará pelos procedimentos internos de governança corporativa, incluindo análises de conformidade e integridade necessárias ao processo sucessório da estatal. 

De acordo com a Petrobras, Ziviani é graduado em engenharia mecânica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com mestrado em informática pela PUC-RJ e PhD em ciência da computação pela Universidade de Waterloo (Canadá). A nota da companhia informa que o professor é especialista em tecnologia da informação, sendo “destacado acadêmico e empreendedor”.

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BRF (BRFS3) e JBS (JBSS3)

A BRF e a JBS, que mais cedo subiam forte com a notícia da Reuters de que o Ministério de Comércio da China aceitou uma proposta apresentada por exportadores brasileiros de carne de frango com o objetivo de encerrar uma disputa antidumping, agora registram um revés na Bolsa com uma má notícia vinda da Arábia Saudita. 

Enquanto a JBS diminuiu a alta, a BRF chegou a cair 5% após notícia de que a Arábia Saudita suspendeu a importação de carne de frango de 33 frigoríficos brasileiros. Entre as unidades descredenciadas estariam frigoríficos da BRF e JBS.

A desautorização de plantas foi causada por supostos problemas técnicos, comunicou a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal); as unidades ainda não foram identificadas. 

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Embraer (EMBR3)

O Credit Suisse reduziu a recomendação para a Embraer de outperform para neutro, com preço-alvo de US$ 24 para o ADR, considerando o novo guidance menos favorável, além de um cenário de longo prazo mais cauteloso para a empresa pós joint-venture. 

TIM Participações (TIMP3)

 A TIM antecipou o pagamento de juros sobre capital próprio no valor de R$ 380 milhões, inicialmente previsto para 28 de janeiro, para o dia 24. O valor bruto por ação é de R$ 0,156997806.

Carrefour Brasil (CRFB3)

As vendas totais do Carrefour tiveram alta de 14,9%, para R$ 10,7 bilhões, no quarto trimestre. As vendas nas mesmas lojas subiram 7,4%, no maior aumento trimestral desde o o primeiro trimestre de 2017. A meta anual de 20 novas lojas foi atingida, com seis novas lojas e duas operações de atacado inauguradas nos últimos três meses de 2018. O ritmo de abertura de novas lojas será mantido em 2019. 

“Os dados foram neutros. Embora as vendas nas mesmas lojas do Atacadão tenham superado nossas expectativas, acreditamos que o patamar já estava alto, especialmente depois que o Assaí, seu principal concorrente, reportou 8,9% de SSS”, avaliam os analistas do Itaú BBA.

Banco Pan (BPAN4)

De acordo com a Coluna do Broad, do Estadão, a Caixa Econômica Federal tem pressa em vender sua participação no banco Pan (ex-Panamericano), mas ainda não decidiu o formato. Os caminhos são oferecer para um parceiro estratégico ou partir para uma oferta de ações (follow-on), uma vez que a instituição tem capital aberto.

Magazine Luiza (MGLU3) e B2W (BTOW3)

A Amazon lança nesta terça uma série de novidades para o mercado brasileiro. A partir de agora, 11 categorias de produtos serão vendidas e entregues pela empresa (no modelo chamado 1P ou venda direta), incluindo 4 inéditas no país: Brinquedos, Bebês, Beleza e Cuidados Pessoais. Desde o ano passado essa expansão era aguardada no mercado brasileiro, mas a empresa afirma que o momento do lançamento não tem relação com a conjuntura econômica do país – apenas com maturidade do negócio em si.

Até hoje, a única categoria em que a empresa trabalhava no modelo “vendido e entregue pela Amazon” no Brasil era a de livros. A expansão coloca a varejista em outro patamar no mercado nacional, e pode ser considerada uma ameaça a nomes consolidados, como B2W (cuja ação caiu 3,26% na segunda, com os rumores sobre a novidade) e Magazine Luiza (queda de 4,13%).

Contudo, nesta sessão, a baixa dos papéis é menos significativa, em meio à avaliação de que  o impacto da entrada da Amazon na venda direta no Brasil será limitado para a B2W e Magazine Luiza, pois as empresas estão à frente ao desenvolver um sistema de logística completo para as entregas do varejo on-line, valorizando a experiência do usuário e acoplando soluções de produtos financeiros.

“Para efeito de comparação, a B2W possui 15 centros de distribuição e Via Varejo tem 26. Acreditamos que a ameaça do gigante americana Amazon não é tão grande, porque o cenário competitivo e a logística são bem diferentes no mercado local, afinal aqui é o Brasil”, destaca a equipe de análise da Levante. 

Suzano (SUZB3)

A Suzano anunciou novos preços de tabela para embarques de celulose para todas as regiões (Ásia, Europa e América do Norte), com vigência imediata. O preço para a Ásia é de US$ 780 a tonelada, US$ 1.010 na Europa e US$ 1.210 para a América do Norte. 

“Consideramos este anúncio como positivo, dado que i) o novo preço anunciado para a Ásia é US$ 30 a tonelada mais alto do que os atuais preços FOEX para a China (cerca de US$ 750 a tonelada); e ii) reforça o compromisso da empresa com a estratégia de ‘valor’ de longo prazo, uma vez que a Suzano optou por não reduzir seu preço de venda nos mercados à vista”, apontam os analistas do Itaú BBA. Eles mantêm a recomendação outperform para a Suzano e para a Klabin, e tem preferência por esta última no curto prazo.

(Com Agência Estado e Agência Brasil)

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