Emissão de bonds

Brasil anuncia captação externa com títulos da dívida de vencimento em 2029 e 2050

Segundo o Tesouro Nacional, o objetivo da operação é melhorar a eficiência e consolidar benchmarks da curva denominada em dólares

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(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Brasil prepara captação externa, por meio da emissão de títulos no mercado internacional, com bonds com vencimentos em 2029 e em 2050. A transação envolve reabertura da emissão em dólares de títulos de 2029 e cupom 4,5% global, e lançamento dos bônus soberanos para 2050, segundo prospecto preliminar. O prospecto não informa montante da oferta.

O bond com vencimento em 2050, com aproximadamente 30 anos de prazo, será a partir de agora o título da dívida externa com prazo mais longo. Até o momento, o papel com maior prazo de resgate vencia em 2047.

A operação será liderada por BNP Paribas, Citibank e Goldman Sachs.

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Segundo o Tesouro Nacional, o objetivo da operação é melhorar a eficiência e consolidar benchmarks da curva denominada em dólares. O resultado das emissões no mercado externo sairá hoje, no fim do dia, e das recompras na terça-feira (5).

Concomitantemente às duas operações, serão recomprados títulos com vencimentos em 2027, 2030, 2034, 2037, 2041, 2045 e 2047.

Título Vencimento Cupom (% ao ano) – Estoque em mercado (US$ milhões):

Global 2027 – 15/05/2027 – 10,125 823
Global 2030 – 06/03/2030 – 12,250 240
Global 2034 – 20/01/2034 – 8,250 1.404
Global 2037 – 20/01/2037 – 7,125 1.825
Global 2041 – 07/01/2041 – 5,625 2.366
Global 2045 – 27/01/2045 – 5,000 3.550
Global 2047 – 21/02/2047 – 5,625 3.000

Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, o Brasil deve buscar a captação de US$ 500 milhões com a reabertura de bonds com vencimento em 2029.

Por meio do lançamento de títulos da dívida externa, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores internacionais com o compromisso de devolver os recursos com juros.

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Os recursos captados no exterior são incorporados às reservas internacionais do país. De acordo com o Tesouro Nacional, as emissões de títulos no exterior não têm como objetivo principal reforçar as divisas do país, mas fornecer um referencial para empresas brasileiras que pretendem captar recursos no mercado financeiro internacional.

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(Com Agência Brasil)