Nova empresa será criada

BR Distribuidora e Americanas fecham parceria em lojas de conveniência; analistas destacam operação “ganha-ganha”

Ambas terão participações de 50% em um nova empresa a ser constituída, que contará com estrutura profissional e de governança corporativa próprias

A BR Distribuidora (BRDT3) e a Lojas Americanas (LAME4) anunciaram nesta quinta-feira (25) parceria para a integração das lojas de conveniência BR Mania e Local, que será efetivada por meio da criação de uma nova sociedade, cujo capital social será detido pelas duas companhias. Ambas terão participações de 50% na nova empresa a ser constituída, que contará com estrutura profissional e de governança corporativa próprias.

“Para a criação dessa sociedade, foi considerado um Enterprise Value de até R$ 995 milhões, que considera o aporte da Rede de Franquias BR Mania e das lojas Local. Além disso, a transação inclui um pagamento pela Americanas de até R$ 305 milhões, na forma de um aporte na nova empresa de aproximadamente R$ 252 milhões e um pagamento de até R$ 53 milhões de parcela variável à BR, com base em metas de performance. O objetivo é maximizar o desempenho operacional e financeiro dos negócios de conveniência Local e BR Mania, com base em metas de performance”, apontam as companhias em comunicado.

O modelo de operação, por sua vez, prevê tanto lojas franqueadas como operação própria dos pontos de venda. Atualmente a BR Distribuidora conta com aproximadamente 1.200 lojas no formato BR Mania, operadas por franqueados, e a Lojas Americanas possui 55 lojas próprias Local.

As companhias apontaram que, com o negócio celebrado entre BR Distribuidora e Americanas, será possível oferecer uma nova proposta de valor para consumidores, franqueados, revendedores e atendentes das lojas. “A BR Distribuidora e a Americanas têm ativos e competências muito complementares para liderarem um ciclo de forte geração de valor e crescimento no segmento de conveniência e proximidade em lojas de rua”, avaliam.

A formalização da parceria e fechamento da operação depende do cumprimento de condições usuais para transações desta natureza, incluindo a obtenção de autorização pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Os analistas do Credit Suisse e do Bradesco BBI destacaram o negócio como positivo, ainda que o tamanho da operação não seja tão relevante para a BR Distribuidora. Contudo, para o Credit, é uma operação que tem potencial de crescimento no futuro, enquanto o BBI apontou que, qualitativamente, a parceria é importante para o longo prazo, pois diversificará o portfólio da BR para torná-la um negócio mais sustentável para um futuro com menor consumo de combustíveis fósseis.

O Morgan Stanley também avalia a transação como positiva para a BR Distribuidora, apontando a oportunidade de geração de valor na operação direta das lojas junto com um parceiro experiente. Já para a Lojas Americanas, a transação aprofunda o foco da empresa no segmento de lojas de conveniência, que os analistas do banco veem como uma área de crescimento.

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