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Bolsas em Nova York têm pior ano desde 2008; empresas de tecnologia lideraram as perdas

A Nasdaq amargou as piores perdas de 2022, recuando 33,1% no período

Equipe InfoMoney

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No último pregão do ano em Wall Street, as Bolsas americanas voltaram a cair e selaram seu pior ano desde 2008. É  a primeira vez em três anos que os índices acumulam saldo anual negativo.

Nesta sexta-feira, o Dow Jones fechou em baixa de 0,2%, enquanto o S&P 500 e a Nasdaq recuaram, respectivamente, 0,3% e 0,1%. Mesmo fechando o dia próximos da estabilidade, a queda acumulada ao longo do ano é o que chama atenção.

A Nasdaq amargou as piores perdas de 2022, recuando 33,1% no período. O S&P 500 caiu 19,4% e o Dow Jones, 8,8%.

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O cenário inflacionário persistente e a alta de juros pelo Federal Reserve alimentou o sentimento de aversão ao risco do investidor ao longo do ano. Preocupações com tensões geopolíticas, o vaivém da Covid  e indicadores econômicos voláteis entornaram o caldo.

Analistas ouvidos pela CNBC acreditam que o mercado vai continuar em modo bear (em baixa) ao longo do primeiro semestre de 2023.

“Acho que podemos ter um primeiro trimestre atribulado e, dependendo do Fed, pode durar um pouco mais do que isso”, disse Art Cashin, do UBS, em entrevista à emissora.

Empresas de tecnologia tiveram as maiores perdas de 2022

Com a maior inflação dos últimos 40 anos nos Estados Unidos e o início do ciclo de aperto monetário no último mês de março, as ações de tecnologia foram as que mais apanharam em Wall Street no ano de 2022.

A lista de maiores perdas inclui nomes menos conhecidos do investidor brasileiro, mas também trouxe as big techs. Até a última quarta-feira, as ações da Generac Holdings, de tecnologia para o setor energético, encabeçava as perdas do S&P 500, recuando 74%.

A empresa de aplicativo de encontro Match Group vinha em seguida, caindo 70%. Esse também foi o percentual de queda da Tesla, de Elon Musk, até então.

Além da demanda mais fraca por carros elétricos, outras questões estão no radar da empresa, como a venda por Elon Musk de ações da companhia para financiar a aquisição do Twitter.

Desde seu IPO em 2010, a Tesla havia caído somente em um outro ano – quando recuou 11% em 2016.

As ações da Meta, dona do Facebook, recuavam cerca de 65% em 2022, no que deve ser o pior ano para os papéis.

A empresa tem sofrido com a desaceleração econômica global, a concorrência do aplicativo chinês de vídeos curtos TikTok, as mudanças de privacidade da Apple, preocupações com gastos no metaverso e a ameaça de regulamentação.

Em novembro, a Meta disse que cortaria mais de 11 mil empregos, ou 13% de sua força de trabalho, em meio à queda de publicidade e à inflação elevada.

O papel caiu quase 25% apenas em 27 de outubro, depois que a empresa previu um último trimestre fraco e mais custos no próximo ano. A receita do terceiro trimestre caiu 4%.

Entre as ações de grandes empresas de tecnologia e crescimento, Apple, Microsoft , Alphabet – dona do Google – e Amazon perderam entre 27% e 50% até agora este ano.

Empresas de energia encabeçaram ganhos no ano

As ações do setor de energia foram as que mais subiram em 2022. O ano foi marcado pela elevação no preço do petróleo, sobretudo no primeiro semestre do ano, quando explodiu a guerra na Ucrânia.

Nem mesmo o arrefecimento no preço das matérias-primas, com um temor de recessão nos últimos meses, impediu que as petroleiras encabeçassem o ranking. Ainda que as cotações tenham recuado nas últimas semanas, ainda estão maiores do que no ano passado.

Até os preços de fechamento da última sexta-feira, as ações do setor de energia acumulavam alta de cerca de 60% no ano – uma performance bem acima de qualquer outro setor listado na Bolsa.

A Occidental Petroleum foi a maior alta do S&P 500, com uma alta de 122%. Em seguida, a Constellation Energy, com alta de mais de 100%. A Hess, em terceiro, subiu 94%.

A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), prevê que o  resultado líquido das empresas de energia somem mais de US$ 4 trilhões em 2022, o dobro do ano passado. No terceiro trimestre, 81% dessas empresas reportagem números melhores que o esperado pela Factset.

(Com agências internacionais)