Bolsas da Europa oscilam perto da estabilidade, em cenário de incerteza sobre juros e atividade

As varejistas de produtos esportivos emergiam como destaque negativo nos mercados do Velho Continente, depois que a Nike reduziu as projeções para o próximo ano

Estadão Conteúdo

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As Bolsas da Europa oscilam perto da estabilidade na primeira etapa do último pregão da semana, sem muito ímpeto, em meio a um quadro de renovadas incertezas sobre o pulso da economia e a trajetória de juros na região.

Por volta das 6h15 (de Brasília), o índice Stoxx 600, que reúne as principais ações europeias, recuava 0,16%, a 476,20 pontos.

As varejistas de produtos esportivos emergiam como destaque negativo nos mercados do Velho Continente, depois que a Nike reduziu as projeções para o próximo ano e alimentou temores sobre a demanda para o setor. Em Frankfurt, Adidas e Puma recuavam 5,48% e 4,76%, respectivamente, enquanto o índice DAX baixava 0,05%.

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O volume de negócios encolheu sensivelmente ao longo da última semana, com investidores já no clima das festas de fim de ano. O período costuma ser marcado por valorização nos mercados, no fenômeno apelidado de “rali do papai noel”.

Desta vez, o movimento chegou a ser amplificado pelas expectativas por relaxamento monetário nas principais economias do globo, mas o ímpeto arrefeceu desde ontem, quando o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, avisou que ainda é cedo para discutir cortes de juros.

Em Londres, o índice FTSE 100 avançava 0,02%. O Reino Unido informou hoje que as vendas no varejo do país subiram 1,3% em novembro ante outubro, mas o Produto Interno Bruto (PIB) teve inesperada queda de 0,1% no terceiro trimestre ante o anterior. O resultado ameaça jogar a economia britânica em um cenário de recessão técnica, caracterizado por dois trimestres consecutivos de contração na atividade.

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A Capital Economics prevê que essa situação se concretizará, embora a retração deva ser leve. “Independentemente de haver ou não uma pequena recessão, o panorama geral é que esperamos que o crescimento real do PIB permaneça fraco ao longo de 2024”, projeta.

Na Espanha, por outro lado, o PIB cresceu 0,3% no terceiro trimestre ante o anterior e 1,8% no confronto anual, em linha com as previsões de analistas consultados pela FactSet. Neste ambiente, o índice Ibex 35, de Madri, caía 0,15% no horário citado acima.

No geral, investidores aguardam a divulgação, nesta manhã, do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA, a métrica de inflação preferida do Federal Reserve (Fed), além das expectativas inflacionárias medidas pela Universidade de Michigan.

Entre outras praças, a Bolsa de Paris subia 0,04%, Milão marcava desvalorização de 0,04% e Lisboa subia 0,17%. No câmbio, o euro caía a US$ 1,1008, mas a libra subia a US$ 1,2698. O índice DXY, que mede o dólar ante seis rivais fortes, baixava 0,15%, a 101,732 pontos.