Bolsas da Europa fecham sem sinal único, observando falas de dirigentes e indicadores

Indicadores mistos da China publicados mais cedo na sexta-feira estiveram sob análise

Estadão Conteúdo

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As bolsas da Europa fecharam sem sinal único nesta sexta-feira, 15, em sessão que seguiu a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), e que esteve atenta aos comentários de dirigentes da autoridade. Após comentários sinalizando poucas discussões sobre corte de juros por parte da presidente Christine Lagarde na quinta-feira, outras declarações de dirigentes sugeriram que o corte de taxas pode estar nos planos dos próximos encontros. Além disso, indicadores deram sinalizações sobre a atividade.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,01%, a 476,61 pontos.

O dirigente do BCE e presidente do BC de Portugal, Mário Centeno, afirmou que os cortes de juro na zona do euro acontecerão “mais cedo do que o antecipado” e não é mais uma questão de “se”, mas de “quando”. Em evento, Centeno disse que a revisão das projeções de inflação, prevendo uma queda mais acentuada do que projetado anteriormente, abrirá margem para relaxamento monetário. Centeno confirmou que os dirigentes não discutiram cortes na última reunião monetária, porém, ressaltou que esta é uma opção “sobre a mesa” para os próximos encontros, embora a decisão siga dependente dos dados.

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Indicadores mistos da China publicados mais cedo na sexta-feira estiveram sob análise, com alta acima do previsto na produção industrial do país, mas frustração nas vendas no varejo em novembro. Já o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro recuou a 47,0 na preliminar de dezembro, quando analistas previam 48,1. Apenas na Alemanha, o PMI composto caiu a 46,7 na prévia de dezembro. Já no Reino Unido, houve alta no PMI composto a 51,7, acima da previsão de 51,3.

Para o Bank of America (BoFA), os principais movimentos dinâmicos que regem o mercado na região neste momento são a corrida entre o abrandamento da inflação e o enfraquecimento do crescimento. “Desde o início de Novembro, a inflação abrandou mais do que o esperado, levando a uma forte reavaliação das expectativas do banco central, o que impulsionou o mercado”, aponta. No entanto, “a nossa análise sugere que são necessários cerca de 18 meses para que o efeito total do aperto monetário no ciclo macro se materialize, o que significa que, em vez de enfrentar uma melhoria das perspectivas de crescimento, a economia está perto de sentir o impacto total dos aumentos agressivos de taxas”, avalia.

Como consequência, o BofA continua negativos em relação às ações europeias, com uma queda implícita de 19% para o Stoxx 600 a 390 em meados do ano que vem como projeção.

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Nesta sexta, o FTSE 100 caiu 0,91% em Londres, a 7.576,36 pontos. Em Madri, o Ibex35 recuou 0,73%, a 10.097,30 pontos. Já o PSI 20 recuou 1,21% em Lisboa, a 6.426,97 pontos. Em Frankfurt, o DAX ficou estável a 16.751,44 pontos. Por outro lado, o CAC 40 subiu 0,28% em Paris, a 7.596,91 pontos, e o FTSE MIB avançou 0,05% em Milão, a 30.373,89 pontos.