Blau (BLAU3): Goldman Sachs rebaixa recomendação para venda e corta preço-alvo por “incertezas operacionais”

Análise destacou que ganhos devem permanecer fracos e que geração de caixa ainda ficará aquém das expectativas

Camille Bocanegra

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O Goldman Sachs rebaixou a Blau Farmacêutica (BLAU3) de neutro para venda, considerando que “fraqueza nos ganhos persistirá”. O preço-alvo também foi cortado de R$ 23,00 para R$ 14,00, uma queda de 14% em relação aos níveis atuais.

Na análise, o banco realizou cortes nas estimativas de lucro para o nome, projetando ganhos 25% e 28% inferiores para 2024 e 2025, respectivamente. Dentre as razões que motivam os cortes estão as vendas de imunoglobulina em patamar mais baixo que o esperado para o terceiro trimestre de 2023. O banco não espera que haja recuperação no curto prazo e trabalha com a projeção de crescimento zero para 2024.

Além disso, incertezas operacionais marcam a análise, como níveis de rentabilidade mais baixos, principalmente por alavancagem operacional, e impactos de margem mais fortes que o esperado de PDA.

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O crescimento a longo prazo é outro ponto de dúvida para analistas. Em seu Investor Day, a companhia mencionou a possibilidade de adiar a construção da planta de fabricação P1000. O adiamento seria motivado pelo crescimento pós-pandemia e geração de caixa muito aquém das expectativas da Blau.

De acordo com o Goldman Sachs, o movimento aumentou “a incerteza sobre as perspectivas de crescimento a longo prazo impulsionadas pelo pipeline da empresa, que agora excluímos de nossas previsões”

Por projetar menores receitas e rentabilidade, o banco estrangeiro considera que há risco de queda de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) em 14% e 16% para 2024 e 2025, em relação às estimativas da Bloomberg.

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Por isso, a Blau apresentaria “avaliação elevada que acreditamos não levar adequadamente em consideração a fraqueza dos ganhos a curto prazo, a incerteza de crescimento a longo prazo e um desconto de liquidez”.

Por fim, o Goldman considera que a companhia, negociando a 13,7 vezes o preço sobre o lucro (P/L), apresenta prêmio de 20% em relação à Hypera (HYPE3), que negocia a 11,3 vezes o P/L.

“Ao normalizar para a taxa de imposto efetiva da HYPE3, BLAU3 é negociada com um desconto de 14%, o que acreditamos que deveria ser maior para, pelo menos, contabilizar a menor liquidez das ações”, explica.

Os papéis da Blau encerraram a sessão de ontem com queda de 3,73%, cotadas a R$ 15,73.