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Bitcoin ainda não é uma ameaça e o dólar continuará a moeda dominante, diz dirigente do Fed

Presidente do Fed de St. Louis participou do maior evento de criptomoedas do mundo

Bitcoin
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Pode parecer contraditório, mas o Federal Reserve (muitas vezes chamado de Banco Central dos Estados Unidos) teve um de seus diretores apresentando um painel durante a Consensus, o maior evento de criptomoedas do mundo. E mesmo que a ideia de um BC neste mundo vá diretamente contra ao "ideal" das moedas digitais, muita gente parou para ouvir o que James Bullard tinha para falar.

Entre suas análises, o dirigente que comanda o Fed de St. Louis afirmou que o Bitcoin ainda não é uma ameaça ao dólar, fato que foi reforçado em uma entrevista posterior à CNBC. Para ele, a força da moeda norte-americana, sustentada por uma baixa inflação e estando por trás da maior economia do mundo, ajuda na tese de que vai demorar até que algum outro ativo se torne uma ameaça real.

"A tendência para uma moeda não uniforme pode se tornar um problema sério para os EUA, se as criptomoedas forem muito tiverem um grande volume de comércio", disse ele. "Você pode imaginar entrar em uma loja e agora você tem 10 maneiras diferentes ou 100 maneiras diferentes de pagar. Isso é exatamente o que as pessoas não gostaram historicamente. Eles querem uma coisa uniforme - um dólar é um dólar", completou ele ao canal americano.

Em outro ponto, Bullard foi questionado sobre sua presença no evento. Houve uma grande especulação de que o Fed estaria estudando criar sua própria moeda digital. Para ele, porém, não existe nenhuma vantagem em criar um ativo como este agora.

Por fim, o dirigente do Fed mostrou que, para ele, um dos maiores problemas do mercado de criptoativos está na falta de uniformidade, o que permite, por exemplo, que especuladores atuem fortemente nos negócios, o que também afasta consumidores e empresas.

"O problema da taxa entre as exchanges é um grande problema, porque você não sabe como elas vão negociar umas com as outras", disse ele à CNBC. "Isso acontece mesmo com grandes moedas como o iene e o dólar", completou.

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