Câmbio

BC ameaça realizar novos leilões e dólar fecha com queda de 0,66%

Diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes afirmou que o BC não tem meta de câmbio, ou mesmo uma banda de oscilação

SÃO PAULO – Com a alta apresentada na última sexta-feira, o Banco Central passou a cogitar a realização de novos leilões para conter a alta do dólar. Isso fez com que, mesmo sem a ação da autoridade monetária, a moeda norte-americana operasse toda a sessão no campo negativo, fechando esta segunda-feira (10) com queda de 0,66%, cotada a R$ 2,0765 na compra e R$ 2,0773 na venda.

Nesta tarde, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, afirmou que há “um pouco de gordura” na taxa de câmbio neste momento e que ela está acima do modelo calculado pelo BC. Ele ainda disse que o BC tem bastante espaço para oferecer dólares no mercado spot ou de derivativos, conforme a necessidade.

Mendes reforçou que a autoridade monetária está preparada para fornecer liquidez, sobretudo neste final de ano, quando normalmente há escassez de recursos. Confirmando o que alguns analistas projetavam na última semana, o diretor afirmou que o BC não tem meta de câmbio, ou mesmo uma banda de oscilação. Porém, o mercado entende que a autoridade monetária não quer o dólar acima de R$ 2,10 nem abaixo de R$ 2.

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Europa desanima e China surpreende positivamente
No cenário internacional, o futuro político da Itália e a situação fiscal nos EUA são a grande preocupação dos mercados. Ainda na Europa, chama a atenção o andamento da oferta de recompra de dívida grega.

Na Itália, o primeiro-ministro, Mario Montii afirmou no sábado que pretende deixar o cargo logo que o parlamento aprove a legislação orçamental para 2013, o que deve ocorrer até o fim do ano. Esta decisão surgiu no mesmo dia em que Silvio Berlusconi anunciou que vai tentar governar o país novamente.

No continente asiático, a produção industrial da China, bem como as vendas no varejo superaram as previsões dos economistas no mês passado. O índice da indústria subiu 10,1% em novembro ante o ano anterior, contra estimativa de 9,8%. Já o crescimento das vendas foi de 14,9%.

Em contrapartida, as exportações chinesas aumentaram apenas 2,9% em novembro contra o ano passado, em comparação com a expectativa de alta de 9%. Em outubro, o avanço foi de 11,6%. As importações permaneceram estáveis no confronto anual.

Dólar futuro e Ptax  
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro segue o dia cotado a R$ 2,084, leve alta de 0,05% em relação ao fechamento de R$ 2,083 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em fevereiro, porém, segue em leve baixa de 0,07%, atingindo R$ 2,094 frente à R$ 2,096 do fechamento de sexta-feira.

Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0810, alta de 0,03% sobre o último fechamento.