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BB deve reabrir PDV, dor de cabeça para a Ambev e mais 10 notícias no radar

Confira o que é destaque no noticiário corporativo na volta do feriado

Por  Lara Rizério

SÃO PAULO – O noticiário corporativo da volta do feriado é bastante movimentado, com destaque para a volta da negociação dos papéis da Eletrobras em Nova York, a possibilidade do BB reabrir plano de demissão voluntária, o acordo da Petrobras com a Galp, entre outras notícias. Confira os destaques corporativos desta quinta-feira (13): 

Banco do Brasil (BBAS3)
Segundo informações do Jornal O Globo, o Banco do Brasil deve reabrir nos próximos dias um plano de demissão voluntária, com incentivos para quem quiser antecipar a aposentadoria, de forma a cortar custos. No ano passado, a instituição teve a adesão de 5 mil funcionários à iniciativa semelhante. As vagas abertas em decorrência do plano estão sendo fechadas. O BB conta atualmente com cerca de 112 mil empregados.

O BB também está em processo de reestruturação interna e extinguiu duas diretorias, de Crédito Imobiliário e de Relações com Funcionários, que foram transferidas para outras. De acordo com a assessoria de imprensa do BB, as medidas são decorrentes da nova gestão do banco, comandado por Rogério Caffarelli, com foco em melhorar o resultado.

O banco também anunciou na noite de terça-feira a primeira grande mudança na direção sob o comando de Paulo Rogério Caffarelli. O banco promoveu 10 funcionários para o cargo de diretores e remanejou outros cinco diretores para outros postos. O número de 27 diretores permanece o mesmo, além dos nove vice-presidentes, que ainda não foram trocados. A vaga de Osmar Dias na vice-presidência de agronegócios e pequenas empresas permanece vaga.

O BB extinguiu duas diretorias – crédito imobiliário e relações com os funcionários – e criou outras duas em substituição – gestão de entidades ligadas e marketing e comunicação. Os negócios do crédito imobiliário foram incorporados à diretoria de empréstimos e financiamentos. Já os assuntos envolvendo os funcionários passaram para outras duas diretorias, a de gestão de pessoas e a de governança de entidades ligadas. Esta nova área cuidará da relação do banco com empresas nas quais tem participação (como a bandeira Elo, criada em 2011 em sociedade com Bradesco e Caixa) e das quais é patrocinador, como a Previ (fundo de pensão dos funcionários do BB). Para a diretoria de governança de entidades ligadas foi nomeado Cícero Przendsiuk.

Na de marketing e comunicação, assumiu Alexandre Alves de Souza, que era gerente da agência em Nova York. A diretoria de agronegócios, que estava vaga há muito, ficou com Reinaldo Kazufumi Yokoyama. Também foram promovidos a diretores Edson Pascoal Cardozo (empréstimos e financiamentos), Fabiano Macanhan Fontes (soluções de atacado), Fernando Florêncio Campos (mercado de capitais e infraestrutura), Gustavo de Souza Fosse (tecnologia), José Eduardo Moreira Bergo (segurança institucional), Marco Túlio de Oliveira Mendonça (crédito) e Márvio Melo Freitas (controladoria). Adriano Meira Ricci, que era diretor de segurança institucional, foi transferido para a diretoria de reestruturação de ativos operacionais. Carlos Alberto Araujo Netto saiu da diretoria de distribuição São Paulo para a de estratégia de marca. Edmar José Casalatina assumiu a diretoria de micro e pequenas empresas e deixou a de empréstimos e financiamentos. Para a diretoria de distribuição de São Paulo, foi transferido Edson Rogério da Costa, que era diretor de crédito. Wilsa Figueiredo passou a ser a nova diretora de controles internos; antes, estava na diretoria de soluções de atacado.

Ainda no noticiário do estatal, o BNDES será o responsável pela execução e pelo acompanhamento do processo de desestatização da Lotex e da Caixa Instantânea, segundo decreto publicado no Diário Oficial.

O Ministério da Fazenda será responsável pela coordenação e pelo monitoramento dos procedimentos e das etapas do processo de desestatização sem afetar competências do BNDES. O decreto anterior previa que BB seria o responsável pela execução. 

Ambev (ABEV3)
Matéria da Bloomberg desta quinta-feira aponta que a Ambev se prepara para dor de cabeça com mudança em fiscalização. As produtoras brasileiras de bebidas, incluindo grupos que representam Ambev, Heineken e Coca-Cola, estão lutando contra uma mudança no sistema de monitoramento da produção para fins de tributação que, segundo elas, deixará a indústria exposta a fraudes e colocará segredos comerciais em risco.

No novo sistema, chamado Bloco K, as empresas ficarão responsáveis por informar às autoridades tributárias, manualmente, a quantidade de ingredientes comprados e os volumes produzidos por elas, em vez de utilizar o Sicobe – tecnologia de alto custo hoje empregada, que mede os volumes produzidos de forma mecânica e rastreia os produtos finais por códigos de barras. A Receita Federal diz que a mudança é necessária para cortar custos e fazer melhor uso de receita gerada por impostos estaduais e federais. A Ambev, a Coca-Cola e a Heineken não quiseram comentar.

Bradesco (BBDC4)
A Controlada Bradesco Seguros firmou acordo em que Swiss Re Corporate Solutions Brasil Seguros assumirá operações de seguros de P&C (Property and Casualty) e de transportes da Bradesco Seguros (“Seguros de Grandes Riscos”), segundo comunicado.

A Swiss Re passa a ter “acesso exclusivo aos clientes Bradesco para explorar a comercialização dos Seguros de Grandes Riscos”. O Bradesco Seguros passará a deter fatia de 40% na Swiss Re Corporate Solutions Brasil; demais 60% permanecerão com a Swiss Re Corso.

O Bradesco não informou detalhes financeiros da transação, que está sujeita à aprovação das autoridades competentes e demais condições contratuais usuais. A “Swiss Re Corporate Solutions Brasil será a plataforma exclusiva das partes para explorar os produtos de Seguros de Grandes Riscos no Brasil”. O Bradesco Seguros contou com assessoria financeira do Bradesco BBI e assessoria jurídica do Mattos Filho Advogados.

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Petrobras e a petroleira portuguesa Galp assinaram nesta terça-feira um memorando de entendimento com o objetivo de expandir a cooperação entre ambas as companhias, consolidando sua aliança estratégica, afirmou a estatal brasileira de petróleo em comunicado ao mercado.

A partir do documento, a Petrobras explicou que considera potenciais sociedades na exploração, desenvolvimento da produção e infraestrutura de óleo e gás, em regiões de interesse comum em todo o mundo. A Galp é uma das principais parceiras da Petrobras na exploração e produção do pré-sal. 

Aliansce (ALSC3
A Aliansce Shopping Centers informou na última terça-feira que foram cumpridas todas as condições precedentes para compra de fatia de 25% do Shopping Leblon e ocorreu hoje a liquidação financeira da aquisição, pelo preço total de R$ 188,8 milhões.

Com o acordo, a subsidiária Vivaldi Empreendimentos e Participações adquire 100% do capital social da Altar Empreendimentos e Participações, proprietária de 24,62% do Shopping Leblon, de titularidade do Fundo de Investimento em Participações Bali, e fração ideal de 0,48% do Shopping Leblon, de titularidade do RLB Empreendimentos e Participações. 

Oi (OIBR4)
Diversas notícias sobre a Oi agitam a volta do feriado. Em mais uma tentativa de acelerar o processo de reestruturação da operadora Oi, em recuperação judicial desde junho com dívidas declaradas de R$ 65,4 bilhões, o banco de investimento americano Moelis & Company anunciou ontem que está se associando ao empresário egípcio Naguib Sawiris, dono da empresa de telecomunicações Orascom, para apresentar uma plano alternativo de recuperação da operadora. O ‘Estado’ apurou que o investidor estaria disposto a fazer um aporte de, no mínimo, R$ 3 bilhões, na companhia. O banco americano representa uma parte importante dos detentores de títulos da tele.

O valor que poderá ser aportado pelo Grupo Sawiris ainda não está fechado e pode chegar a R$ 7 bilhões, dizem fontes à Agência Estado. Esse investimento será convertido em ações. O próximo passo é marcar uma reunião com a companhia para discutir o assunto.

Além disso, o  jornal O Globo informa que o novo presidente da Telefônica Brasil (VIVT4) e que vai assumir o cargo em janeiro de 2017, Eduardo Navarro, confirmou na quarta-feira (12) que a companhia tem interesse em adquirir alguns ativos da Oi. Segundo o BTG Pactual, apesar da saída de Amos ser uma notícia negativa para a Telefônica, os riscos de execução hoje estão muito menores e considerando as mudanças positivas que o setor está passando, os analistas do banco reiteram recomendação de compra para os ativos VIVT4.

Por fim, o colunista Laurdo Jardim, do mesmo jornal, informa que a companhia telefônica, via  Eurico Teles, o diretor jurídico, está tentando contratar Joaquim Barbosa para alguns trabalhos para a tele, entre pareceres e mediações. Na semana passada, Barbosa, reuniu-se com Teles, Nelson Tanure e Hélio Costa no Rio de Janeiro. Nada, porém, foi fechado.

Eletrobras (ELET6)
Os papéis da Eletrobras voltam a ser negociados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) nesta quinta-feira (13), após a companhia ter realizado a entrega, nesta semana, de documentos financeiros atrasados de 2014 e 2015, segundo comunicado da elétrica estatal divulgado nesta quarta-feira. “A Bolsa de Valores de Nova York confirmou que nossos ADS – American Depositary Share voltarão a ser negociados… a partir da sua abertura em 13 de outubro”, disse a Eletrobras. A negociação dos papéis da companhia em Nova York foi suspensa em maio, devido ao atraso na entrega dos documentos.

A estatal ainda ressaltou nesta quarta-feira que o processo de “deslistagem” da companhia nos EUA foi cancelado. O atraso na entrega dos documentos se deu em meio a investigações internas que apontaram irregularidades em pelo menos quatro empreendimentos da companhia. Nos documentos enviados à reguladora do mercado norte-americano de ações (SEC), a estatal estimou impactos financeiros de cerca de R$ 300 milhões devido às irregularidades, que teriam incluído propinas de entre 1 e 6 por cento do valor de alguns contratos. As apurações internas da Eletrobras tiveram início em 2015, após notícias relacionarem a usina de Angra 3 como possível alvo de propinas por investigados na operação Lava Jato.

Embraer (EMBR3)
A Embraer afirmou na quarta-feira que busca finalizar acordos com autoridades dos Estados Unidos e do Brasil para encerrar caso em que a empresa é acusada de ter descumprido leis anticorrupção, em meio a investigações de suborno para obter contratos de venda de aeronaves no exterior. A companhia tenta acordos definitivos com o Departamento de Justiça dos EUA e com a Comissão de Valores Mobiliários e bolsa norte-americana para a resolução de alegações de descumprimento criminal e cível das leis anticorrupção dos EUA, segundo fato relevante nesta quarta-feira.

Além disso, a empresa disse estar buscando ultimar acordo com o Ministério Público Federal e a Comissão de Valores Mobiliários do Brasil para a resolução de alegações de descumprimento de determinadas leis brasileiras.

“Tais acordos, se vierem a ser ultimados, deverão ser consistentes com o Fato Relevante de 29 de julho de 2016”, disse a Embraer, fazendo referência a um comunicado em que anunciou uma provisão de perdas de 200 milhões de dólares no trimestre encerrado em 30 de junho de 2016, refletindo o provável desfecho da questão.  

Mais cedo neste mês, a Embraer disse que estava em estágio avançado nas negociações com autoridades dos EUA, após o jornal Folha de S.Paulo ter informado que a companhia estava sendo investigada por suspeita de ter pago suborno para vender aviões para uma companhia aérea de Moçambique. Além disso, a companhia teve a recomendação elevada de neutra para compra pelo Goldman Sachs.

Gafisa (GFSA3)
Debenturista da Tenda aprovou postergar pagamento debêntures. O vencimento das debêntures de 1ª emissão pública foi postergado de 11 de outubro para 11 de novembro pelo debenturista detentor de 100% dos papéis, disse a Tenda em comunicado ao mercado.

A 12ª parcela do valor nominal das debêntures também foi postergada para 11 de novembro. Em contrapartida às alterações, a cia. concorda em pagar ao debenturista waiver fee de 0,25% sobre o saldo do valor nominal. O pagamento de waiver fee estava previsto para esta terça-feira.

BR Insurance (BRIN3)
A BR Insurance informou que vendeu fatia de 51% na Previsão Empreendimentos e Corretagens de Seguros para a outra sócia, Previsão Participações, segundo comunicado à CVM.

CPFL (CPFE3)
A CPFL aprovou garantia para emissão de R$ 400 milhões em debêntures da CPFL Comercialização. 

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