Banco do Brasil (BBAS3) tem lucro ajustado de R$ 8,55 bi no 1º tri, alta de 29%; aprova mais de R$ 2 bi em dividendos e JCP

BB foi o último "bancão" a divulgar resultados na temporada do 1º trimestre

Equipe InfoMoney

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O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2023 (1T23) nesta segunda-feira (15). O banco estatal divulgou lucro líquido ajustado de R$ 8,55 bilhões no período. A cifra é 28,9% maior que a registrada no 1T22, ainda que em queda de 5,4% frente o 4T22.

O consenso Refinitiv previa lucro líquido de R$ 8,688 bilhões no período, abaixo dos R$ 9,04 bilhões do quarto trimestre de 2022, mas bem acima dos R$ 6,613 bilhões registrados um ano antes.

O patrimônio líquido do banco ficou em R$ 169,533 bilhões, alta de 10,8% em um ano.

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No período, o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RSPL, ou ROE, na sigla em inglês) ajustado foi a 20,8%, alta de 2,9 pontos percentuais (p.p.) em base anual, e baixa de 1,8 p.p. em três meses.

Na comparação com o 1T22, a evolução do lucro é explicada pelos crescimentos na (I) margem financeira bruta, (II) receitas de prestação de serviços e (III) resultado de participações em controladas, coligadas e joint-ventures, (IV) parcialmente impactadas pelo aumento na despesa de PCLD ( Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) ampliada, apontou o banco estatal.

O BB registrou em março de 2023, o saldo de R$ 1,0 trilhão na Carteira de Crédito Ampliada (que inclui, além da
Carteira Classificada, TVM privados e garantias), uma alta anual de 16,8%.

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A carteira ampliada PF cresceu 3,6% no trimestre e 11,7% em 12 meses, influenciada pelo desempenho do crédito consignado (+3,0% no trimestre e +9,6% em 12 meses), do crédito não consignado (+3,7% no trimestre e +9,3% em 12 meses) e pelas carteiras adquiridas de financiamento de veículos (+67,4% no trimestre e +126,8% em 12 meses).

A carteira ampliada PJ registrou incremento trimestral de 1,0% e de 12,7% em 12 meses, com ênfase para os crescimentos de operações com recebíveis (+11,6% no trimestre e +24,8% em 12 meses) e de capital de giro (+1,4% no trimestre e +10,7% em 12 meses). Destaque para os desembolsos de R$ 2,5 bilhões no trimestre realizados na linha do Pronampe, apontou o banco.

A Carteira Ampliada Agro expandiu 4,1% no trimestre e 26,7% em 12 meses, com ênfase para as operações de custeio (+4,2% no trimestre e +45,6% em 12 meses) e de investimento (+7,6% no trimestre e +49,8% em 12 meses).

A provisão para perdas com empréstimos mais que dobrou em um ano, com avanço de 112,3%, passando de R$ 2,76 bilhões no primeiro trimestre de 2022 para R$ 5,86 bilhões.

“No 1T23, mudanças societárias no controle acionário de cliente específico do segmento Large Corporate – setor agroindustrial, que teve processo de recuperação judicial homologado em 2019, ensejaram em mudança de perfil da dívida da companhia. Esta operação impactou os componentes da despesa de PCLD Ampliada (Risco de Crédito e Perda por Imparidade). Houve a liquidação de operação de crédito bancário, concomitante à emissão de debêntures com reconhecimento imediato de perda por imparidade em 100% do valor de face do título emitido, com impacto neutro na PCLD Ampliada”, informou ainda a companhia.

O aumento da provisão ocorreu com o índice de inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias voltando a crescer, seguindo tendência do mercado diante da elevação dos juros no país no período.

O índice passou de 1,89% da carteira no início do ano passado para 2,62% ao final de março, número também maior que os 2,51% do final de 2022.

O índice de cobertura (relação entre o saldo de provisões e o saldo de operações vencidas há mais de 90 dias) foi de 202,7%, impactada pelo reperfilamento da dívida de cliente específico (não citado pelo BB), em recuperação judicial desde 2019. “Desconsiderando este efeito, a cobertura do período seria de 213,3%”, afirma.

No 1T23, a margem financeira bruta, que mede o resultado com operações que rendem juros, totalizou R$ 21,2 bilhões e teve crescimento de 38,0% na comparação anual.

Contribuiu para isso os aumentos da receita de operações de crédito (+35,1%) e do resultado de tesouraria (+72,1%), impulsionados pelos crescimentos de volumes e taxas da carteira de crédito e de títulos e valores mobiliários, parcialmente compensados pelo aumento de (+52,2%) da despesa de captação comercial.

A receita financeira com operações de crédito totalizou R$ 32,304 bilhões, 4,6% maior em três meses. O resultado da tesouraria, por sua vez, foi de R$ 10,086 bilhões, baixa de 7,8% em um trimestre. Ao contrário dos pares do setor privado, o BB tem carteira de aplicações majoritariamente pós-fixada, o que tem garantido ganhos expressivos na tesouraria. As despesas de captação comercial do banco público, por sua vez, somaram R$ 18,073 bilhões, alta de 3,1% em um trimestre.

Ao final do terceiro trimestre, o BB tinha R$ 2,114 trilhões em ativos, um aumento de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado, e alta de 4,2% em três meses.

Dividendos e JCP anunciados

O BB ainda aprovou, em 11 de maio, a distribuição de R$ 351.037.065,11 a título de remuneração aos acionistas sob a forma de dividendos e R$ 1.867.567.877,05 sob a forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP), ambos relativos ao primeiro trimestre de 2023. Com isso, a estatal aprovou mais de R$ 2,2 bilhões em dividendos e JCP.

O valor do dividendo é de R$ 0,12300792399 por ação e do JCP é de R$ 0,65441991829 por ação.

Os valores serão pagos em 12 de junho, tendo como base a posição acionária de 01 de junho, sendo as ações negociadas “ex” a partir do dia 2.