Azul (AZUL4): analistas reforçam visão positiva para ações com “efeito Gol” e queda em janeiro

Analistas têm destacado recomendação de compra para as ações da aérea

Camille Bocanegra

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A tese positiva para as ações da Azul (AZUL4) ganhou força entre os analistas de mercado após a recuperação judicial da Gol (GOLL4) nos EUA, uma vez que a companhia pode ganhar espaço com uma eventual fraqueza ou diminuição das operações da aérea em meio ao processo. Contudo, as ações AZUL4 não reagiram positivamente em janeiro ao anúncio e acompanhou (ainda que em menor intensidade) o desempenho da rival, caindo 16% no período.

Neste cenário, algumas casas reforçaram a aposta com a Azul, vendo também um valuation atrativo. Este foi o caso do BTG Pactual, que elevou a recomendação para as ações AZULL4 de neutra para compra. Já a Gol foi rebaixada para venda, da recomendação neutra anterior, pelos riscos presentes com o Chapter 11.

O BTG apontou que a visão positiva favorável para a Azul reflete “uma estrutura de capital mais forte após passivos significativos na gestão durante o ano passado, além de menor concorrência no mercado interno, após a Gol entrar voluntariamente com o Chapter 11, reduzindo sua capacidade”. A Azul teria desconto em torno de 34% sobre a média histórica, avalia.

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O banco destaca ainda que o cenário para a indústria melhorou para a maioria das empresas do setor aéreo. O panorama demonstra recuperação da demanda por viagens internacionais e domésticas e, combinado com oferta restrita, sustentaria um ambiente de preços visto como favorável pelo BTG.

Em análise recente, o Goldman Sachs também reforçou a visão de que continua a ver a Azul bem posicionada para se beneficiar do aumento do poder de precificação no mercado doméstico brasileiro num contexto de queda dos preços do combustível de aviação ao longo de 2024. No fim de janeiro, o banco reiterou recomendação de compra e elevou o preço-alvo de R$ 26,60 para R$ 27,60.

Além do Goldman, analistas do JPMorgan reforçaram recentemente visão positiva para a Azul entre as companhias aéreas brasileiras, acrescentando que os resultados do último trimestre corroboraram sua visão “cada vez mais otimista” sobre aéreas. “A Azul continua aumentando a capacidade e gerenciando os rendimentos em níveis historicamente elevados, ao mesmo tempo em que concluiu com sucesso sua gestão de passivos e é negociada com um ‘valuation’ atrativo”, afirmou.

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O Bradesco BBI também tem reforçado recomendação equivalente à compra (outperform, desempenho acima da média do mercado) para AZUL4 em meio ao processo de Chapter 11 da Gol, com preço-alvo de R$ 38.

Cabe ressaltar, contudo, que os analistas de mercado seguem divididos sobre o papel, conforme aponta compilação LSEG. De dez casas que cobrem AZUL4, 5 são de compra e 5 de manutenção, com preço-alvo de R$ 21,23.