Ata do Copom, Powell, inflação ao produtor nos EUA, reações a balanços e mais

Investidores também devem repercutir os resultados da Petrobras divulgados na noite de ontem

Felipe Moreira

Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil. Foto: Raphael Ribeiro/BCB

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A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) foi divulgada na manhã desta terça-feira (14) após a divisão acirrada no último encontro do colegiado, quando cinco dirigentes votaram pelo corte de 25 pontos-base da taxa básica Selic, para 10,50% ao ano, e quatro defenderam redução de 50 pontos-base.

Todos os membros da diretoria do Banco Central defenderam a adoção de uma política monetária mais contracionista, mais cautelosa e sem indicações futuras sobre os próximos movimentos nos juros, mostrou o documento.

No campo corporativo, a Petrobras divulgou na véspera resultados abaixo do esperado, mas com dividendos bilionários. Já o presidente Lula anunciará medidas relacionadas ao Rio Grande do Sul, a partir das 15h.

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A agenda dos EUA, por sua vez, traz o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês), na véspera (15) dos números da inflação ao consumidor (CPI), que costumam ter forte influência nas apostas para a trajetória dos juros básicos americanos. Além dos dados de inflação, Wall Street monitora falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, que participa de evento na Holanda, às 11h.

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1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam perto da estabilidade, enquanto investidores se preparam para dados de inflação ao produtor e falas do presidente do Fed. O consenso LSEG projeta alta mensal de 0,3% e de 2,2% na base anual.

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Veja o desempenho dos mercados futuros:

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam sem direção única e com variações modestas nesta terça-feira, espelhando o comportamento de Wall Street, enquanto investidores aguardam novos dados da inflação dos EUA.

Europa

Os mercados europeus operam mistos, enquanto investidores mantêm a cautela antes da publicação de dados de inflação dos EUA. Nesta semana, as atenções estão voltadas para novos números de inflação dos EUA, que podem influenciar as apostas para a trajetória dos juros básicos americanos.

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Commodities

Os preços do petróleo caem após abertura positiva, com investidores atentos a potenciais perturbações no fornecimento de petróleo devido a incêndios florestais no oeste do Canadá, que o governo do país alertou que poderiam ser “catastróficos”.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa.

Bitcoin

2. Agenda

A agenda desta terça-feira traz a ata da última reunião do Copom e dados de inflação ao produtor nos EUA. Sobre a ata, todos os membros da diretoria do Banco Central defenderam a adoção de uma política monetária mais contracionista, mais cautelosa e sem indicações futuras sobre os próximos movimentos nos juros. O Copom reiterou que a extensão e a adequação de ajustes futuros na taxa de juros serão ditadas pelo “firme compromisso” de convergência da inflação à meta.

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Na última quarta-feira, o Copom anunciou uma redução no ritmo de afrouxamento monetário ao fazer um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 10,50% ao ano, após seis quedas consecutivas de 0,50 ponto na taxa. Também foi abandonada a indicação para passos futuros da política monetária. A decisão sobre o corte foi tomada com divergência dos quatro diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ata ainda apontou que, para o BC, a tragédia no Rio Grande do Sul, além dos seus impactos humanitários, também terá desdobramentos econômicos e o Comitê seguirá acompanhando.

Brasil

8h: Ata do Copom

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9h: Serviços de março; consenso LSEG prevê alta de 0,2% na base mensal e queda de 2,5% na base anual

10h30: Presidente Lula tem reunião com ministros

15h: Presidente Lula fará anúncio de medidas relacionadas ao Rio Grande do Sul

EUA

9h30: Preços ao produtor de abril; consenso LSEG projeta alta mensal de 0,3% e de 2,2% na base anual

11h: Powell participa de painel na Holanda

17h30: Estoques de petróleo (API) semanal 

3. Noticiário econômico

CMN e BC aprovam medidas para amenizar efeitos da calamidade no RS

O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central aprovaram na segunda-feira, 13, em reunião extraordinária, medidas que flexibilizam regras ao sistema financeiro nacional como forma de amenizar os efeitos econômicos gerados pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul.

4. Noticiário político

Lula deve anunciar auxílio financeiro às pessoas atingidas no RS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que deve ir ao Rio Grande do Sul novamente na próxima quarta-feira (15) e prometeu o anúncio de medidas de apoio financeiro direto às pessoas para a recuperação de parte dos bens perdidos durante as enchentes que varreram diversas regiões do estado e deixaram centenas de milhares de famílias desabrigadas e desalojadas.

Lira diz que Câmara analisará ainda esta semana suspensão do pagamento da dívida do RS

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a Casa analisará ainda esta semana e no menor prazo possível a suspensão do pagamento da dívida do Rio Grande do Sul com a União por três anos. A medida foi anunciada na última segunda-feira, 13, pelo governo federal para socorrer o Estado, que vive situação de calamidade pública por causa das enchentes causadas por fortes chuvas nas últimas semanas.

 

5. Radar Corporativo

Petrobras (PETR4)

A Petrobras (PETR4) lucrou R$ 23,7 bilhões de forma líquida no primeiro trimestre de 2024, com queda de 37,9% na base anual e com recuo de 23,7% na base sequencial. O lucro líquido ainda é menor ao consenso da LSEG, que previa R$ 30,1 bilhões.

A Petrobras (PETR4) também divulgou que pagará R$ 13,45 bilhões aos seus acionistas, em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2024. O valor a ser pago será de R$ R$ 1,04161205 por ação ordinária e preferencial em circulação.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)