Saúde

Alliar (AALR3) reverte lucro em prejuízo de R$ 14,5 milhões no 1º trimestre

O Ebitda menor está diretamente relacionada ao crescimento das despesas gerais, que foram negativamente impactadas pela inflação

Por  Equipe InfoMoney

A Alliar (AALR3) reportou nesta segunda-feira (16) prejuízo de R$ 14,5 milhões no balanço do primeiro trimestre deste ano (1T22), ante lucro líquido de R$ 12,5 milhões no 1T21.

O resultado é reflexo direto das reduções expressivas ocorridas em algumas linhas dos custos operacionais no trimestre, com destaque para Ocupação e para Insumos e Labs. de Apoio – este último resultado do menor volume de exames de AC no período, em especial de Covid-19.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado cresceu 34,2% no 1T22, totalizando R$ 47,2 milhões. Há um ano, a empresa havia reportado R$ 71,8 milhões.

A margem Ebitda ajustado caiu 8,0 pontos percentuais, indo a 17,2%.

“A queda do Ebitda está diretamente relacionada ao crescimento das despesas gerais, que foram negativamente impactadas pela alta dos índices inflacionários nos últimos doze meses, resultando em um aumento das principais linhas de despesas da companhia”, explica a Alliar.

As despesas gerais subiram 31,1%, saindo de R$ 57,6 milhões há um ano para R$ 75,4 milhões no trimestre analisado.

A receita líquida somou R$ 275 milhões entre janeiro e março deste ano, baixa de 3,4% na comparação aos R$ 284,7 milhões com igual etapa de 2021.

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Segundo mensagem da presidência da empresa, “o 1T22 foi impactado pelo aumento de casos de contaminação causados pela Covid-19, que do ponto de vista externo refletiu na redução de busca dos exames eletivos e do ponto de vista interno, na contaminação de funcionários que atuam na linha de frente da operação, fazendo-se necessária a contratação de mão de obra temporária. Fatores esses, que somados a um trimestre tipicamente afetado por feriados, e à contínua pressão de custos prejudicaram o resultado da companhia”.

“Entretanto observamos, a partir da segunda quinzena de fevereiro, a retomada da demanda com o declínio do número de casos de Covid-19. Firmamos no 1T22 mais de 20 novos contratos com operadoras de autogestão e instituições públicas, que já trouxeram um acréscimo de 17% nesta linha de receita, quando comparado ao mesmo período do ano anterior”, segue a mensagem.

“A soma da receita dos clientes particulares alcançou 11% no trimestre e a RBD, por meio da nossa PPP atingiu receita de R$ 29 milhões, crescimento de 4,7% versus 1T21”.

A dívida líquida total fechou março de 2022 com R$ 737 milhões, 21,4% a mais do que os R$ 607,1 milhões de março de 2021, devido à menor geração de caixa operacional e ao aumento das taxas de juros. A relação da dívida por Ebitda ajustado ficou em 3,1x, ante os 3,4x de um ano atrás.

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