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Exportações de carne bovina crescem 30% em maio

As exportações totais de carne bovina (in natura e processada) reagiram em maio e voltaram a um patamar superior a 100 mil toneladas depois do tombo registrado em abril, quando atingiram apenas 85 mil toneladas [avanço de 30%], mesmo sem ainda contar com a Rússia, um dos maiores clientes do país, e cuja movimentação de produto está embargada desde dezembro passado

Fazenda Boi
(Shutterstock)

É o que destaca a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que que compilou os dados finais de movimentação de maio, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX.

No mês passado, a comercialização atingiu a 111.502 toneladas e a receita a US$ 462 milhões, contra 113.281 toneladas e receita de US$ 465 milhões em 2017. Com isso, o saldo dos cinco primeiros meses do ano ainda é positivo: 617.000 toneladas exportadas com receita de US$ 2,39 bilhões, crescimento de 16% na quantidade e de 13% nos valores em relação a 2017 quando se movimentou 533.267 toneladas que renderam US$ 2,1 bilhões.

Segundo a entidade, a greve dos caminhoneiros teve algum impacto na movimentação da carne bovina no mês passado, mas o mais importante é que se esperava o reinicio das compras pelo mercado russo, o que acabou não ocorrendo. Os chineses, por meio da importação direta pelo continente e pela triangulação da movimentação feita por empresas do Hong Kong, continuam imbatíveis no ranking dos maiores compradores do produto brasileiro: nos cinco primeiros meses do ano importaram 267.705 toneladas contra 195.743 toneladas no mesmo período de 2017. 

Com isso a receita subiu de US$ 768,5 milhões ano passado para US$ 1,087 bilhão neste ano. Outros crescimentos importantes foram o do Egito, que já é o segundo maior cliente do país - de 29.241 toneladas importadas em 2017 foi para 42.334, com 124% de elevação; e o do Chile, que passou de 21.181 toneladas no ano passado para 42.334 toneladas neste ano, num aumento de quase 100%. Alta digna de registro também foi a do Paraguai que, em 2017, importou 1.869 toneladas de carne bovina brasileira até maio e em 2018 já saltou para 8.718 toneladas (+ 366%).

Entre os recuos mais importantes nas importações, depois da Rússia, que até maio havia adquirido 62 mil toneladas de carne bovina no ano passado e zerou suas compras em 2018, estão os do Irã (-33,7%), de 43.010 toneladas para 28. 524 toneladas neste ano; e da Arábia Saudita (-39%), de 23.981 para 14.528 no mesmo período analisado. No total, segundo a Abrafrigo, 82 países aumentaram as suas aquisições enquanto que outros 46 reduziram.

 

 

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