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Agronegócio emprega menos trabalhadores formais no Rio Grande do Sul

Mês de abril fechou com saldo negativo de 3.535 postos de trabalho

Agronegócio

SÃO PAULO - Em abril deste ano, o setor do agronegócio no Rio Grande do Sul registrou um saldo negativo de 3.535 postos de trabalho com carteira assinada. Esse número apresenta a diferença entre o número de admissões (12.716) e de desligamentos (16.251) de trabalhadores formais celetistas nas atividades que compõem o agronegócio.

Em comunicado, a Fundação de Economia e Estatística (FEE), disse que o resultado para o mês de abril já era esperado. “Esse movimento de queda no emprego formal do agronegócio gaúcho é característico do segundo trimestre, quando o ritmo de contratações diminui e acontece a desmobilização de parte da mão de obra contratada para a colheita, o recebimento e a comercialização da safra de verão”.

Em abril, o saldo foi negativo na geração de emprego foi observado nos três segmentos do agronegócio: “antes da porteira” (menos 216 postos), “dentro da porteira” (menos 2.155 postos) e “depois da porteira” (menos 1.164 postos). Na agropecuária, destacam-se os resultados dos setores de produção de lavouras permanentes (menos 1.441 postos) e de produção de lavouras temporárias (menos 573 postos). As estatísticas indicam que o principal fator explicativo dessa queda foi o desligamento de trabalhadores ocupados nas atividades da colheita da maçã e do arroz.

A FEE destaca que, apesar da perda de empregos em abril, o saldo acumulado no ano permanece positivo, com criação de 17.521 postos de trabalho com carteira assinada no agronegócio gaúcho. Esse resultado pode ser explicado pelo desempenho dos setores de fabricação de produtos do fumo (mais 7.949 empregos), comércio atacadista de produtos agropecuários e agroindustriais (mais 3.361), produção de lavouras permanentes (mais 2.399), moagem e fabricação de produtos amiláceos (mais 1.604) e produção de lavouras temporárias (mais 1.459). O saldo dos quatro primeiros meses de 2016 é superior ao do mesmo período de 2015, quando foram gerados 16.220 empregos com carteira assinada no agronegócio.

 

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