Sem repasse

Agora privada, refinaria de Mataripe não repassa queda da gasolina anunciada por Petrobras

A refinaria agora está sob administração da Acelen, empresa do fundo de investimento árabe Mubadala

Por  Estadão Conteúdo -

Pela primeira vez uma refinaria brasileira não vai seguir os reajustes anunciados pela Petrobras, refletindo o processo de privatização de parte da área de refino da estatal. Segundo as distribuidoras de combustíveis baianas, a queda de 3% da gasolina, anunciada na terça-feira, 14, pela Petrobras (PETR3;PETR4), não será aplicada na Refinaria de Mataripe, ex-Rlam.

A refinaria agora está sob administração da Acelen, empresa do fundo de investimento árabe Mubadala, que assumiu a gestão da refinaria no final de novembro deste ano.

De acordo com o Sindicato do Comércio de Combustíveis do Estado da Bahia ( Sindicombustíveis Bahia), a Acelen informou que terá uma política de preços independente da Petrobras, e que a queda de 3% no preço da gasolina não seria repassada.

“A redução anunciada pela Petrobras só será praticada nas refinarias que ainda estão sob sua gestão. Como a refinaria baiana foi privatizada, não mais pertencendo à estatal federal, a política de preço da Refinaria Mataripe será independente, uma das consequências da privatização da Rlam” disse o Sindicombustíveis Bahia em nota, afirmando que não interfere no mercado e respeita a livre concorrência.

Já a Acelen se limitou a informar que sua política comercial é ser competitiva, “amparada em critérios técnicos e transparentes”. A empresa explicou que observa as oscilações naturais do mercado, “permitindo aos nossos clientes terem visibilidade e previsibilidade dos preços”, disse a Acelen ao ser perguntada sobre o reajuste.

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