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Petrobras vende fatia em campo por US$ 90 mi, Carrefour nega notícia de que quer comprar controlador do GPA e mais

Confira os destaques corporativos desta quarta-feira

CArrefour
(divulgação)

No Radar InfoMoney desta quarta-feira destaque para Oi com possível aprovação do novo março das teles em comissão, Petrobras com venda de campo de petróleo e varejistas com efeito Amazon.

Oi (OIBR3;OIBR4), TIM (TIMP3) e Vivo (VIVT4)

A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) deverá votar o relatório do PLC 79, que trata do novo marco legal das telecomunicações. Após ser aprovado, o texto estará apto a ser votado pelo plenário da Casa – o que poderia ocorrer ainda hoje.

A aprovação do projeto é vista como um fôlego para a situação da operadora Oi, que está em um processo de recuperação judicial e precisa atrair investimentos. A Oi seria a tele mais beneficiada com a mudança de regra porque ela depende mais do serviço fixo do que as concorrentes Vivo, Claro e TIM.

Uma das principais modificações previstas no projeto — que altera as Leis 9.472, de 1997 (Lei das Teles) e 9.998, de 2000 — prevê a possibilidade de migração das atuais concessionárias de telefonia fixa, prestada sob a égide do regime público, para o regime de autorização.

Segundo o texto, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) poderá autorizar a adaptação do instrumento de concessão para autorização, condicionada à observância de alguns requisitos, como a manutenção da prestação do serviço adaptado e o compromisso de cessão de capacidade que possibilite essa manutenção, nas áreas sem competição adequada.

O projeto mantém os prazos remanescentes das autorizações de uso do espectro de radiofrequências, detidas pelas concessionárias. Além disso, as garantias de investimento deverão possibilitar sua execução por um terceiro, e o contrato de concessão, instrumento administrativo celebrado entre as empresas e a Anatel, deverá fixar a possibilidade da referida adaptação.

O Valor Econômico ainda traz que a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro solicitou à CVM informações sobre a movimentação com os papéis da Oi nos últimos três meses, para apurar possível movimentação atípica com os papéis da tele.

GPA (PCAR4) e Carrefour (CRFB3)

O Carrefour na França negou que esteja considerando fazer uma oferta pelo rival Casino Guichard-Perrachon, controlador no Brasil do Grupo Pão de Açúcar, informa a Bloomberg

Segundo reportagem do BFM Business, citando fontes não identificadas, o Carrefour passou várias semanas estudando uma oferta no valor de 48 euros por ação, ou um total de 5,2 bilhões de euros, ou US$ 5,7 bilhões, pela rival francesa.

“Não existe tal oferta nem intenção de fazer uma”, disse uma porta-voz do Carrefour. Um representante do Casino se recusou a comentar.

As ações do Casino subiram 4,7% na quarta-feira em Paris, com a controladora Rallye SA em 5,9%. O Carrefour caiu até 2%.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras finalizou a venda, por US$ 90 milhões, da totalidade da sua participação de 70% no campo de Maromba, localizado em águas rasas na Bacia de Campos, para a empresa BW Offshore Production do Brasil Ltda. A operação foi concluída com o pagamento da primeira parcela de US$ 20 milhões para a Petrobras após o cumprimento de todas as condições precedentes e ajustes previstos no contrato.

O restante do valor da transação, US$ 70 milhões, será pago em duas parcelas: US$ 20 milhões em até 15 dias úteis após o início das atividades de perfuração de poços para o desenvolvimento do campo; e US$ 50 milhões em até três meses após o primeiro óleo ou três anos após o início das atividades de perfuração de poços para o desenvolvimento do campo, o que ocorrer primeiro.

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Sobre o campo de Maromba, ele é oriundo do bloco BC-20 outorgado para a Petrobras na Rodada Zero e está localizado em águas rasas ao sul da Bacia de Campos próximo aos campos de Peregrino e Papa-Terra que atualmente se encontram em produção.

A declaração de comercialidade do campo ocorreu em 2006, sendo portador de óleo pesado (16o API), mas que ainda não foi desenvolvido. A BWO passa a ser a operadora do campo após a aquisição das participações da Petrobras (operadora com 70%) e da Chevron (30%).

Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3)

O Bradesco BBI revisou suas expectativas para o setor siderúrgico. Segundo relatório liderado pelo analista Thiago Lofiego, ainda é cedo demais para ficar otimista com o setor, o que levou a instituição a revisar suas estimativas para baixo, na faixa de aproximadamente 10%, para o Ebitda e de 10% a 20% no preço-alvo.

Entre as justificativas estão o sentimento negativo relacionado à guerra comercial entre EUA e China e atividade mais fraca do lado da manufatura e construção.

Segundo o relatório, a Gerdau permanece como a preferência no setor, dada a sua diversificação geográfica e exposição ao dólar. Além disso, é esperada uma volta do setor de construção no Brasil, o que poderia levar ao aumento da demanda de aços longos de 4% a 5% em 2020.

A recomendação para Gerdau, Gerdau ADR e Gerdau Metalúrgica é de “outperform” como novo preço-alvo de R$ 18 ante R$ 22. Mesmo assim, isso representaria um potencial de valorização de 33%.

Para Usiminas e CSN a recomendação é Neutra. O preço-alvo de Usiminas foi reduzido R$ 9, de R$ 11; enquanto da CSN recuou a R$ 16, de R$ 17.

Magazine Luiza (MGLU3), B2W (BTOW3), Lojas Americanas (LAME4) e Via Varejo (VVAR3)

O valor de mercado de Magazine Luiza, B2W, Lojas Americanas e Via Varejo teve forte queda ontem, com o anúncio de lançamento do Amazon Prime no Brasil. As empresas, conjuntamente, perderam R$ 4,75 bilhões em valor de mercado, fechando o dia valendo R$ 103,7 bilhões.

A Amazon vai lançar, inicialmente, uma oferta de frete grátis ilimitado para cerca de 500.000 produtos, entre os 20 milhões que a Amazon já tem disponíveis na maior economia da América Latina.

Em relatório, o analista do Bradesco BBI Richard Carthcart destaca a expectativa de reação negativa novamente nos papéis das varejistas, no entanto mantém o “otimismo quanto à capacidade de competição” das empresas locais frente a Amazon.

“O ponto final a destacar é que a estrutura competitiva do mercado de comércio eletrônico no Brasil não é favorável à Amazon”, destaca o Bradesco, citando que os players locais já oferecem serviços atraentes aos consumidores.

Segundo Carthcart, a Amazon desenvolveu vantagens competitivas nos EUA após anos operando com pouca concorrência. Ele ressalta que mantém a recomendação de desempenho acima do mercado para as ações do Magazine Luiza e diz que B2W deve seguir mostrando fortes resultados até o final do ano.

Suzano (SUZB3)

A Suzano informa que, conforme aprovado pelo Conselho de Administração da Companhia em 8 de agosto de 2019 e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2 de setembro de 2019, irá alterar seu programa de American Depositary Receipts (ADR).

A atual proporção de 1 American Depositary Share (ADS) representando 2 ações ordinárias da Suzano será alterado para 1 ADS representando 1 ação ordinária da Suzano.

“Como resultado da mudança no número de ações por ADS, detentores de ADSs na data-base receberão, automaticamente, na data de distribuição 1 ADS adicional para cada ADS detido na data-base. O preço ajustado dos ADSs será refletido a partir de 24 de setembro de 2019”, afirmou.

Banrisul (BRSR6)

O site Poder 360 traz que o deputado estadual Sérgio Turra (PP-RS) sugeriu ontem uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acabe com a regra de realizar plebiscito antes de privatizar empresas públicas, como Banrisul, Corsan e Procergs.

Segundo a publicação, Turra conseguiu 24 assinaturas de parlamentares que apoiam a ideia. Para aprovação, a proposta precisa de 33 votos. A assembleia já aprovou projeto similar em relação a Sulgás, Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e CEEE.

Já a Coluna do Broadcast destaca que a oferta de ações do Banrisul voltou a causar polêmica entre investidores, já que os críticos defendem que a operação seria mais vantajosa caso fosse uma privatização.

As colunistas acrescentam que a operação só poderá ser executada caso o valor de mercado do banco esteja acima do valor patrimonial. Para isso, o papel preferencial classe B precisa ficar acima de R$ 19,32.

Ontem, a ação fechou cotada a R$ 23, após queda de 3% com o anúncio da oferta – o que reduz o espaço para um desconto no preço dos papeis como forma de atrair a demanda.

Ecorodovias (ECOR3)

A Companhia Docas de São Paulo (Codesp) elaborou projeto alternativo para a construção de uma ponte que ligará as cidades de Santos e Guarujá. O empreendimento é defendido pela Ecorodovias, companhia que tem a concessão e o governo do Estado de São Paulo.

Entretanto, sofre questionamentos por parte dos terminais portuários que operam no Porto de Santos e pela autoridade portuária. A intenção inicial era construir uma ponte no montante de R$ 2,9 bilhões. Em contrapartida, a Ecorodovias garantiria a extensão da concessão do sistema Anchieta-Imigrantes.

PetroRio (PRIO3)

A PetroRio divulgou a prévia operacional de agosto, quando atingiu uma produção diária de 21.055 boepd. Em julho, havia sido de 19.583 boepd.

A média no segundo trimestre somou 20.123 boepd, enquanto no primeiro trimestre ficou em 14.953 boepd.

Totvs (TOTS3)

Com o caixa reforçado em R$ 1,07 bilhão como resultado da oferta de ações feita em maio, a Totvs prepara uma nova onda de aquisições. A companhia avalia um pipeline com “dezenas de empresas” para aquisição, disse Dennis Herszkowicz, presidente da Totvs, em entrevista à Bloomberg.

Ele não quis dar detalhes sobre potenciais nomes específicos, dizendo apenas que são empresas de diversos tamanhos e em diferentes estágios de negociação.

Herszkowicz assumiu a presidência da Totvs no final de 2018, substituindo o fundador Laercio Cosentino - hoje presidente do conselho - com a missão de manter o crescimento de receitas acima daquele dos custos e despesas, e iniciar um novo ciclo de expansão.

(Com Agência Estado, Agência Senado e Bloomberg)

 

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