Em mercados / acoes-e-indices

G-7 perto de acordo, guerra comercial e PIBs: o que você precisa acompanhar na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na próxima semana

SÃO PAULO - Após mais uma semana marcada pela tensão nos mercados globais e queda da Bolsa, os investidores não tiveram folga nem no fim de semana, graças à reunião do G-7, na qual os líderes das principais potências globais discutem acordo para ajudar a combater os incêndios na floresta amazônica.

Por aqui, o cenário político seguirá como destaque nas agendas, enquanto o calendário de indicadores segue mais fraco.

As notícias deste domingo são de que o presidente francês Emmanuel Macron, afirmou que os países estão próximos de uma conclusão sobre o que fazer. 

"Existe uma convergência real a dizer: 'vamos todos concordar em ajudar os países atingidos por esses incêndios'", disse Macron. O acordo envolveria ajuda técnica e financeira. "Estamos trabalhando em um mecanismo de mobilização internacional para ajudar esses países com mais eficiência."

A situação da Amazônia foi colocada como topo da agenda da cúpula do G-7 após Macron acusar o presidente Jair Bolsonaro de não fazer o suficiente para proteger a área e mentir ao minimizar as preocupações com mudanças climáticas. 

As declarações trouxeram o temor de que o Brasil possa sofrer sanções destes países no campo do agronegócio principalmente. Macron chegou a citar o acordo entre União Europeia e Mercosul para pressionar Bolsonaro, ressaltando que seria "difícil imaginar ratificação harmoniosa do tratado enquanto o Brasil permitir a destruição de suas florestas".

A postura do líder francês dividiu europeus, com a chanceler alemã, Angela Merkel, criticando as interferências no comércio exterior e as tentativas de frustração de acordos comerciais. 

O G7 é destaque também por conta da primeira participação do primeiro-ministro britânico Boris Johnson, que trará para a pauta o tema do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia).

A conferência, que ocorre em Biarritz, na França, continua até amanhã. Durante esse período, Johnson deve aproveitar a reunião para negociar com os integrantes da UE acordos para que a saída dos britânicos do bloco, prevista para outubro. Para isso, ele deve contar com um grande apoio de Donald Trump, que é defensor do Brexit.

Participam do encontro, que ocorre entre sábado e segunda-feira na França, os chefes de estado de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Na pauta, além dos temas já citados, eles devem falar sobre o programa nuclear do Irã e outros negócios, principalmente ligados ao comércio exterior.

Cenário Político

Em Brasília, a grande expectativa é pela entrega do relatório da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que seria apresentado nesta sexta-feira (23), mas segundo o relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE), ficou para a próxima semana.

Pelo cronograma inicial, o relatório seria lido na comissão na próxima quarta-feira, 28. A votação na CCJ estava prevista para o dia 4 de setembro. Ele garantiu que o relatório será entregue na semana que vem, mas não precisou o dia exato da leitura. Enquanto isso, seguem as audiência públicas relacionadas a outros assuntos, em especial a reforma tributária.

Vale destacar ainda que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou na quinta-feira que a Casa vai criar uma comissão externa para acompanhar as queimadas que atingem a Amazônia.

Ele também informou que vai realizar uma comissão geral nos próximos dias para propor soluções ao governo sobre o incêndio que ocorre na região. “É importante para mantermos forte nossas exportações do agronegócio e preservar o nosso meio ambiente”, disse Maia.

Agenda de indicadores

A semana começa com a tensão redobrada sobre a guerra comercial. Nesta sexta, a China anunciou uma retaliação com tarifas adicionais sobre US$ 75 bilhões em produtos dos EUA e a retomada da taxação de 25% sobre carros americanos. Trump já avisou que irá tomar medidas e pediu para que empresas americanas comecem a buscar alternativas à China para fazer negócios.

Entre os indicadores, atenção especial para os PIBs (Produto Interno Bruto) de EUA e Brasil. Após o recente discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, o dado de crescimento da maior economia do mundo ganhou ainda mais força para os próximos dias.

A estimativa mediana compilada pela Bloomberg é de expansão de 2% no 2º trimestre, abaixo dos 2,1% do dado anterior. Na semana ainda saem outros números nos EUA, como renda e gastos pessoais e PCE.

No Brasil, o PIB do 2º trimestre sai na quinta-feira (29) e economistas consultados pela Bloomberg esperam uma expansão de apenas 0,2%. Se o número se confirmar, o País conseguirá escapar da chamada recessão técnica. Por outro lado, um resultado mais fraco fortalecerá as apostas de um corte mais extenso da Selic.

Clique aqui e confira a agenda completa de indicadores.

Quer investir melhor o seu dinheiro? Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos

 

Contato